❝Abella Del Corneto lambia o cano da arma da morte. Seu apelido poderia ser Sagacidade, Violência, Sensualidade ou Morte, se Ab do Malik já não ocupasse a função.❞
Abella cresceu em um ambiente de negligência parental, o que a obrigou a se tornar um...
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Havia se passado uma semana desde que aterrissei em São Francisco. Minhas manhãs eram como nos meus sonhos: eu acordava, abria a janela para desejar um bom dia à Califórnia, tomava café e ia à China Beach. Passava o resto do dia passeando pelos pontos turísticos e me deliciando com a vista das beldades locais.
Tio Mark ficava a maior parte do dia trabalhando e nos falávamos mais à noite, durante o jantar. Ele fazia questão de que todos nos sentássemos à mesa para contar sobre como foi nosso dia. Com isso, tive uma oportunidade melhor para conhecer os rapazes.
Liam era o simpático e tagarela. Ele sempre iniciava uma conversa divertida e quando nos encontrávamos pela casa fazia questão de perguntar se eu precisava de alguma coisa. No terceiro dia, Payne me acompanhou até a praia. Eu me diverti em vê-lo surfar e depois fomos beber na pequena área aberta que havia nos fundos da casa, com vista para o mar. Ele era meu parceiro no amor pela imensidão azul.
Louis era mais quieto, porém sem dúvidas o mais engraçado e meu preferido. Nós assistimos um filme juntos na noite que cheguei e ele sempre me arrancava risadas com seus comentários sarcásticos. Tomlinson também dormia no quarto diretamente ao lado do meu, o que às vezes me levava até lá para jogar conversa fora enquanto ele tocava violão.
Harry era o cavalheiro do grupo. Sempre prestativo e preocupado, nossas interações não passaram muito mais do que ele me dar carona para o centro, até o quarto dia, quando ele me levou para conhecer o Golden Gate Park — que ficava muito bonito na primavera. Gostei dele instantaneamente, quase não havia o que reclamar, exceto pelo excesso de cuidado ao falar comigo.
Niall com certeza não ia com a minha cara. O loiro até se esforçava para ser educado, porém estava claramente desconfortável com a minha presença. Eu acreditava que era porque, além de ser introspectivo, ele estava acostumado a conviver apenas com seu restrito círculo de amigos e eu havia chegado de repente. Horan sempre me desejava bom dia antes de ir à universidade onde cursava Direito, mas não se esforçava muito para conversar comigo quando estávamos assistindo TV na sala. Eu via aquilo como um desafio, gostava de saber que um dia o faria se arrepender de não ter se tornado meu amigo antes.
Naquela semana, não tive a oportunidade de conhecer Norman. Em uma de nossas conversas em seu quarto, Louis me contou que ele estava viajando para Portugal por motivos desconhecidos. Segundo meu informante, Norman Hillebrand era muito misterioso e reservado. Entendi melhor sua personalidade quando Tomlinson explicou que ele e Cody eram carne e unha. Apesar de ser menos problemático, Norman compartilhava do mesmo comportamento suspeito que o meu primo. Os dois sempre estavam envolvidos nas mesmas confusões e sumiam juntos por alguns dias. Ao saber sobre a relação dos dois, eu já tinha uma ideia do que esperar.
Vitória também já se sentia íntima dos meninos de tanto que eu falava deles. Eu ligava para a loira todas as noites por FaceTime para dar um relatório completo sobre os acontecimentos. Ela sempre chorava e eu prometia que a traria comigo quando completasse 18 anos.