Manuela a profissional do sexo que conversei em Serra Negra está ao meu lado com ninguém mais ninguém menos do que a jovem com a tatuagem do cubo no pescoço. Ela me olha com um sorriso enorme nos lábios.
– Boa noite garanhão! Lembra-se de mim? – Ela me pergunta e vejo Barbara erguer uma sobrancelha. Apenas anui.
– É claro que me lembro... Manu, não é? – Ela anui ampliando o sorriso. – Como você está? – Pergunto.
– Estou ótima. Você nunca mais apareceu. – Ela diz com voz manhosa e isso faz Bárbara revirar os olhos. A outra jovem a todo o momento fica me olhando como se pudesse me comer. – Ah esta é minha amiga a Joice. Ela trabalha naquele lugar que te falei outro dia. – A jovem sorri de forma maliciosa chegando perto demais, roçando seus seios em meus braços. Retiro-os de seu alcance.
– Sabe, se você quiser pode marcar uma hora comigo. – Ela abre a bolsa e retira um cartão preto com escritas douradas. – Eu iria adorar te receber por lá. – Ela diz sem tirar os olhos de mim. – Vamos indo Manu, temos muitas coisas para fazer. – Manu anui. – Até logo Garanhão. – Sorri ladino, pisca para mim e sai toda rebolativa.
– Até mais garanhão. – Manu fala e me beija no rosto. – Não liga para ela. Joice nasceu com o rei na barriga. – Diz fazendo bico e meneando a cabeça. Nesse momento ela olha para Bárbara. – Olá você é amiga do garanhão? – Ela sorri e estende a mão em cumprimento.
– Sou namorada dele. – Barbara diz e vejo Manuela corar.
– Me perdoe por isso moça. Não foi minha intenção. Desculpe-me, desculpe-me. – E sai de lá sem olhar para trás.
Bárbara me olha e sorrio ao ver que está com ciúmes.
– Lembra-se da jovem profissional do sexo que te falei? – Ela anui. – Então é ela. E a outra moça é a mesma que esteve aqui outro dia e ela tem a mesma tatuagem que as outras moças mortas. – Bárbara arregala os olhos. – Agora que tenho o contato dela fica mais fácil tirar algumas informações. – Bárbara volta a comer. Vejo-a nervosa. – O que aconteceu? Por que ficou assim de repente? – Pergunto tocando sua mão.
– Nada não. É bobeira minha. Podemos ir? – Ela muda de assunto. Deixo isso para lá e me encaminho até o caixa pagando nossa refeição.
Chegamos no hospital e vemos os tios de Bárbara na recepção. Os médicos ainda não liberaram as visitas. Ficamos por ali mais alguns minutos e fomos embora. As visitas são seriam liberadas amanhã, pois o quadro dela ainda é instável, porém ainda muito grave.
Senhor Samuel e dona Marie resolveram ficar em um hotel próximo ao hospital. Bárbara e eu fomos embora. Deixo-a em sua porta me despedindo dela com um beijo de boa noite. Não quero deixá-la mais cansada. Ela não dormiu nada a noite passada e ela precisa de descanso absoluto para enfrentar o dia de amanhã.
***
Acordo cedo, tomo banho e decido chamar Bárbara para tomar café da manhã comigo. Envio uma mensagem que logo é visualizada.
'Bom dia minha linda morena. Você aceita tomar café da manhã comigo?' – Envio
'Bom dia lindo branquelo, eu aceito!' – Sorrio com o apelido.
'Vou a padaria comprar algumas coisas e já já te chamo. Te adoro. Um beijão.' – Eu queria dizer que a amava, mas ainda é cedo para isso.
'Também te adoro. Outro beijo. Estou te esperando.' – Desligo o celular e desço até a padaria e compro de tudo um pouco para nosso café da manhã.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
