Paulo me olha perplexo. Acho que ele não imaginava que eu iria me colocar no lugar de outra pessoa para me infiltrar nesse mundo.
- Você quer saber a minha opinião Bárbara? Eu acho essa sua ideia muito, muito... - Paulo passa uma mão no rosto enquanto a outra está em sua cintura. - Olha... - Ele para e me olha e vejo que está bem nervoso. - Eu acho que você perdeu o juízo. Eu não vou deixar você se infiltrar nesse meio e outra, a Manuela e a amiga dela já te conhecem, elas te viram comigo então qualquer tentativa de disfarce acabou. Você não vai entrar neste meio, nem sonhe em fazer isso Bárbara. - Vejo-o visivelmente alterado. Ele passa as mãos no rosto novamente. - Onde já se viu pensar em algo assim? Será que os homens curtem excesso de carne? - Ele imita minha voz e fica parado me olhando e percebo que está com muita raiva. Ele põe as mãos na cintura. - Você não sabe a raiva que eu estou por ouvir isso de você. - Ele abaixa a cabeça e meneia dando um sorriso fraco. - Se você tivesse noção você não falaria essas besteiras. - Ele me olha intensamente. - Você não percebe né? Você fica tão alheia, mas eu percebo os olhares cobiçosos dos homens e das mulheres sobre você, principalmente do delegado Marcondes. Pensa que eu não sei? O cara falta te comer viva quando você chega ou pela simples menção do seu nome os olhos dele brilham. - Paulo levanta seu rosto para me encarar. - Eu não quero você envolvida com isso. Deixe que eu resolvo e tire essa ideia absurda de sua cabeça. - A irritação é notória em sua voz.
- Desculpe, mas foi a única ideia que me veio à mente. Pensei que talvez essa fosse uma boa ideia, me infiltrar lá me fazendo de profissional do sexo ou até mesmo de empregada sei lá! Eu poderia entrar de algum jeito. - Falo dando de ombros. - Isso não é motivo para você ficar todo bravo comigo não há motivos para isso Paulo. Foi apenas uma ideia tá legal? - Ele suspira pesado, abre a boca pra falar algo mas desiste. Fica me olhando com a cara fechada e meneia a cabeça abaixando-a em seguida. Eu me levanto e vou até onde ele está. Paro em sua frente e seguro seu rosto bonito. Ficamos assim um olhando para o outro até ver ele suspirar pesado.
- Eu odiei essa ideia, pois como eu disse eu percebo os olhares sobre você, sobre seu corpo. Eu me perco só de te olhar Bárbara e imaginar que alguém pode te tocar da maneira que eu quero fazer me tirou a razão. Eu desejo você com todas as minhas forças. - Ele me segura pela cintura me prendendo ali. Engulo em seco ao ouvir sua declaração. - Cada parte do meu corpo te deseja de forma assustadora e muitas vezes isso me amedronta. Não quero saber e muito menos sonhar que você esteja envolvida com essas coisas entendeu? - Sua voz ainda é de irritação, mas ele se contém ao falar e logo se afasta passando a mão no rosto. - Eu vou para minha sala. Depois conversamos. - Paulo sai sem ao menos me deixar falar nada. Fico ali parada lembrando de suas palavras e isso me deixa irrequieta.
Volto ao trabalho com o coração apertado, angustiado na verdade. Tento esquecer o que aconteceu aqui e mergulho no trabalho. Estou analisando os relatórios diários, faço os inquéritos policiais e vejo novamente meu e-mail. Preciso da resposta da falsa escola.
Após a prisão de Mauro, chamamos dona Joana para o ver e confirmar se foi ele mesmo quem sequestrou Luiza. Colocamos vários homens com a algumas semelhanças no mesmo lugar em uma sala na delegacia e dona Joana confirmou que foi ele, Mauro quem sequestrou Luiza reconhecendo-o ao apontá-lo. Volto para minha sala para pegar minhas coisas. Guardo tudo e desligo tudo trancando as portas e indo para meu apartamento.
Vou direto para meu quarto guardar minhas coisas. Sento-me na cama tirando meus sapatos e começo a pensar que ainda estamos no meio da semana e já está um caos. Suspiro deitando minhas costas deixando meus pés no chão. Fico nessa posição por um bom tempo e começo a cochilar. Ouço meu celular tocar suspiro passando a mão no rosto. Tem hora que atender o celular é um martírio. Me levanto, pego-o de dentro da bolsa e tenho uma surpresa boa que aquece meu coração me tirando um sorriso.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
