❝Abella Del Corneto lambia o cano da arma da morte. Seu apelido poderia ser Sagacidade, Violência, Sensualidade ou Morte, se Ab do Malik já não ocupasse a função.❞
Abella cresceu em um ambiente de negligência parental, o que a obrigou a se tornar um...
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Eis um fato sobre gangsters: se você largar eles numa cidade desconhecida, pedir para ficarem fora de confusão e agirem discretamente, eles vão falhar. Pior ainda: se você mandar eles encontrarem uma forma lícita de arrumar dinheiro, eles definitivamente irão falhar.
Eis, agora, um fato sobre ser chefe de uma gangue: você precisa quebrar alguns ossos com certa frequência para lembrar que deve ser temido — ou respeitado, se preferir. E precisa ser visto fazendo isso.
Eu podia reclamar de muitas coisas. Mesmo. Mas o plano de Monalisa Larsson ainda não tinha entrado nesta lista. De alguma forma, talvez milagrosamente, estávamos indo muito bem considerando todas as possibilidades. Havia mais de um mês que os Young Folks estavam espalhados pelo país, se mantendo longe do radar dos portugueses, enquanto recuperávamos nossa força e dignidade para contra-atacar e, finalmente, pôr um fim naquela guerra.
Só que nada na minha vida podia ser perfeito ou, pelo menos, fácil demais.
Norman estava me ajudando a monitorar os Folks à distância. De vez em quando, algum deles arranjava problemas previsíveis, mas nada que a gente não pudesse resolver. Só que esse grupo específico, em Tampa, estava saindo do controle. Os Folks de lá estavam roubando carros para revender clandestinamente, organizando brigas de rua e fechando negócio com pequenos traficantes.
O sol ainda não tinha nascido quando Norman apareceu com o notebook em mãos, enquanto Monalisa falava sem parar no meu ouvido pelo celular. Era merda vindo de todos os lados. Eu já estava no meu limite, queria apenas deitar por algumas horas e dormir, mas paz era um luxo que essa vida nunca me deu.
— Um dos nossos em Tampa quase foi pego pela polícia essa madrugada. — Hillebrand reportou.
— Alguns grupos estão ficando mais agitados, querendo saber quando vamos parar de fugir e começar a atacar. — Monalisa chiou do outro lado da linha.
Suspirei fundo, apertando a ponte do nariz.
— Pega sua arma e entra no carro. — falei para Norman — Preciso pisar no pescoço de alguém para essa merda acabar.
A viagem para Tampa era longa, cerca de cinco horas. No caminho, separei a diretoria dos Young Folks para lidar com o caos crescente. Norman iria comigo até Tampa, Ive seguiria para Atlanta e Lil para Nashville. A missão deles seria chegar para intimidar outros grupos que estivessem ameaçando sair da linha, repassar as ordens e garantir que a mensagem se espalhasse pela gangue, deixando claro as consequências de não seguir o plano.
Jake e Cody ficaram em Miami para arrancar informações de Castro de uma vez por todas. Katrina continuava cuidando de Joseph e Abella tinha saído da cama antes de mim, deixando apenas uma mensagem que não conseguiu dormir e saiu para respirar.