Capítulo 28 - Bárbara.

1.3K 181 77
                                        

Faz alguns dias que tenho notado como Paulo fala comigo e como tem me tratado, mas o que mais mexe com minha pobre razão é a forma como ele me olha. Mesmo sem querer isso me deixa desconfortável no bom sentido da palavra. Eu nunca havia recebido um olhar como aquele e nem como o do delegado Marcondes. Como sempre fui a gorda e sempre fui motivo de chacota, eu não achava que homens como eles pudessem me olhar. Esse tipo de olhar nunca, jamais foi direcionado a mim por isso o desconforto. Disse a Verônica que começaria a observar mais as coisas, mesmo achando que isso seja coisa da cabeça maluca dela.

O delegado Marcondes me ligou hoje cedo me pedindo para ir até a delegacia pois, a equipe de segurança lhe enviou as gravações. Me dirijo até lá. Como estamos em uma cidade do interior, o trânsito é mais tranquilo do que na capital. Não que não seja "pesado" por assim dizer, mas, é bem melhor. Estaciono em frente e entro na recepção. Vou até o atendente e vejo que é o policial Tavares.

– Boa tarde policial. O delegado Marcondes me ligou pedindo para eu comparecer à delegacia. – Cumprimento com um sorriso.

– Boa tarde delegada. Só um momento que já vou anunciá-la. – Ele pega o telefone e disca um ramal. – Senhor delegado a delegada Bárbara está aqui para vê-lo....pois não....ok. – Ele responde pausadamente e desliga em seguida. – Vou levá-la até a sala do delegado. Por favor me siga. – Diz saindo de trás do balcão e eu o sigo.

Entramos por um corredor já conhecido por mim. Nele há várias portas e a do delegado é a última porta que fica de frente ao corredor de entrada e, encontra-se fechada. Conforme vamos nos aproximamos, sua porta abre e dela surge o delegado com toda o seu charme. Ao me ver ele dá aquele sorriso de lado e fica parado na porta me esperando.

– Boa tarde delegada. É um prazer recebê-la em minha humilde sala. – Diz e sinto o deboche.

– Boa tarde delegado digo o mesmo. – Olho para ele e sorrio. – Obrigada policial Tavares. – O delegado olha para o policial dispensando-o. Após fecha a porta. – O senhor me ligou e disse que recebeu as gravações do dia do sumiço do relatório. – Ele me indica uma cadeira a qual me sento.

– Eu recebi hoje pela manhã, ainda não assisti. Queria vê-lo junto com você para não ter qualquer tipo de pensamento contrário quanto a minha pessoa. – Vai até um aparador e pega uma xícara. – Eu não estou aqui para atrapalhar as investigações como você insinuou, pelo o contrário delegada, eu quero ajudar. Aceita um pouco de café? – Anui. Ele traz o café para mim e depois o dele e senta-se. – Podemos começar se quiser? – Me ajeita na cadeira.

– Claro que sim, estou aqui para isso senhor delegado. – Ele abre uma pasta em seu computador e começamos a ver as imagens.

Ele vai passando e em certo momento vimos quando ele entrou em sua sala com a pasta em mãos e passado um tempo ele saiu.

– Nesse momento eu recebi um chamado e saí da sala. – Ele diz sem desgrudar os olhos da tela.

E as imagens continuam até que vemos uma pessoa entrar na sala, mas, não conseguimos ver quem era. A pessoa sabia que havia câmera e entrou com uma máscara, com isso não conseguimos ver o rosto. Vimos ele ou ela pegar os relatórios e retirá-lo na pasta e levá-lo. A pessoa estava com a farda da polícia. Agora, é saber quem é a pessoa. Pode ser qualquer um daqui.

– Delegado, nas filmagens que eles mandaram tem a de dentro da sala de arquivo? – Ele franze o cenho.

– Acho que sim delegada. – Ele fecha aquele vídeo e abre outro na pasta de vídeo que o pessoal da segurança enviou.

Começamos a ver vídeo por vídeo até que encontramos o da sala de arquivo. Vimos a hora em que o delegado entra na sala pega a pasta com os relatórios e sai. Depois, vimos novamente o vídeo da sala dele. E começamos a ver todos até que notei algo e pedi para ele parar.

A lei é o Amor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora