Já fazia um certo tempo que estava em minha sala quando ouço baterem, peço para que entrem. Paro o que estou fazendo e direciono me olhar a porta que não foi totalmente aberta, vejo apenas a cabeça de uma moça.
– Desculpa incomodá-la senhora delegada, mas, o detetive e os demais agentes já estão lhe aguardando na sala de reunião. – Agradeço e saio logo em seguida.
Direciono-me até a sala assim que abro porta, vejo todos em pé em uma conversa descontraída me aguardando para passar os relatórios do dia como havia pedido na reunião matutina. Sento-me e os agentes começam a discorrer sobre o que descobriram. Alguns ouviram pessoas fora do local do crime, curiosos na verdade. A polícia civil da cidade aumentou o patrulhamento para nos ajudar no caso. Vieram policiais das cidades vizinhas e por isso a curiosidade tamanha da população. Temos que manter total descrição sobre o caso. Apesar de ele ter ocorrido há algumas semanas, ainda levanta burburinhos pela cidade e não é isso que queremos. Ouço todos e peço que deixem o relatório em cima de minha mesa. Na sala fica apenas eu, o detetive, sua amiga, o pessoal da perícia que convoquei, e a Verônica. Não confio em ninguém por esta razão, dispensei os agentes. Não sei com quem estou lidando, por isso espero todos saírem.
– Detetive Paulo, você revelou as fotos tiradas no barracão? – Pergunto já sabendo a resposta, se ele for como eu assim que chegou já revelou o filme da máquina.
– Sim delegada. Estão aqui comigo. Preciso te mostrar algo. – Ele diz e coloca o envelope em cima da mesa.
– Precisamos analisar com cuidado as provas que temos e as que conseguimos hoje. – Todos continuam em silêncio. Respiro fundo. – Logo que você saiu do barracão... – Aponto para o detetive. – ...eu e os outros agentes vasculhamos o local novamente para ver se achávamos algo que nos levasse ao criminoso. Trouxe para análise a água que estava no tanque e próximo a ele, encontrei uma quantidade razoável de cabelo. – Digo isso e pego o frasco com a água e o pacote plástico com os fios. – Precisamos da análise dos elementos o mais rápido possível. – Levanto-me e levo as provas até minha equipe. – Vocês acham que conseguem o resultado em quanto tempo? – Pergunto, pois, sei que é um pouco demorado o processo. Viro meu rosto para o lado e encaro a amiga do detetive. – Doutora Cristina quero que comece a trabalhar com minha equipe. Você pode fazer isso? – Vejo o detetive arquear uma sobrancelha.
– Claro que sim senhora delegada será um prazer. – Diz e dá um sorriso.
– Ótimo! Precisamos agir rápido. Não sabemos com quem estamos lidando. – Falo voltando minha atenção à equipe. – Em quanto tempo vocês podem me trazer o resultado?
– Senhora delegada... – Uma das peritas inicia. – ...Esses testes costumam ficar prontos em dez dias. – Bufo sentando-me na cadeira. – Vamos fazer o possível para entregar o quanto antes. – Diz.
– É muito tempo. – Passo as mãos no rosto. – Enquanto o resultado não sai preciso que trabalhem na amostra da água também combinado? – Todos concordam e os dispenso.
Quando estava arrumando minhas coisas o detetive Paulo vem ao meu encontro com um envelope pardo em mãos.
– Delegada preciso que veja isso. – E mostra o envelope. – Estava no laboratório de fotografia quando me veio algo a lembrança. – Diz e abre a porta da sala para que eu passe. Agradeço e continuamos lado a lado. – Vamos até minha sala lá teremos mais privacidade. – Anui e fomos até ela.
Ao entrar, ele me indica a cadeira que está à frente da mesa. Sento-me e ele traz sua cadeira deixando-a ao meu lado e espalha as fotos sobre a mesa. Fico olhando e lembrando do momento em que arrombamos aquela parede. O detetive passa a explicar.
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A lei é o Amor.
De TodoEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
