32| Funkie Sue

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Como os Cazadores eram um bando de velhotes sem graça, obviamente não tinham uma pista de corrida

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Como os Cazadores eram um bando de velhotes sem graça, obviamente não tinham uma pista de corrida. Então, por sugestão do Jake, decidimos fazer do nosso palco as ruas de Miami.

Dirigimos por alguns minutos até o centro, onde o trânsito ainda pulsava com vida. A ideia era simples: mais caos, mais adrenalina. Enquanto os competidores esperavam no estacionamento de um shopping, Ive saiu na frente com sua moto para marcar o destino final — penduraria a bandeira da chegada alguns quilômetros adiante.

Detalhe: a tal "bandeira" era os trapos que Elena chamava de blusa. O que significava que, no momento, ela estava só de sutiã.

— Então... — Elena se postou ao meu lado, balançando os dedos dos pés contra o asfalto, sentindo a brisa morna da noite — Quais são as regras?

Cody e eu trocamos um olhar cúmplice, segurando a risada.

— Não tem regra. — ele respondeu, os ombros relaxados — Essa é a única regra.

Dylan se virou, apagando o charuto com a ponta dos dedos e lançando-o longe.

— E vocês fazem mesmo esse tipo de coisa na Califórnia?

— Fazemos pior. — eu disse, enquanto a Ive retornava derrapando na nossa frente, com o Lil colado na garupa.

Ela anunciou o nome da rua onde pendurou a bandeira, descrevendo os bairros e os desvios que pegou. Mas quando terminou, eu já tinha esquecido metade. Direção nunca foi o meu forte.

— Você pelo menos serve como copiloto? — perguntei ao Cody, com uma sobrancelha arqueada — Ou a gente devia providenciar um mapa?

— Ou você podia só me deixar dirigir. — ele retrucou.

— Claro! — sorri, já me virando de costas — Ah, espera... Cadê o seu carro mesmo? Ah é, você não tem um.

Os Carpios ignoraram nossa briga e começaram a discutir entre si sobre o melhor caminho até a bandeira da Ive. Injustiça pura — eles conheciam o território como a palma da mão. Mas orgulho é orgulho, então daríamos um jeito.

— A bandeira está pendurada num semáforo. — Ive explicou, girando o acelerador da moto só para ouvir o barulho — Jake já está lá esperando.

Franzi a testa.

— E como, exatamente, vocês penduraram isso lá?

— Não quero falar sobre isso. — Lil respondeu, abaixando a viseira do capacete. Bateu de leve nas costas da Ive, dando o sinal para ela acelerar.

Voltamos aos carros, nos preparando enquanto dávamos tempo para o restante dos Folks chegarem à linha de chegada. Caminhei ao lado do Crusher, deslizando os dedos pelos pneus robustos e pela estrutura forte e brilhante de ferro. Se ele fosse uma pessoa, juro que daria nele um abraço apertado.

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