Os dias têm passado rápido demais. Convidei Bárbara para jantar aqui em casa. Falei com João e ele também chamou a Cris para vir. Assim que termino meus afazeres vou até sua sala para chamá-la. Ouço-a me pedir para entrar e assim o faço. Bárbara está concentrada em seu notebook. Fico parado olhando-a trabalhar, coloco as mãos no bolso e a observo. Tirei sorte grande em tê-la. Na noite em que conversamos seus pais ligaram e ela me apresentou a eles. Seu pai me colocou na parede querendo saber quais eram as minhas intenções com sua filha.
– Eae meu rapaz, quero saber quais suas intenções com a minha filha. Ela é uma moça de família e tem um pai e uma mãe que a protege. Não quero saber de você brincando com os sentimentos dela está me ouvindo? Porque se você fizer isso considere-se um homem morto. – Engulo em seco. Seu Geraldo é um homem sério e presa pela família e eu também.
– Minhas intenções são as melhores possíveis senhor. Eu amo sua filha e quero construir uma família com ela. – Nesse momento olho para ela que tem seus olhos brilhando. Ela abraça meu braço esquerdo encostando sua cabeça ali. Beijo seus cabelos e vejo seu pai sorrir. Dona Roberta a todo momento sorri abertamente.
– Está bem meu rapaz, eu acredito em você. Só te peço uma coisa, faça minha filha feliz. – Anui.
– Farei isso por toda a minha vida senhor Geraldo. – Ambos se olham e voltam a conversar conosco. Marcamos de ir até sua residência para nos conhecermos melhor.
Quando terminarmos toda essa investigação, minha intenção é pedir a mão dela em casamento. Para muitos essa decisão é precipitada, mas para mim não. Eu encontrei o amor da minha vida e não vou deixá-la ir.
Volto minha atenção para Bárbara que me olha e sorri. Vou até ela que inclina a cabeça para trás e faz um bico lindo. Sorrio e dou um selinho demorado.
– Podemos ir? – Pergunto e ela suspira deixando seus ombros caírem. – Preciso ir ao supermercado comprar algumas coisas para o jantar. Estou pensando em fazer massa o que você acha? – Pergunto ficando atrás de sua cadeira e começo a fazer uma massagem em seus ombros. Bárbara suspira e fecha os olhos.
– Isso está tão bom! – Sorrio ao ouvi-la. – Podemos sim, só deixe-me guardar minhas coisas. – Sinto que ela está tensa demais. Olho seu jeito e sei que tem algo a incomodando. Paro de fazer a massagem e olha para ela.
– Aconteceu alguma coisa? Você está estranha. Quer conversar? – Ela para tudo o que está fazendo e me olha com tristeza. Trago-a para meus braços e deixo um beijo em sua testa.
– Conversei com tio Samuel e tia Marie. Eles me ligaram e disseram que os médicos já tiraram totalmente a sedação de Verônica e que só estão esperando ela reagir e voltar por conta própria. – Sinto-a suspirar. – Eles estão esperançosos já eu estou com medo que ela demore ainda mais para acordar, que o trauma tenha sido pior do que realmente aparenta ser. – A aperto em meus braços e respiro seu cheiro gostoso.
– Temos que ser confiantes Bárbara. Vamos esperar pelo melhor. – Ela se afasta e dou um beijo em sua bochecha. – Vamos, eu te ajudo a guardar as coisas e assim saímos logo daqui. Você prefere lasanha ou outro tipo de massa? – Bárbara está com as pastas em mãos organizando seu armário. Ela se volta para mim e dá de ombros.
– Pra mim tanto faz, eu amo massas e o que você fizer eu comerei. Só quero uma coisa. – Ela diz vindo em minha direção como se estivesse em câmera lenta. Engulo em seco vendo-a assim. – Quero mousse que maracujá. Você faz, por favor? – Ela pede juntando as mãos. Parece uma criancinha pedindo doce pra mãe. Olho-a e vou ao seu encontro dando um beijo em seus lábios. Ela sorri quando nos afastamos. – Você faz pra mim namorado? – Bárbara é demais.
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A lei é o Amor.
РазноеEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
