❝Abella Del Corneto lambia o cano da arma da morte. Seu apelido poderia ser Sagacidade, Violência, Sensualidade ou Morte, se Ab do Malik já não ocupasse a função.❞
Abella cresceu em um ambiente de negligência parental, o que a obrigou a se tornar um...
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O clube também parecia vazio. Assim como a casa onde os Creeps nos receberam, havia algo na atmosfera que soprava em meu ouvido que eles estavam escondendo alguma coisa.
Definitivamente havia mais pessoas ali, além dos homens armados vestidos de azul. No entanto, havia apenas algumas garotas dançando e um garoto aqui e ali para completar o ambiente; ninguém muito bêbado ou animado.
Quem sabe eu estivesse acostumada com a boate do beco onde você mal conseguia dar um passo sem esbarrar em alguém e aquele clube era três vezes maior do que ela, dando uma chance para grupos de pessoas se espalharem para respirar.
Ou talvez os Creeps nem mesmo confiassem nos Young Folks para levá-los ao verdadeiro quartel-general ou ao clube onde eles poderiam beber e conversar com membros da gangue anfitriã que sabiam demais — e que, entre um drinque e outro, poderiam deixar escapar uma informação valiosa. Também, pelo que Lil disse, os Creeps não queriam impressionar os Folks, pois eles pensavam que eram muito superiores e não se incomodariam em oferecer nada além de migalhas de cortesia.
O clube era enorme, realmente, com canhões de LED iluminando tudo em tons de anil. Havia uma pista de dança redonda num nível inferior, delimitada por sofás pretos estofados com botões prateados. Em frente aos sofás, foram montadas mesas para os homens apoiarem suas cervejas e carreiras de cocaína enquanto assistiam as moças dançarem. No nível superior, ao redor da pista, a maioria eram aqueles capangas com lenços, bandanas, bonés, durag e qualquer outro tipo de acessório que ostentasse a cor dos Creeps. E eles não faziam nenhuma questão de esconder as armas que empunhavam.
Zayn entrou lá como se fosse o verdadeiro dono do clube — ou o futuro. Agarrado à minha cintura, ele caminhava com o queixo erguido, ombros retos e passos confiantes. Senti o efeito que ele teve ao chegar no local, as pessoas prendendo a respiração, vidradas por sua beleza estonteante. Enquanto isso, não havia nada em seu rosto; sem expressão, sem sentimento. Apenas o olhar errante carregava a determinação de quem tem uma tarefa.
Era impossível ignorar o poder que emanava de Malik. O salão parecia pequeno demais para ele.
Contudo, ele ainda não era o motivo do clube inteiro estremecer. Do meu lado esquerdo, a garota de cabelo rosa congelaria o sangue de alguém que ousasse chegar perto demais. Ninguém foi capaz de encará-la, mas todos sabiam que ela estava lá. As pessoas só não olharam para Ive quando ela passou porque lhes faltou coragem.
Mogilevich inspirava medo. Sua presença era muito forte, muito brutal.
O moreno que me abraçava lançou um sorriso arrogante para ela. Zayn gozava de sua companhia, orgulhoso, com o peito estufado, pois ele era o único que poderia se gabar de ter uma arma letal como Mogilevich em seu arsenal. Ele sentiu pura satisfação quando as pessoas recuaram para deixá-los passar.
Eu, porém, senti empatia por elas. Eu tive o mesmo instinto quando testemunhei pela primeira vez a entidade que Ive era. Mas agora eu compartilhava do sentimento de Zayn, a impressão de que estávamos sob um escudo de titânio, porque Mogilevich estava ao nosso lado.