Capítulo 43 - Paulo.

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Depois de um final de semana maravilhoso ao lado da mulher que amo, agora estamos aqui em plena segunda-feira desesperados para saber quem fez aquela monstruosidade com Verônica. Eu não consigo entender como pode uma pessoa fazer isso com o seu semelhante. É algo bárbaro.

Estamos Bárbara e eu dentro de uma viatura da polícia levando um indivíduo suspeito de feminicídio contra a Verônica. Bárbara está quieta olhando para fora. Seu olhar é triste e parado. Toco sua mão que está sobre suas pernas.

– Quer conversar? – Pergunto tirando meus olhos da rua e olhando para ela. Ela meneia a cabeça. Suspiro vendo que ela precisa desabafar. – Bárbara... – Ela me interrompe.

– Eu estou bem Paulo. Só continue dirigindo. Não quero falar, pois se eu fizer eu vou desabar e eu preciso ficar e estar forte por meus tios e por Verônica. – Ela tira os olhos da rua e me olha apertando meus dedos. – Me desculpe a grosseria, mas eu não posso fazer isso, não hoje, não agora. – Ela volta seu olhar para a rua e continua segurando meus dedos os entrelaçando.

– Quando quiser conversar estou aqui bom? – Pego nossas mãos entrelaçadas e beijo seus dedos. – Uma hora você precisará de alguém para conversar. Não somos o homem de aço, ou mulher maravilha Bárbara somos seres humanos dotados de defeitos, erros e fraquezas. – A vejo passar a mão de forma rápida no rosto tentando disfarçar as lágrimas que caem.

– É difícil para eu ver uma pessoa tão forte como ela totalmente vulnerável e a mercê de homens asquerosos, abomináveis... Meu deus! – Ela solta de minha mão e leva-a ao rosto chorando copiosamente. Paro o carro no acostamento e puxo-a para mim tirando nossos cintos de segurança. Encosto seu rosto em meu peito deixando-a chorar. Desde hoje pela manhã eu estou vendo-a em seu limite por isso eu queria que ela conversasse comigo mesmo se fosse para apensa gritar comigo. Bárbara é uma mulher frágil se fazendo de forte. Ela é uma pessoa incrível. Eu a amo mais por isso.

– Isso, chora meu bem, põe pra fora essa dor. – Acaricio suas costas. – Você não precisa ser forte o tempo todo Bárbara. Chora, chora mesmo. – Ficamos parados ali por uns vinte minutos até ela se recompor. Ela pega sua bolsa e retira uma caixinha de lenços de papel. Se limpa e olha para mim com os olhos marejados.

– Obrigada. – As lágrimas caem. – Por tudo. – Ela vem até mim e me dá um selinho demorado. Seguro sua nuca e aprofundo o beijo. Ela volta a chorar enquanto a beijo e sinto meu peito doer por sentir a dor que ela está sentindo. Vejo-me chorando junto com ela. Seguro seu rosto e encosto nossas testas. Passo meus polegares sobre seu rosto enxugando as lágrimas teimosas que caem. Beijo sua testa e olho em seus olhos.

– Eu adoro você! Sua dor é a minha dor Bárbara. – Lágrimas caem de nossos olhos. – Eu quero que você compartilhe comigo tudo entendeu? Estamos juntos nessa agora. – Dou um selinho nela. – Estou aqui para te ajudar. – Ela deita sua cabeça em meu peito.

– Obrigada por ser tão incrível! Eu adoro você, adoro você! – Exclama e me abraça apertado roçando seu rosto em meu peito em uma espécie de carinho.

Ficamos assim por um tempo. Ela ergue sua cabeça de meu peito me dá um sorriso fraco, pega novamente sua caixinha pegando um lencinho e passa a limpar meu rosto, após limpa o seu. Suspira pega um pequeno espelho e um batom e passa em seus lábios. Ainda vejo tristeza em seu olhar, mas aquela amargura que tomava conta de sua face está bem melhor.

– Podemos ir? – Pergunto olhando-a com carinho. Ela anui colocando o cinto. Faço o mesmo e coloco o carro na estrada novamente.

Chegamos à delegacia onde o delegado Marcondes atua, pois onde estamos não há cela ou um cômodo para tirarmos os depoimentos.

A lei é o Amor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora