Há dois dias saímos do DETRAN com as informações sobre os três veículos e seus motoristas, fomos até a prefeitura e pegamos o mapa da cidade de Monte Alegre. Preciso demarcar onde estão os veículos e ver a distância um do outro e de onde Luiza desapareceu. Fui até o STF pegar um mandado judicial de busca e apreensão e outro para entrar na residência dos suspeitos.
Bárbara me convidou para jantar em sua casa e após isso vim para meu apartamento. Ambos precisamos descansar os dias aqui nesta cidade tem nos tirado a paciência e nos deixado muito estressado. Quando Bárbara me convidou para dormir com ela não imaginei que dormiria tão bem agarrado a ela sentindo seu corpo gostoso, o cheiro de seu shampoo e a maciez de sua pele. Fazia anos que não dormia tão bem assim. Ela me faz bem. Por muito pouco não me declarei totalmente a ela. Eu simplesmente travei, não consegui falar, talvez ainda não seja a hora. Eu sei que amo essa mulher, mas ainda é cedo demais para falarmos sobre isso.
Acordo cedo como todo dia fazendo toda a rotina diária. Quando estou de costas fechando a porta do apartamento ouço alguém assoviar. Olho rápido na direção e vejo Bárbara sorrindo abertamente.
– Tá bonito em branquelo! – E assovia novamente. Desabotoo o terno segurando ambos os lados e dou uma voltinha. Bárbara gargalha enquanto vou até ela em passos lentos.
– Eu estou só bonito morena? – Pergunto olhando em seus olhos negros que me fascinam.
– Não, você está um gato. – Ela diz me olhando divertida. Paro em sua frente e ficamos assim um olhando o outro até ela diminuir o espaço, levantando os pés e me dando um beijo. Seguro em sua cintura querendo muito mais dessa aproximação se tivesse um jeito de nos fundir eu queria fazer isso sempre. – Bom dia. – Ela me olha e dá um sorriso lindo. Não quero sair daqui. É tão bom sentir o que estou sentindo por ela. É mágico. Sei que talvez soe meio feminino demais, mas é isso o que eu sinto a todo o momento que fico ao lado dela.
– Bom dia. – Roço meu nariz em seu rosto e pescoço vendo-a fechar os olhos. Me delicio com seu estado enlevado. Ela abre os olhos devagar e aquilo me deixa por um fio de perder a compostura. Foi sexy demais. A mulher me tem em suas mãos. Dou mais um beijo em seus lábios. – Um ótimo dia. – Sorrimos um para o outro. Pego sua bolsa e seguro em sua mão para descermos. – Tem alguma notícia da Verônica? – Pergunto, pois ontem não tivemos tempo para ir ao hospital.
– Meus tios disseram que ela ainda está dormindo. Os médicos já tiraram a sedação há alguns dias para ver como ela reage. – Ela suspira. – Estou sentindo tanta falta dela, você nem imagina. – Aperto sua mão.
– Quem sabe até o final de semana ela acorda, hã? Pense positivo Bárbara. – Ela anui e olha para mim me dando um pequeno sorriso.
– Ah, recebi o comprovante de pagamento da festa da boate e preciso passar os convites da Cris e do João. Vou imprimi-los assim que terminar a reunião. Depois eu levo em sua sala pode ser? – Afirmo.
Deixo-a em sua sala e me encaminho para a minha organizando todos os papéis com as informações que conseguimos ontem. Vou para a sala de reuniões vendo Bárbara comandar com a maestria de sempre. A reunião é dada por encerrado. Vejo Bárbara sentada organizando os relatórios que lhe foi entregue.
– Delegada, preciso de sua ajuda com as informações que pegamos. Queria saber se posso trazê-las aqui para podermos fazer as análises. – Bárbara me olha e sorri de leve.
– Claro detetive. O lugar é espaçoso e é até melhor para trabalharmos. – Ela volta a analisar os papéis enquanto saio da sala.
Pego todas as informações que temos e levo até a sala de reunião. Abrimos o mapa que pegamos na prefeitura e fomos marcando onde os veículos estão. Bárbara pediu para um agente uma lista telefônica para ver se as pessoas têm telefone residencial e se o atual endereço confere com o que temos.
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A lei é o Amor.
AcakEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
