23| OCEAN'S LOUNGE

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Ao sair do loft pela manhã, avisei que precisava de um tempo para respirar e clarear a mente

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Ao sair do loft pela manhã, avisei que precisava de um tempo para respirar e clarear a mente. Encontrei uma loja de aluguel de bicicletas facilmente e, depois de pegar uma, pedalei por cerca de 30 minutos até chegar à South Beach, a praia mais próxima.

O horizonte aberto e o som constante das ondas eram um convite, então após deixar a bicicleta em um quiosque, decidi correr um pouco, na tentativa de deixar alguns sentimentos para trás.

O ritmo dos meus passos ajudava a organizar os pensamentos dispersos, e cada batida do coração parecia dissolver a tensão acumulada nos meus ombros. Apesar de estar fora de forma, mantive um ritmo surpreendentemente bom para alguém que há pouco tempo se recuperou de uma contusão pulmonar. Minhas pernas, enferrujadas após uma semana confinada na van, finalmente encontraram um novo propósito naquela corrida. O movimento era um lembrete de que eu estava viva — uma sensação tão crua quanto reconfortante.

Era revigorante sentir meu coração disparar por um motivo que não fosse o pânico.

Eu pensava ter conhecido o calor quando me mudei para a Califórnia, mas a Flórida oferecia uma experiência litorânea surreal. O sol da manhã queimava minha pele com uma intensidade que fazia o suor escorrer como pequenas correntes quentes, misturando-se à areia que grudava nos meus pés, quase insuportável. Cada passo era uma tortura prazerosa.

Quando terminei de percorrer a praia de ponta a ponta, entrei na água. O mar, de um tom azul claro, não era gelado, mas ameno, em um frescor bem-vindo. Mergulhei na próxima onda e permaneci submersa o maior tempo possível. Cada segundo em contato com a água e o sal, os raios de sol e o vento, parecia recarregar minhas energias. Naquele momento, eu temia nunca mais querer sair dali.

Mas eu precisava voltar. Estávamos em território desconhecido e não sabíamos o que esperar. Pedalei de volta com a roupa molhada, deixando o sal secar ao vento na minha pele, como eu gostava. Ao chegar no loft, encontrei Zayn e Monalisa Larsson reunidos com os Folks na sala. Ela havia chegado mais rápido do que eu esperava.

— É importante que vocês não pensem que estão de férias. — disse Mona, fixando o olhar em mim assim que entrei.

Eu estava com o cabelo bagunçado, o rosto vermelho do sol. Provavelmente, estava sorrindo sem perceber, mas a chefe de segurança conseguiu arruinar minha vibe.

— Tranquilo. — falei, jogando meus sapatos no chão com um som seco, tentando não demonstrar quanto suas palavras me irritaram — Vou me esforçar para lembrar do que Eron é capaz, só não prometo muita coisa porque tenho uns problemas de memória depois de ter sido torturada por ele por quase dois anos.

Cruzei os braços e inclinei o peso para um dos lados, tentando parecer mais relaxada do que me sentia. Mona apertou os lábios, claramente decidida a ignorar minha resposta.

— Jake e Cody já podem começar a tentar tirar informações do Castro? — ela perguntou, virando-se para Zayn.

Malik olhou para mim, como se quisesse ter certeza de que eu havia aceitado que Castro não seria só meu. Eu não esbocei nenhuma reação de discordância e ele encolheu os ombros para Monalisa.

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