Capítulo 58 - Bárbara.

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Estou no corredor esperando tia Marie sair do quarto onde Verônica está internada, quando uma enfermeira para a minha frente.

– Você não vai entrar moça? – Franzo o cenho olhando-a.

– Estou esperando o acompanhante sair para que eu possa entrar. – Ela sorri e meneia cabeça de leve.

– Não precisa esperar. As visitas para os pacientes que estão nos quartos são diferentes, pode entrar até duas pessoas. – Ela sorri para mim e me pego retribuindo. Agradeço, me levanto e sigo em direção a porta do quarto.

Ao entrar, vejo tia Marie sentada na cama e Verônica deitada com a cabeça em seu colo. A cena e comovente na verdade. Tia Marie olha para onde estou e sorri com o rosto banhado em lágrimas. Ela me chama com uma das mãos e com a outra continua fazendo carinho nos cabelos de Verônica.

Me aproximo e segura sua mão que é levemente comprimida. Olho-a e tia Marie anui sorrindo. Abaixo-me ficando em frente ao rosto de Verônica que está de olhos fechados chorando enquanto recebe o afago gostoso em seus cabelos. Passo minha mão em seu rosto limpando as lágrimas que descem sem medo. Ela abre os olhos e vejo em seu olhar uma tristeza e ao mesmo tempo um carinho tão grande que aquece meu coração. Um sorriso lindo brota em seus lábios e ela sussurra meu nome e se lança em meus braços. Choro ao poder senti-la de novo em um abraço. Como eu senti falta dela, de seus momentos de doideira, de sua falta de filtro, de suas risadas, de suas conversas, de sua irritação ao ouvir-me chamá-la de neném. Eu amo essa minha irmã de coração.

– Oi meu neném! Que saudade de você! – Ela me aperta mais em seu abraço. Retribuo e sinto seu corpo chacoalhar devido a intensidade do seu choro. Me afasto um pouco, ela se senta e seguro seu rosto e beijo sua bochecha. – Me perdoe Verônica. Me perdoe por não estar lá quando você mais precisou de mim. Me perdoe, me perdoe! – Ela abraça minha cintura e sinto outros braços ao meu redor me abraçando por trás.

– A culpa não foi sua Bárbara. Nada do que aconteceu é culpa sua. Não se martirize por isso por favor, por favor Bárbara. – Ela me conforta e passo a chorar.

– Não se culpe, minha querida. Não carregue a culpa de algo que você não fez. – Tia Marie que me abraça por trás dizendo isso em meio ao choro. Ela se desvencilha de mim me virando para ela. – Você sempre protegeu minha filha e a adotou como sua irmã de coração e nós a você minha flor. Samuel te ama como se você tivesse saído de mim, de nós. – Ela me segurando pelos ombros me afastando um pouco de Verônica. – Você Bárbara e você Verônica são nossos tesouros mais preciosos e não sei o que seria de mim se algo pior acontecesse a vocês. – Tia Marie segura minha mão e com a outra acaricia o rosto de Verônica. – Vocês são nossas joias preciosas e eu amo vocês duas. – Ela segura nossos rostos e nos beija a bochecha.

Ficamos ali conversando por um bom tempo até tia Marie sair para comprar algo para comer. Estou sentada em uma poltrona próximo a janela disposta no quarto. Verônica me olha e vejo que ela quer me perguntar algo.

– Pode perguntar. – Ela me olha e dá um sorriso fraco. Levanto-me e caminho até uma cadeira ao lado da cama, sento-me e cruzo as pernas.

– Você me conhece bem né? – Anui e sorrimos ao perceber como sabemos tanto uma da outra. Ela abaixa a cabeça e suspira brincando com o lençol que está cobrindo suas pernas. – Vocês...vocês conseguiram achar a pessoa que fez isso comigo? – Ela volta seu olhar para mim e seus olhos estão marejados e sua voz sai embargada. Sinto meus olhos marejarem também.

– Sim, nós o pegamos. – Segura sua mão direita e ela aperta. – No dia seguinte ao ocorrido, voltamos ao local onde você foi encontrada e lá vimos um homem e ele estava usando a pulseira que eu te dei. Nós o prendemos pois ele era um suspeito. – Retiro o celular da bolsa e mostro a foto de Ryan e ela começa a chorar e a menear a cabeça e leva a mão até sua boca. – Desculpa por te mostrar esta foto. – Me levanto e dou um abraço nela. Ficamos assim até ela se acalmar.

A lei é o Amor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora