– Você está bem? Marcondes me pergunta após sentarmos em uma das várias mesas espalhadas no local. Deixo o menu na mesa e volto meu olhar para ele que me olha com curiosidade.
– Está tudo bem sim Marcos. – Dou um sorriso fraco. – Só um pouco de dor de cabeça, mas daqui a pouco passa. – Sei que não consigo enganar ninguém, sou transparente demais com minhas emoções. – Eu não comi nada e isso acarretou a dor de cabeça. Ando com minha cabeça a mil. Desde o ocorrido com Verônica que as coisas passam batido. – Passo a mão na toalha da mesa limpando uma sujeira imaginária. – Mas me conta como você está? Faz um tempinho que não nos vemos. Esses dias eu e o detetive Paulo estivemos na delegacia e eu não te vi por lá. – Ele se mexe na cadeira se ajeitando como se estivesse desconfortável.
– Eu estou bem. Eu precisei me ausentar por uns dias para resolver alguns problemas particulares fora da cidade. Nada de grave. – Ele diz me olhando e dá um sorriso fraco. – Assim que soube o que aconteceu com o rapaz que agrediu sua amiga vim o mais rápido possível. Eu achei aquilo inacreditável. – Ele se ajeita na cadeira jogando seu terno para os lados. – Parecia até coisa de cinema. Quando os policiais me contaram eu fiquei estarrecido. – Abaixo minha cabeça pendendo-a para o lado. Passo os dedos sobre a toalha. Que perco totalmente distraída. Marcondes me olha e faz o mesmo que eu. – Ei! Está tudo bem mesmo? Você está tão desconcentrada, dispersa. Quer conversar Bárbara? – Ele estende a mão sobre a minha. Fico observando a maneira que ele age comigo. Nunca me senti totalmente confortável ao lado dele, agora envolvida com Paulo me sinto pior. Retiro minha mão devagar e coloco sobre minha perna.
– Fique tranquilo, eu estou bem. – Ele sobe uma sobrancelha e dou risada anasalada. – É sério! Como disse é apenas uma dor de cabeça chata. – Vejo-o sorrir ladino. – Podemos pedir? Estou com muita fome. – Ele chama um atendente e fazemos nossos pedidos que logo chegam. Passamos a comer em uma conversa agradável. Quando fomos pagar, foi uma briga, pois eu queria fazê-lo, mas ele não deixou alegando que ele havia me convidado para sair.
Ao sair estabelecimento fomos caminhando lado a lado até o estacionamento. Nesse momento Marcondes me puxou pela mão me fazendo encostar em seu peito. Ele me olha de uma forma que só vi Paulo me olhar assim. Me sinto mal por isso. Eu não posso corresponder a seus sentimentos. Eu amo o Paulo e independente de nossas brigas eu ainda estou com ele, ainda sou sua namorada.
– Você é tão linda Bárbara! – Ele diz acariciando meu rosto enquanto me segura pela cintura. – Eu me sinto muito atraído por você. – Apoio minhas mãos em seu peito e me afasto. Ele não põe resistência. – Eu disse algo de errado? – Ele segura minha mão e olha em meus olhos preocupado com meu afastamento.
– Não Marcos, você não fez nada. – Suspiro. – Você é um homem lindo, inteligente, tem um papo bacana, mas...não é pra mim. – Abaixo a cabeça fechando os olhos. Sinto meu peito apertar tamanha angústia que me pesa. Ele pega em meu queixo erguendo-o.
– E por que você acha que não é a pessoa certa para mim? Eu é quem devo achar quem é ou não melhor para eu me relacionar e eu acho sim que você é a pessoa ideal para mim. – Ele pega em meu rosto e acaricia com os polegares. – Você é uma das mulheres mais linda que eu já conheci. É inteligente, independente, madura, segura de si. – Ele sorri fraco e vejo seus olhos brilharem. – Quando te conheci eu me senti muito atraído por você. Eu não queria sentir o que estava sentindo Bárbara. Me senti como um garoto assustado, por isso, sempre a repelia. Fui grosseiro e mal-educado sem você ter feito nada contra mim. Eu só ... – Ele abaixa a cabeça e suspira. – ...eu só não queria passar por aquilo de novo. Peço que me perdoe. – Enquanto ele fala me prendo em seu olhar que demonstra toda verdade em suas palavras. Seguro em sua mão que ainda está em meu rosto.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
