– Estou até agora pensando em Manuela e no que ela nos falou. – Falo enquanto Paulo dirige até nosso prédio. – Pode ser coisa da minha cabeça, mas poderíamos expedir um mandado para entrarmos na mansão e fazer uma varredura em tudo inclusive na mansão. – Paulo me olha rápido e continua dirigindo.
– Olha Bárbara, o lugar é legalizado pelo Estado e pelo Município. Pra entrarmos lá, temos que ter em mãos uma denúncia. Foi apenas um comentário que Manuela fez do lugar. Não temos uma prova concreta e real de que há alguém lá que sofra algum tipo de agressão ou está sendo mantida como escrava, sei lá! – Ele exclama. – Será bem difícil entrarmos sem provas. E outra coisa, lá é uma casa de BDSM, então o sofrimento... – Ele faz aspas com as mãos soltando o volante rápido. –... é algo que é praticado de forma consensual. Como ela disse as pessoas que iniciam na prática devem sentir dor e se submeter a isso e se acostumar a tudo deve durar um tempo. Teríamos que investigar e ver alguma brecha para podermos entrar lá com o mandado. – Suspiro pois sei que ele tem razão, não temos nada concreto para podermos emitir um mandado.
Paulo tira a mão direita do volante e leva até a minha e aperta de leve. Olho para ele e dou um sorriso fraco. Queria uma brecha por menor que fosse para entrar naquele lugar e vasculhar cada canto, cada pedra e saber quem é a assombração da mansão e se há mesmo.
Minutos depois, estávamos entrando no estacionamento do DP. Paulo me deixa de frente ao prédio e vai guardar o veículo. Espero-o para subirmos. A noite está bem fresquinha com um ventinho um pouco frio. Abraço-me e Paulo ao ver isso tira seu terno e coloca sobre meus ombros. Seu calor me abraça e me sinto confortável. Sinto seu cheiro tão familiar impregnado ali e me aconchego dentro dele. Paulo me dá a mão e subimos ao nosso andar.
Quando chegamos a minha porta, Paulo me virou nos deixando cara a cara. Ele se aproxima de mim sem quebrarmos o contato visual e me puxa em seguida para seus braços e inicia um beijo delicado. Com uma mão ele segura minha cintura e com a outra ele acaricia minha nuca aprofundando o beijo deixando-o urgente e possessivo.
– Vamos para o meu apartamento? – Paulo pergunta passando seu nariz em meu rosto deixando beijos por todo ele. Estou com meus olhos fechados sentindo todo meu corpo clamar por ele. Afirmo e ele me leva até a porta. Ao abri-la, Paulo me prensa na parede e torna a me beijar. Sua boca cobre a minha sugando meus lábios e brincando com sua língua de forma sensual. Ele me beija de forma longa, lenta e profunda, fazendo com que fique na ponta dos pés e sinto meus mamilos endurecem instantaneamente. Aquilo estava saindo do meu controle. Me sinto perdida, parece que vou me desfazer tamanha excitação que move meu corpo. Quando ele para e passa a beijar meu pescoço e meu colo, parecia que estava escorregado. Paulo me segura e com a simples pressão de seu magro quadril pressionado o meu me deixa ainda mais excitada. – Eu preciso de você morena. Eu estou no meu limite. – Ele volta a me beijar aproveitando de meu suspiro para saquear minha boca cobrindo-a de forma esfomeada. Um gemido de puro prazer escapa de seus lábios, juntamente com o calor em sua virilha, causado pela pressão de meu corpo ao dele. E então, eu estava beijando-o de volta, minha língua encontrando a dele, suas mãos segurando meu rosto de maneira quase agressiva. Puxo sua camisa da calça e deslizo minhas mãos por baixo dela, sentindo a maciez de sua pele. Paulo passa suas mãos em meus ombros e tira a presilha que prendia a alça e começa abaixá-la. Lembro-me da minha situação: sou virgem e não tenho nenhum tipo de experiência sexual e principalmente lembro das minhas gorduras, de minhas estrias, as celulites espalhadas em minhas pernas, bunda e barriga. Sinto vontade de chorar. Me sinto totalmente insegura. Paulo desce suas mãos até meus seios enchendo suas mãos. Puxo meus lábios dos dele e seguro suas mãos.
– Não. – Falo engasgando-me por falta de fôlego.
– O quê? – Ele pisca, tentando limpar a névoa erótica que ecoava ao nosso redor.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
