Não consegui dormir. Passei a noite toda me revirando na cama sem ao menos cochilar. Levanto-me e vou até o banheiro tomar um banho. Saio de lá e me direciono a cozinha para preparar o café da manhã. Desço para comprar pão na padaria aqui perto. Assim que chego ao meu andar vejo Paulo abrindo a porta. Ele olha para mim e vem ao meu encontro me dando um abraço apertado. Segura meu rosto e me dá um selinho demorado. Afundo meu rosto em seu peito e abraço sua cintura.
– Como você está? – Paulo me solta e me olha segurando meus ombros.
– Nada bem! Não consegui dormir. Estou cansada, minha cabeça está fervendo. Minha mente não para de passar as fotos de Verônica e aquela voz estranha ao telefone me tirou a paz. – Suspiro. – Vem, vamos tomar café. – Pego em sua mão e entro no apartamento. Fecho a porta e levo o saco de pão à mesa. Coloco alguns pães de queijo para assar. Vou até a geladeira e pego os frios, o requeijão cremoso e a manteiga. Trouxe da casa de vovó um pedaço do bolo de cenoura que Paulo levou. O pego e coloco sobre a mesa.
Demos graças e passamos a comer. Ouço vozes, quando me viro vejo tio Samuel e tia Marie entrando na cozinha.
– Bom dia tio, bom dia tia! Como passaram a noite? – Levanto-me indo até onde eles estão dando-lhes um abraço.
– Não preguei os olhos Ba! Não consegui dormir. – Tia Marie fala esfregando as mãos no rosto. – Estou angustiada. Preciso ir logo para o hospital. Quero ver como Verônica está. – Vou até o armário e pego duas xícaras e coloco sobre a mesa. Pego copos para os sucos também.
– Eu não posso ir agora de manhã ao hospital tenho muitas coisas para fazer e preciso ir ao local onde a Verônica foi encontrada. – Eles se sentam. – Tio, assim que eu terminar tudo por aqui vou ao hospital para conversar com o doutor José. – Vou até o forno e retiro os pães de queijo. Coloco em uma vasilha de vidro e levo à mesa. Sento-me ao lado de Paulo.
– Eu vou junto com você ao local. Duas cabeças funcionam melhor que uma, assim, quem sabe acharemos algo que nos ajude nas investigações. – Anuí. – Vocês precisam de carona para ir ao hospital? Se quiser posso deixá-los lá. – Paulo se oferece.
– Não se preocupe meu rapaz, pedirei um UBER para nos levar. Não quero atrapalhar. – Tio Samuel bebe um pouco do café. Ele levanta a cabeça e passa seu olhar entre mim e Paulo. – Faz tempo que vocês estão namorando Bárbara? – Ele pergunta sem rodeios. Engasgo-me e passo a tossir. Paulo me ajuda assoprando em meu ouvido e dando pequenos tapas em minhas costas.
– Nós não estamos namorando tio. Estamos nos conhecendo. Paulo e eu fomos convocados para trabalhar no caso da modelo assassinada. – Não olho em sua direção. – Não temos nada concreto ainda, conversamos sobre isso ontem é muito recente ainda. Vamos deixar o tempo cuidar de tudo. – Digo levando o pão a boca.
Paulo nada disse e muito menos meus tios. Terminamos nosso café focando em outro assunto. Vou até a pia e coloco as louças sujas. Organizo a mesa guardando tudo em seu devido lugar. Minutos depois meus tios se despedem deixando-me com Paulo. Ele estava na sala enquanto eu estava lavando as louças.
– Por que você disse aquilo para seu tio? – Olho para trás vendo-o com os braços cruzados encostado na parede próximo ao fogão. – Por que não disse que estamos namorando Bárbara? – Ele se aproxima.
– Porque não estamos. Não é porque me declarei a você que eu tenho que começar a namorar. Somos apaixonados? Sim e daí? – Viro-me e pego um pano de prato e enxugo as mãos. – Primeiro de tudo antes de namorarmos eu quero te conhecer e quero que você também me conheça. Não quero começar um relacionamento e daqui alguns dias você chega e diz que se arrependeu que não era isso que queria. Então, vamos nos conhecer melhor, ver se é isso que queremos para nós, aí, assumimos um compromisso sério. – Vejo-o suspirar. Ele se aproxima de mim com as mãos nos bolsos. Ele cola nossos corpos e fixando seus olhos nos meus. Perco o ar com essa proximidade.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
