A palavra de agora é alívio.
Nunca em minha vida pensei que poderia ver duas coisas impossíveis de ser desvendado acontecer bem diante de meus olhos.
Joice é uma das incontáveis mulheres vítimas de tráfico de pessoas, que pela estimativa da ONU – Organização das Nações Unidas - e a UIT - União Internacional de Telecomunicações – chega a mais de quarenta milhões de pessoas traficadas pelo mundo. Ela como tantas outras sonharam com um futuro melhor, pensando em dar um sustento abastado para seus pais, filhos e irmãos saíram de seu país de origem a fim de ter e dar estabilidade financeira aos seus e no fim nunca mais são vistas. São poucas as pessoas que voltam para seus lares, na sua grande maioria morrem em um país estrangeiro, deixando para trás uma família desolada, desesperada, angustiada e principalmente uma família incompleta e quando voltam não são mais as mesmas. Se tornam pessoas quebradas. Muitas dizem que nunca mais encontrarão a felicidade e se afundam nas drogas e no álcool para tentar esquecer o que passou. O abuso que sofrem é terrível. Elas são obrigadas a pagar uma dívida que não é delas indo para cama com até quinze homens em uma única noite. É horrível pensar nisso, além do mais o trauma que elas carregam na alma e no coração são grandes demais fazendo-as pessoas amarguradas e tristes pelo resto de suas vidas. Quando se há um resgate dessas vidas o tratamento deve ser terapêutico e psiquiátrico para que assim essas pessoas voltem a viver e tentar encontrar o caminha da felicidade novamente. E isso deve ser somado ao amor, carinho e compreensão de seus familiares.
O caso de Luiza não é diferente. Uma pessoa que foi roubada de seus familiares para viver anos de abuso sexual e agressões físicas e psicológicas graves. Existem muitas pessoas que foram sequestradas indo para seus serviços, indo para casa de algum vizinho, amigo, namorado ou namorada e nunca mais foram vistos. Alguns depois de anos conseguem se livrar de seus sequestradores, voltando para o convívio de seus familiares. Não é uma volta fácil. Assim como as pessoas que sofreram com o tráfico essas também precisam de tratamento psicoterapêutico para voltar a viver e se verem livres de seus traumas.
Estamos dando voz de prisão a Alexandre e mais três pessoas que diz a todo momento que não sabiam que havia uma pessoa presa ali. Tenho quase certeza de que ele é um dos que participavam das agressões. O levaremos para a delegacia para tirar seu depoimento, assim nossas dúvidas serão sanadas. A casa está repleta de policiais, investigadores, a reportagem da cidade também foi acionada por algum bisbilhoteiro e não deixamos ninguém entrar. Não sabemos ainda quem sequestrou Luiza e não podemos dar bandeira. Há muitos curiosos na rua. As notícias de que houve uma batida policial na mansão correu rápido.
Estamos nesse momento levando Luiza para o hospital da cidade para fazer os exames de praxe para ver como ela está fisicamente. Bárbara deixou Verônica e Tavares responsáveis por levá-la ao hospital, enquanto nós nos direcionando até a casa de dona Joana para dar a notícia de que encontramos sua filha. Já demos todas as instruções para que nada venha vazar para a imprensa ou qualquer outro meio de comunicação.
Já passa das três da manhã e estamos em frente à casa de dona Joana. A minutos atrás Bárbara ligou para Verônica e os médicos já estão fazendo uma bateria de exames em Luiza. Saímos do veículo e nos direcionamos ao portão da casa. Tocamos a campainha e minutos depois somos atendidos pelo interfone.
– Quem é? – Ouvimos uma voz grave falando do outro lado.
– Bom dia senhor. Sou a delegada Bárbara Salomom preciso falar com o senhor e com dona Joana. Ela se encontra? – Bárbara pergunta. Sinto em sua voz que ela está ansiosa para contar o que aconteceu.
– Claro. Vou abrir o portão. Só um minuto por favor. – Ele desliga o interfone e ficamos aguardando.
– Bárbara, se acalma. Você está muito ansiosa. – Seguro em sua mão, enquanto ela me olha e me dá um sorriso nervoso.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
