Eu me sinto cada dia mais mexida por esse homem. Paulo me deixa sem palavras. Eu sempre quero dizer as coisas para ele, mas eu travo, não consigo, eu simplesmente não consigo. Acho que estou apaixonada por ele. Trabalho com homens o tempo todo, estou rodeada por eles, mas, com o Paulo é diferente. Eu mal respiro quando ele está por perto, ainda mais tão perto como ele esteve hoje pela manhã. Quase perdi a cabeça e o beijei como tenho vontade. Não o fiz por medo de ser rejeitada. Pode ser que ele goste de mim, MAS, pode ser que seja algo da minha cabeça também. Fantasia de uma mente boba. Estou muito confusa. Preciso conversar com alguém e já sei quem pode me ajudar.
Vou até a sala de reunião, delego as tarefas e volto para minha sala. As reuniões são diárias e todos os casos precisam ser atualizados todos os dias. Hoje não farei nenhuma visita, ficarei no prédio o dia todo. Pego meu celular e ligo para uma pessoa que muito me ajudou minha avó dona Júlia Maria Salomom. Ela é uma mulher incrível. Uma senhoria de oitenta e dois anos elegante, cabelos brancos, olhos claros, cabelos baixos. Ela é mais alta que eu medindo um metro e sessenta e cinco centímetros de altura. Pensa em uma pessoa boa de cozinha! Ela é fantástica. Mamãe perdeu os pais ainda cedo e quando papai começou a namorar com ela, foi amor à primeira vista entre elas. Minha avó ama minha mãe como se ela fosse filha de sangue. Vovó diz que mamãe é filha de outra mãe. É incrível ver como elas se gostam se respeitam e se ama.
Quando cheguei aqui, papai pediu para eu não me esquecer de ir à casa de meus avôs. Se eu fizesse isso de vir aqui e não ir na casa deles, com certeza eu seria uma pessoa morta.
– Vovó? – Falo sorrindo.
– Não acredito que você está me ligando para desmarcar o almoço dona Bárbara! – Dono Júlia exclama nervosa. Dou risada. – Não ria de mim mocinha. Você sabe que não gosto de pessoas que falam uma coisa e depois mudam de ideia. – Meneio a cabeça. Acho que sei a quem puxei.
– Não vovó! Estou ligando para avisar que irei sim. Vou confirmar com o pessoal ainda hoje para ver quem irá. Os dias têm sido bem corrido vovó por isso não liguei antes. – Ela reclama mais afirma.
– Tá bom, mas, como você está? Está se alimentando direito? Tem tudo em casa? Ainda não me conformo de você não ter vindo para ficar aqui em casa. Eu terei uma conversa muito sério com o delegado ele vai ver só. Onde já se viu deixá-la morando em um cubículo com sabe deus quem e ainda por cima... – Interrompo.
– Vovó, eu estou bem, sério! Eu decidi ficar aqui. Ele me deu a opção e eu decidi ficar com minha amiga. Fica tranquila tá? – Ouço-a suspirar. – Bom...Eu liguei para saber como a senhora e o vovô estão. Não vejo a hora de passar o dia com vocês. – Digo empolgada. – Vó... Faz mousse de chocolate par mim, por favor? – Imploro. Eu adoro o mousse que vovó faz. Ela gargalha. – Por favor, por favor! – Começo a rir junto.
– Pode deixar que eu faço sim. – Ouço um barulho de algo caindo e vovó começa a resmungar.
– Vó o que aconteceu? – Começo a ficar preocupada.
– Seu avô. Ele acabou de derrubar café no tapete da sala. – Ela suspira e eu dou risada. – Ele é fogo minha filha. – Olho para o relógio na parede e vejo que já está na hora do meu almoço.
– Vovó preciso desligar. Mais tarde eu ligo para dizer quem vai comigo em sua casa, tá? – Ela afirma. – Um beijo e dê outro no vovô por mim. Amo vocês. –Digo e sorrio.
– Também te amamos minha filha. Fique bem. Qualquer, coisa estamos por aqui. – Nos despedimos e desligo.
Organizo minha mesa, coloco alguns documentos e relatórios no armário trancando-os. Pego minhas coisas e saio para meu apartamento. Hoje eu farei o almoço. Verônica está com Paulo no hospital, então sobrou para mim. Faço tudo e tomo um banho. Coloco um camisão grande que uso para dormir. Pego minha comida e vou até a sala, ligo a TV e passo a assistir o noticiário. Fico com as pernas cruzadas em cima do sofá. Ouço barulho de chaves e Verônica entra fechando a porta. Ela se joga no sofá e fica com a cabeça para trás.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
