Rosas.

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*a cia bbxs não existe aqui* "porque um buquê de rosas vermelhas pode ter um significado bem forte por trás da quantidade de rosas presente nele."

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Rolando de um lado ao outro na cama, Elídio suspirou derrotado. Se esticou preguiçosamente, pegando o celular em cima da mesinha de cabeceira e fez uma careta com a luz invadindo seus olhos na escuridão do quarto ao desbloquear o aparelho para ver as horas, soltando outro suspirou de derrota. Eram 02:53h e teria que acordar ás 06:50h.

Deitado desde as 23:30h, não conseguiu sequer cochilar durante esse tempo, pois a mente não havia desligado, fazendo-o ficar perdido em pensamentos sobre Daniel, seu melhor amigo desde quando era criança e há quase 1 ano, colega de apartamento.

Se conheceram quando estavam brincando num parquinho. Na época, Elídio estava com 6 anos e Daniel com 8 e desde aquela tarde ensolarada de domingo, tornaram-se bons amigos e, conforme os anos foram passando, foram ficando mais íntimos, tornando-se melhores amigos e a pessoa que o outro mais confiava no mundo.

Mas claro que durante todos esses anos de amizade, tiveram seus altos e baixos algumas vezes; Contudo, nesses mais de 15 anos, nunca ficaram mais de 1 semana sem conversarem ou se encontrarem. Bastava uma mensagem, uma ligação, uma conversa, um olhar, um sorriso e um abraço que tudo se resolvia. Afinal, ambos não aguentavam ficar por muito tempo longe um do outro, longe do seu porto seguro.

Daniel e Elídio praticamente cresceram juntos, se descobriram juntos, sempre tendo o melhor amigo ao lado para o apoiar, pedir conselhos e desabafar, fosse sobre a faculdade, o trabalho, a família ou namoros. E por confiarem tanto um no outro, estabeleceram somente uma regra na relação: sempre que o outro fizesse algo que o incomodasse ou magoasse, deveriam ser sinceros entre si, nunca escondendo nenhum segredo.

E bem, fazia cerca de 3 meses que Elídio havia quebrado essa promessa, escondendo do melhor amigo que estava o olhando com outros olhos, ou, em outras palavras e mais direto: estava perdidamente apaixonado por Daniel.

Elídio não sabia ao certo qual foi o fato decisivo para chegar a tal conclusão...

Talvez fosse o sorriso do melhor amigo que ultimamente havia ficado mais bonito? Talvez fosse o jeito que Daniel o tentava animar quando estava pra baixo e tinha levado um fora ou o encontro que marcou tinha sido um completo fracasso? Talvez fosse o fato de quê, sempre que chovia muito forte, – com direito a relâmpagos, raios e trovões – Daniel corria para os braços dele, assustado, e ganhava cafuné até que tudo ficasse calmo ou até que pegasse no sono deitado na cama de Elídio que, sem perceber, sorria todo bobo ao que o coração batia extremamente rápido, ao mesmo tempo que sentia uma enorme paz lhe invadir ao ficar ali velando o sono do melhor amigo que dormia abraçado a si? Talvez fosse a risada gostosa e contagiante que escapava tão fácil por seus lábios sempre que Elídio lhe contava uma piada ou alguma coisa engraçada que aconteceu no seu dia? Talvez fosse o fato de quê, ultimamente quando Daniel lhe cumprimentava com um beijo na bochecha sempre que chegava no pequeno apartamento que dividiam e repetia o gesto antes de dormir, Elídio sentia um arrepio gostoso percorrer todo o corpo, desejando por mais daquele toque daqueles lábios tão bonitos e macios? Talvez fosse o fato de quê, ultimamente, Elídio não sentia mais vontade de ficar nem namorar ninguém e, sempre que Daniel lhe contava que tinha um encontro e depois contava como foi, uma sensação ruim o invadia, o famoso ciúmes? Talvez fosse o fato de quê, ultimamente, queria toda a atenção e carinho de Daniel somente para si? Talvez fosse por, toda vez que o via chorando – fosse por ter tido um dia ruim, ter ido mal em alguma prova ou trabalho ou algum 'ficante' ter o magoado – sentia uma enorme vontade de chorar junto e protegê-lo para que nada nunca mais o machucasse e o fizesse derramar lágrimas?

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora