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Kevin realmente era tão bom quanto deveria ser

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Kevin realmente era tão bom quanto deveria ser.

Quando recriei aquele rosto horrível, detalhe por detalhe, e a imagem de Castro apareceu diante de mim, foi como se eu visse uma foto dele. Tão realista que, no instante em que o garoto pressionou uma tecla em seu computador, os resultados apareceram na tela.

Fotos e vídeos, impressões digitais, documentos, antecedentes criminais, tudo — literalmente tudo.

Diogo Castro.
Agora eu sabia a origem do desgraçado, algo que sempre foi um mistério e que, francamente, eu não sabia se me importava.

Nascido em Loures, ele foi levado ainda muito novo para Lisboa para viver sob a proteção e aos serviços dos Goyolas. Pelas pesquisas e informações que Kevin reuniu, Castro provavelmente era algum filho ou sobrinho bastardo de Eron, que o admitiu na máfia entre seus capangas.

Essa informação era interessante. Porque sabíamos, assim, que os homens que capturamos estavam dizendo a verdade sobre Eron manter somente sua família de sangue por perto no topo da organização.

Mas essa ainda não era a melhor parte.

Kevin conseguiu encontrar Castro através do software de reconhecimento facial. O ponto vermelho piscou no mapa sobre Las Vegas, Nevada, e o português não estava sozinho.

Aqui estava a melhor parte: Castro estava acompanhando Antônio Goyola — irmão de Eron Goyola.

Isso nos deixou eufóricos, para dizer o mínimo. Se pudéssemos colocar as mãos em Castro e no irmão de Eron, de uma só vez, talvez eu bebesse tanto para comemorar que perderia meu fígado ou entraria em coma alcoólico.

Ainda sobre a eficiência de Kevin, ele também conseguiu descobrir que eles estavam em Las Vegas para comemorar o casamento de Antônio. Se tivéssemos sorte, haveria mais membros da família no evento. Só não esperávamos a presença de Eron, pois não encontramos nenhum rastro dele por perto. O filho da puta ainda devia estar escondido em algum buraco, tramando, como o desgraçado sádico que era.

Quando soubemos do casamento, era pouco antes do almoço. A viagem para Las Vegas durava quase 10 horas, então só nos preocupamos em carregar os carros com armas, munições e os equipamentos essenciais. Ao chegar na cidade que nunca dorme, já tínhamos perdido a cerimônia e estávamos um pouco atrasados para a festa. Alugamos um quarto no primeiro hotel que vimos e começamos a nos organizar.

A missão era suicida. Teríamos que nos infiltrar no casamento e torcer para passarmos despercebidos e não sermos mortos em questão de segundos — era otimismo excessivo, mas também nossa única opção. Não havia tempo para cercar o local e nem tínhamos gente suficiente para fazer isso. Teríamos que improvisar.

Eu gostaria de ter tido tempo para planejar aquilo melhor. As probabilidades estavam contra nós e o pensamento de tudo dar errado me fazia cerrar os dentes e a minha cabeça latejar.

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