❝Abella Del Corneto lambia o cano da arma da morte. Seu apelido poderia ser Sagacidade, Violência, Sensualidade ou Morte, se Ab do Malik já não ocupasse a função.❞
Abella cresceu em um ambiente de negligência parental, o que a obrigou a se tornar um...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Já livrei Cody da morte muitas vezes. Eu poderia fazer de novo.
Peguei a nuca do meu amigo e o conduzi pela escuridão até que estivéssemos agachados perto da porta. Estávamos no segundo andar e não havia outra maneira de sair de lá a não ser atravessar o corredor e descer as escadas. Então tentei olhar para fora do quarto, aproveitando a escuridão que me envolvia, em busca de uma rota de fuga.
Eu podia ouvir passos de botas e ver sombras rápidas se movendo pelo corredor, abrindo as portas para checar os cômodos. Entretanto, não conseguia ver quantos eram, mas tinha a certeza de que não era apenas um.
Cody não era o tipo de cara que fica à espreita em combate. Eu o senti inquieto e sabia que por ele acenderíamos as luzes e correríamos para enfrentar os invasores. Mas estávamos em desvantagem demais para fazer isso.
Se entraram na casa durante a noite, em completo silêncio, é porque não queriam brigar. Essas pessoas estavam lá para fazer um trabalho limpo e rápido, nos matar enquanto estávamos mais vulneráveis. Provavelmente nos observaram por dias tentando aprender nossa rotina, quando estávamos na cama, qual era a melhor hora para atacar.
Isso era algo a nosso favor, pois se eles estavam sendo cuidadosos assim é porque não sabiam que estávamos completamente desarmados.
Ouvi passos se aproximando e me levantei. Eu fiquei ao lado da porta, colado na parede. Ainda havia um pouco de luz entrando pela janela, o suficiente para eu ver a forma de uma cabeça apontando para dentro do quarto. Cerrei meu punho e dei o soco mais forte que pude dar, rezando para que acertasse.
Eu senti a mandíbula do desgraçado em meus dedos. Em seguida, ele desabou e fez um baque abafado ao atingir o carpete. Cody já estava lá esperando que ele caísse e rapidamente tirou a arma da mão da pessoa e me entregou. Um segundo depois, eu o ouvi quebrar seu pescoço.
Agora tínhamos uma arma. A situação era outra.
Del Corneto acendeu a luz do quarto no meio da casa escura. Foi como ligar um farol. Logo os passos das botas ficaram mais rápidos e pesados conforme os invasores corriam em nossa direção.
Apontei minha cabeça para o corredor, atirando no que agora eu podia ver serem 2 homens além do que estava morto aos meus pés. Eu não pude enxergar muita coisa enquanto atirava e recuava de volta para o quarto, mas eles estavam vestidos de preto e eu com certeza vi um colete à prova de balas.
— Vamos logo! — Cody gritou, me puxando para o corredor.
Nossos inimigos estavam perto e precisei de apenas dois passos para atingir um deles no rosto com o cabo da pistola. Puxei seu colete e pressionei o cano da arma em sua têmpora antes de puxar o gatilho.
Continuei segurando seu corpo para usá-lo como escudo contra o segundo cara que estava atirando perto da escada. Minha pistola já estava descarregando, então roubei a do morto e a faca presa em seu cinto.