Acordo com batidas na porta. Estou com tanto sono que volto a dormir. Acordo novamente sentindo alguém ao meu lado colocando a mão em minha testa.
- Bárbara como está se sentindo? - Sinto minha cama afundar. Abro os olhos e vejo Verônica sentada. Acho estranho, pois ela ficaria de plantão hoje o dia todo.
- Você não estava de plantão hoje neném? - Pergunto cobrindo meu pescoço com o edredom. Ainda estou sentindo muito frio e minha voz está péssima.
- Eu já estive de plantão hoje senhora delegada! Para sua informação, já se passa das dezenove horas. Cheguei aqui e dei de cara com Paulo e mais cara aí na sala. - Ela se levanta recolhendo minhas roupas que estão na cadeira. - Ele disse que marcou com você hoje à noite para ver o notebook que trouxemos da dona Joana. - Franzo o cenho e na hora me lembro do combinado.
Saio da cama correndo e vou até o espelho. Estou um trapo humano. Arrumo meu cabelo, vou até o banheiro escovo os dentes e saio indo em direção à sala. Vejo Paulo e mais um homem em minha sala, ele é moreno claro, cabelos e olhos castanhos e uma leve barba. Deve ter um metro e oitenta de altura. Vou me aproximando e o homem olha para mim e Paulo vira-se me encarando. Ele se levanta vindo em minha direção.
- Oi, como você está? - Pergunta colocando a mão em minha testa. - Você ainda está febril. Já tomou mais antitérmico? - Meneio a cabeça e ele sai indo em direção a cozinha.
- Estou melhor não cem por cento ainda, mas bem obrigada. - Ele não me ouve e traz um copo com água e uma colher com as gotas do remédio. Engulo fazendo careta e bebo a água em seguida para amenizar o gosto ruim da boca. - Não precisava se preocupar Paulo, mas mesmo assim, obrigada. - Ele pega o copo e a colher de minhas mãos e leva para a pia. - Me desculpe por fazê-los esperar. Dormi demais. - Vou até o sofá e sento-me. Sinto-me envergonhada e Paulo rir sem mostrar os dentes. - Este é o seu amigo do qual me falou? - Pergunto apontando com a cabeça. - Olá sou a Bárbara tudo bem? - Cumprimento estendendo a mão.
- Olá delegada Bárbara. Me chamo Robert e sou amigo desse cara aí! - Diz sorrindo. - É um prazer finalmente conhecê-la. - Aperta minha mão.
- O prazer é todo meu Robert. Sente-se por favor. Já jantaram? - Pergunto, pois, estou com fome e só comi a canja que Paulo fez hoje mais cedo.
- Ainda não Bárbara, não se preocupe acho que não demoraremos aqui. Creio que será rápido. - Paulo diz sentando-se ao lado do amigo. Olho para ele e levanto a sobrancelha.
- Você acha que vou deixar seu amigo trabalhar de estômago vazio? - Aponto para Robert. - Eu não sou uma pessoa tão má assim meu querido. Aproveito e já belisco também, eu estou com fome. A canja que comi mais cedo estava ótima, mas preciso de algo mais forte, com mais sustância. - Levanto-me e pego meu celular. Abro o aplicativo do IFood e vejo as opções de pizzarias e peço duas meio a meio e uma Coca-Cola. - Pedi pizza pra nós tudo bem? - Eles anuem.- Bem, vou buscar o notebook, já volto. - Saio da sala indo ao meu quarto.
Quando estou voltando escuto eles falando baixo. Escuto Robert falando com Paulo.
- Cara você tá todo apaixonado, você precisa ver a sua cara quando ela chegou aqui. - Ouço Robert rir. - Paulo, você precisa se declarar logo. Tá muito na cara que você tá afinzão dela. Cai pra dentro e fala logo o que sente! - Faço barulho para eles notarem que estou ali. Vejo-os se endireitar no sofá.
- Aqui está Robert. Esse notebook é de uma garota desaparecida. Peguei o caso alguns dias depois que cheguei na cidade. - Ele pega, conecta o cabo de energia e liga. - A mãe dela veio até mim e me contou a história toda. Já faz três anos que sua filha desapareceu. Como a polícia não sabe onde ela está, deram o caso por encerrado como se ela estivesse morta. - Vejo Robert concentrado, mexendo no notebook e no celular ao mesmo tempo. Pego a manta que está na poltrona e me cubro. Sento-me e fico ali encolhida. Estou começando a sentir frio novamente. Meu corpo ainda está bem dolorido. Paulo me olha atento.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
