❝Abella Del Corneto lambia o cano da arma da morte. Seu apelido poderia ser Sagacidade, Violência, Sensualidade ou Morte, se Ab do Malik já não ocupasse a função.❞
Abella cresceu em um ambiente de negligência parental, o que a obrigou a se tornar um...
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Eu suguei o ar pelos dentes enquanto Joseph esfregava o algodão encharcado de iodo contra o corte no meu nariz. Senti minha mandíbula doer, meus ombros, meus braços, minhas pernas. Tudo doeu.
Depois de perseguir a carga roubada por quase duas horas até que finalmente encontramos os desgraçados em Riverside, o confronto não foi fácil, pois estávamos em menor número. Norman, Lil e eu tivemos uma das piores noites em muito tempo.
Ao menos quando voltei para São Francisco, Patrick já havia conseguido lidar com a polícia em Los Angeles e mover Cody do hospital de volta para o QG após ele receber os tratamentos de emergência necessários. Para algo ele teria que servir. E na enfermaria de nossa nova sede, com equipamentos novos e adequados, o Del Corneto mais impossível de matar da história estava se recuperando.
— Quantas vidas esse filho da puta tem? — Braun estava sentado no sofá branco ao lado de Kimberly, que observava o loiro dormir na cama, comendo salgadinho.
— Ele eu não sei... — Lil resmungou levantando o braço com o cateter inserido. Ele estava tomando analgésicos pela veia porque era bebê demais para lidar com a dor — Mas não sobraram muitas para mim.
Alheia à conversa, Katrina tinha uma paleta e uma pinça na mão. A ruiva manobrava a cabeça do rapaz, aproveitando sua incapacidade de reagir, e aplicava mais uma de suas técnicas holísticas enquanto ele não podia recusar. Ela meticulosamente espetava as agulhas em pontos específicos da orelha de Cody, prendendo-as com esparadrapo.
— Você sabe que ele vai brigar com você quando acordar igual a um porco-espinho. — alertei descendo da maca.
Kat cerrou os olhos verdes para mim.
— Se Joseph pode enfiar essas agulhas nele... — ela apontou para o intravenoso no braço de Cody — Eu posso também. E se me deixassem fazer auriculoterapia regularmente em vocês, talvez ficassem menos loucos e não se metessem em tantos problemas.
— Ok, bruxinha. — Jake falou de boca cheia — Eu deixo você me espetar feito um boneco de vodu o quanto quiser.
— Já disse para tirar esses piercings da orelha. — a garota apontou um dedo acusador para ele — Eles estão bagunçando seus pontos, é por isso que seu cérebro não funciona direito.
— Alguns piercings inofensivos o deixaram tão estúpido? — Kimberly puxou sua orelha, fazendo Braun gemer de dor, para analisar as joias — Meu Deus, eles são piores do que alucinógenos então.
— Galera, por favor. — Ive revirou os olhos e acenou com a mão, aparentemente irritada com a conversa sem sentido — Todos nós sabemos que Braun nem mesmo tem cérebro.
Parei de ouvir a discussão quando Jake começou seu drama, reclamando que todos subestimavam sua inteligência só porque ele tinha um rosto bonito.
Norman apareceu na porta da enfermaria limpo, com a roupa trocada e o cabelo molhado penteado para trás. Eu sabia pela expressão em seu rosto que perderia a paciência com suas próximas palavras.