Bárbara saiu alegando que iria ao banheiro. Fiquei no bar esperando-a voltar. Estava escutando algumas conversas aleatória de sua escuta e de repente tudo ficou mudo. Ou ela desligou ou...Me sinto tenso e não faço a mínima ideia por qual caminho ela foi. Pedi informação para uma pessoa e esta, me indicou o caminho até os sanitários. Segui passando por uma enorme piscina e logo chego a uma entrada muito chic e sofisticada. Na verdade, é o hall da entrada da estância. O lugar é lindo.
Sigo o caminho onde acho que ela está. Enquanto vou seguindo vejo algumas pessoas circulando pelo lugar. Verifico que o lugar que me indicaram é o sanitário masculino e não o sanitário feminino que com certeza deve ser em outro lugar. Aproveito que estou aqui e faço minhas necessidades e saio do banheiro.
Me encaminho para a tenda e fico procurando por Bárbara e não a vejo, talvez ela ainda não tenha voltado. Vou para o bar, peço um petisco e uma Coca-Cola. Fico por ali esperando que ela nos dê algum sinal e nada acontece. Ela desligou o ponto e isso está me deixando preocupado. O lugar é enorme ela pode estar em qualquer lugar. Fico olhando ao redor e nada. Começo a me sentir agitado, angustiado por tamanha demora dela em voltar para a festa. Olho no relógio de pulso e já passa das quatro e meia da manhã.
Consigo ver João e Cristina ao longe, vejo o policial Tavares e os outros seguranças que estão infiltrados. Levanto-me da banqueta do bar com minha garrafinha em mãos e passo a caminhar pelo local. Em determinado momento percebo duas pessoas ao meu lado cada um de um lado. Sinto algo me cutucar nas costelas.
– Nos siga e se fizer qualquer gracinha a sua namorada gorda morre. – Fico tenso com o que ouço. Como eles estão armados, sigo-os até um lugar fora do alcance das pessoas. Ouço-os sorrir. – Vocês acharam que viriam aqui e que ninguém os reconheceriam? – Um deles ri e o outro meneia a cabeça. –Tsc, tsc, tsc. Quanta ingenuidade não é mesmo detetive? – Eles param em minha frente com um sorriso maldoso. – Vou te dar uma chance de se livrar de uma boa briga. – Ele anda até mim e olha em meus olhos se aproximando devagar até colar nossos narizes. – Vai embora agora! – Ele não sorri e fala sério de modo frio. Continuamos do mesmo modo. – Sabemos de tudo sobre vocês e peço com educação que se retire se não... – Ele sorri ladino. – Não me responsabilizo com o que pode acontecer se você não fizer o que pedimos.
– E se eu não quiser sair? – Ele continua sorrindo e eu faço o mesmo.
– Quer mesmo saber? – Ele tira um rádio comunicador Walk Talk do lado de trás da cintura. Ele aperta um botão. – Deixe-me escutá-la. – Ele diz e logo escuto alguém gritando e barulhos de algo sendo quebrado e mais e mais gritos de dor. Me desespero e avanço sobre ele, mas sou impedido pelo outro rapaz com um soco no estômago. Caio no chão sem fôlego. Ele se abaixa ficando na mesma altura que eu. Ele segura meus cabelos com brutalidade levando minha cabeça para trás. – Eu disse para ir embora se quiser vê-la viva, da próxima vez não serei tão benevolente. – Olho para seu rosto e ele sorri, pisca e dá alguns tapas em meu rosto. – Vai embora se quiser vê-la viva. – Seu modo frio volta. Ele se levanta cochicha algo com o outro rapaz e sai.
Me levanto e olho em volta e vejo-os ao longe indo pelo caminha que me trouxeram. Passo a mão nas roupas tentando me limpar. Saio seguindo por um outro caminha que me leva ao baile, quando chego próximo a tenda vejo alguns homens mal-encarados que vêm até mim.
– Você não é bem-vindo por favor se retire. – Um deles me diz. Não ligo para o que eles dizem e sigo meu caminho, preciso encontrar Bárbara e tirá-la daqui. Eu não sei o que eles fizeram com ela e muito menos onde ela está. Meu desespero está em um grau elevadíssimo. Eu não sei o que faria se algo de ruim acontecesse a ela.
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A lei é o Amor.
De TodoEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
