Postei e saí correndo!
Ao deixarmos Luiza e seus pais em casa, dona Joana não nos deixou sair, então estamos todos aqui esperando por um café que ela quis preparar para nós. Luiza depois que chegou chorou muito andando pela casa olhando tudo com esmera atenção e indo para seu quarto em seguida para tomar um banho e descansar.
Vanessa estava viajando quando dona Joana ligou do hospital informando do aparecimento da filha amada. Ela chegou às oito da manhã e foi direto para o quarto de Luiza ficando por lá até que ela dormisse agarrada a irmã.
Já se passa do meio dia e ainda estamos todos reunidos na cozinha de dona Joana. Seu Manuel não se cabe de tanta felicidade e a todo momento vem até onde estou e me abraça agradecendo por tudo o que fizemos para encontrar sua filha. Dona Joana não nos deixou sair depois do café reforçado que tomamos. Ela está radiante falando e sorrindo a todo o momento. Vanessa se juntou a nós e nos vemos em uma grande e feliz família. Olho ao redor e fico vendo a felicidade, a alegria de volta. Eles estão mais leves e isso enche meu coração.
Bárbara está sentada ao meu lado. Vanessa vem e fica de frente para nós do outro lado da mesa.
– Como vocês encontraram minha irmã? – Vanessa nos pergunta. Bárbara me olha me dando a oportunidade para contar.
– Recebemos uma denúncia de uma das moças que trabalhavam na boate Eris. Ela nos disse que viu Luiza em uma madrugada e que ela lhe deu um bilhete pedindo ajuda. – Ela nos olha atenta. – Esta mesma moça seria executada por ter se aproximado de sua irmã, mas as pessoas que intentaram matá-la acharam que ela havia morrido. Joana nos contou que ela é uma das muitas mulheres que são traficadas para trabalhar como escrava sexual. – Vanessa arregala os olhos colocando a mão na boca.
– Não acredito. – Ela fala olhando para mim e para Bárbara.
– Pois é verdade Vanessa. Assim que ela veio até nós, a levamos para o hospital e de lá ela será encaminhada para seu país de origem. Foi através da denúncia que ela fez que conseguimos um mandado para entrarmos na mansão e procurar por Luiza. Se não fosse isso Luiza não sairia de lá nunca. O lugar que ela estava escondida era uma passagem secreta na parede da piscina. Quem olha para ela nunca imagina que atrás daquela parede existia uma pessoa aprisionada. Tivemos muita sorte em encontrá-la bem e com vida. Agora ela precisa de tratamento com psicólogo e terapeuta. Ajude-a Vanessa, ela vai precisar muito de ajuda nessa nova fase. – Vanessa assente séria e volta a falar de como foi bom ver a irmã novamente. Ficamos jogando conversa fora até ouvirmos a campainha tocar. Seu Manuel vai até o interfone fala algo e sai. Segundos depois ele entra com delegado Marcondes em seu encalço.
– Boa tarde a todos. – Ele diz ao entrar. Olho para ele que logo atrás vejo delegado Juarez. Me levanto e vou ao seu encontro.
– Boa tarde delegado Juarez como vai? – Digo ao homem com semblante sério. Ele fica me olhando, analisando meu rosto.
– Podemos conversar em particular em algum lugar? – Ele pergunta e anui pedindo licença para poder me retirar de onde estava junto com Bárbara. Fomos até a entrada da residência ficando na garagem. Delegado Marcondes está junto conosco ele sustenta um sorriso cínico nos lábios.
– Por que desobedeceram a uma ordem expressa em não se envolver com esse caso? – Delegado Juarez me fala de forma rude. – Eu havia falado para você não se meter detetive Paulo. Eu mandei vocês para cá para desvendar e saber quem matou a filha do vereador da cidade e o que vocês fazem hã? Me desobedecem. Fico feliz que resolveram o caso do desaparecimento da jovem. Parabéns por isso! – Ele zomba batendo palmas. – Vocês assumiram um caso que não tinha nada a ver com o que foram designados. A operação a qual foram convocados foi simplesmente esquecida. – Ele suspira. – Eu estou retirando-os deste caso e os mandando de volta... – Ele se vira para Bárbara. – Para uma posição inferior. – Bárbara não diz nada. Vejo o delegado Juarez vermelho ao dizer. Marcondes não sustenta mais o sorriso no rosto ele está sério olhando para Juarez.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
