Capítulo 18 - Paulo.

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Mas o que está acontecendo aqui? Por que Bárbara ficou tão atordoada?

Uma das peritas vai até onde ela está, colocando-a sentada na cadeira novamente.

– O que aconteceu delegada? – Bárbara está pálida e não responde – Por favor alguém traz um copo de água para ela? –  Uma das perita diz. Saio da sala e trago um copo de água com açúcar para acalma-la. Ao entrar na sala, todos estão ao seu redor. Peço licença e entrego o copo em suas mãos.

– Obrigada. – Ela está trêmula, mal consegue levar o copo à boca.

– Bárbara? – Me ajoelho em sua frente. Cristina me vê fazer isso e franze o cenho. Dou de ombros. – Bárbara, fale comigo por favor. O que está acontecendo? – Toco seu rosto. Ela varre a sala com seu olhar perdido e depois me fita. Ela engole em seco e meneia a cabeça de leve piscando várias vezes.

– Eu estou bem agora. – Dá um sorriso sem graça. – Obrigada por tudo detetive. – Levanto-me e ela se ajeita na cadeira virando-se para os papéis que estão sobre a mesa. – Precisamos de todos os registros que o legista mandou, vocês conseguem isso para mim? – Pergunta e os peritos assentem. – Preciso deles o quanto antes. O caráter é de urgência. Podem ir e obrigada por tudo pessoal. – Ela agradece.

– Preciso que você detetive e você doutora Cristina fiquem aqui só mais um momento por favor. O resto estão dispensados obrigada. – Dizendo isso o pessoal dela sai da sala fechando a porta.

Cristina puxa uma cadeira e se senta em frete a Bárbara que está olhado os resultados de exame de DNA.

– O que aconteceu Bárbara? Por deus o que te deu para ficar daquele jeito? – Cristina retira os papéis das mãos de Bárbara que volta seu olhar para ela. – Me conta o que aconteceu.

– Você lembra aquela noite em que saímos? – Cristina anui prestando atenção ao que lhe é falado. – Quando você e Verônica saíram para dançar eu continue sentada. Ouvi um movimento atrás de mim e passei a escutar uma conversa. Uma moça falava que sua irmã estava desaparecida. Eu fiquei escutando a conversa até a outra pessoa sair de perto dizendo que iria dançar. Me movi para perto dela e começamos a dialogar e ela me contou que sua irmã havia desaparecido e que naquele dia fazia três anos de seu desaparecimento e que a polícia deu o caso por encerrado por não ter nenhum tipo de prova ou algo que levasse até ela. No outro dia eu estava aqui no prédio, minha sala foi invadida por uma senhora bem franzina. Ela apareceu aqui dizendo que precisava falar comigo. A atendi e ela me contou a mesma história de que a filha havia desaparecido a três anos e ninguém a encontrou. Fiquei em dúvida e perguntei o nome da moça desaparecida e tanto a moça da boate quanto a senhorinha me disseram o mesmo nome Luiza.

– O que? Como assim Bárbara? – Cristina franze o cenho e a olha perplexa.

– Elas me disseram exatamente esse nome que está neste exame de DNA Luiza da Silva Siqueira. – Cristina põe a mão na boca encostando-se na cadeira completamente atônita. Bárbara pega o relatório policial e nos mostra para que confirmemos o nome que está no exame de DNA. Fico parado pensando, porque os fios de cabelo desta moça estariam naquele barracão. – Tanto a mãe como a irmã me disseram que Luiza não tinha um círculo de amigos e que sua vida era casa, serviço e faculdade. Marquei de ir hoje na casa de seus pais para conversar com dona Joana. Vou com Verônica até lá. Agora mais do que nunca preciso saber onde está essa moça. – Ela diz e respira fundo cruzando os braços por sobre a mesa. – Agora falando do caso da modelo, precisamos saber como o assassino conseguiu o remédio. Temos mais uma informação aqui. – Bate o dedo na mesa. – A pessoa que aplicou a substância é alguém capacitado para fazer esse tipo de procedimento. As únicas pessoas que tem acesso a esse tipo de medicamento nos hospitais quem são? – Bárbara nos olha e tenho uma ideia.

A lei é o Amor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora