Chegamos ao hospital e encontramos meu tio conversando com o médico que está cuidando de Verônica. Tia Marie chorava muito e isso me assustou, na verdade me deixou apavorada pensando no pior. Vou ao encontro deles que percebe minha presença e vem abraçar-me.
– O que aconteceu com a Verônica tia? Por que a senhora está chorando desse jeito? Não me diga que ela piorou? – Estou apavorada.
– O médico acabou de dizer que a Verônica está fora de perigo e que já começaram a diminuir a sedação para ela acordar. – Abraço forte a tia Marie. – Graças a deus que ela não corre mais risco. – Olho para eles e vejo o quão estão aliviados.
Paulo fica ali nos observando até eu olhar, sorrir e o chamá-lo para perto de nós. Ele se aproxima e pego em sua mão.
– Será que podemos entrar? – Pergunto olhando para o balcão de atendimento.
– O médico disse que liberará por agora somente quinze minutos por ela ainda estar na UTI. Você pode entrar para vê-la Bárbara. Fique lá um pouco depois eu entro. Sei que você está em horário de serviço e precisa voltar logo, então entre converse com ela depois eu vou. – Tia Marie me dá um sorriso gentil. – Vá meu bem. – Dou um beijo em seus tios e vou até a entrada do corredor.
– Estou com medo de vê-la Paulo. – Aperto sua mão. – Pelas fotos ela estava muito machucada. – Ele me puxa para perto me abraçando.
– Talvez ela não esteja tão ruim assim. Você só vai saber quando entrar lá e ver com seus próprios olhos. – Paulo cheira meus cabelos. – Vai lá. Estarei aqui quando sair.
Vou até o balcão de enfermagem informando meu nome para poder entrar. A atendente faz um "crachá" adesivo com meus dados e os da Verônica e me é informado onde ela está. Verônica foi transferida para a UTI. Vou até sua cama e vejo ali uma menina linda com seu rosto e corpo totalmente machucados. Ela está irreconhecível devido ao inchaço, cortes e as fraturas. Choro ao vê-la neste estado. Ela quase morreu por minha culpa. Fico ali parada passando a mão em seus cabelos sedosos.
– O meu neném o que fizeram com você? Era para ser eu e não você. Perdoe-me minha amiga, perdoe-me. – Choro ao ver seu estado. Fico por cinco minutos. Meus tios também precisam entrar para ver a filha. – Eu vou encontrar o mandante dessa barbárie e vou acabar com ele por você. Eu vou fazer isso por você. – Dou um beijo em sua testa e saio.
Enxugo as lágrimas e sigo para a recepção onde Paulo e meus tios estão. Tia Marie está com a cabeça no ombro do tio Samuel e Paulo conversando com ele. Aproximo-me e dou meu "crachá" adesivo para ela mudar para o nome dela. Ela se levanta e vai ao balcão mudar os dados.
– Como ela está? – Meu tio pergunta ao sentar-me ao lado de Paulo. Suspiro ao lembrar-me de seu estado.
– Ela foi muito machucada e está muito inchada devido as pancadas que recebeu no rosto. – Paulo abraça meus ombros. – Espero que ela acorde logo para podermos fazer o retrato falado dos indivíduos. Tio precisamos ir, pois temos muitas coisas para resolver. Assim que der eu volto aqui para saber mais notícias. – Nos despedimos e saímos do hospital. Voltamos para o prédio, onde entro em minha sala seguida por Paulo. Fecha a porta e ele se senta ficando de frente para mim.
Abro o notebook e começo a verificar os e-mails e relatórios online que me foram enviados. Meu dia foi tomado por verificar os inquéritos policiais e saber sobre os resultados dos exames que Cristina fez em Verônica. Preciso ir ao hospital para saber sobre o rapaz que atirou em Ryan. Precisamos pegar seu depoimento.
Passo a noite aqui. Paulo vem me chamar e vamos para meu apartamento. Comemos e logo após ele vai embora. Nossa semana começou agitada. Espero que os dias vindouras sejam mais suaves.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
