Doces ou Travessuras? - Parte 2 ( +18 )

1.3K 49 374
                                        

Pov Daniel

Quase 4 horas da manhã e me encontro no quarto de Elídio, sentado em sua cama, esperando ele sair do banheiro. Enquanto isso, mexia em meu celular, conversando com Cris através de mensagens; Parecíamos dois adolescentes fofocando. Vez ou outra, eu soltava uma gargalhada não muita alta com algo que minha amiga tinha escrito.

"Aproveita sua noite, mon chéri!" foi a última coisa que mandou, se despedindo. Respondi apenas "Pode deixar, mon amour." com um sorrisinho em meu rosto. Em seguida, bloqueei meu celular, deixando-o em cima do criado-mudo, fazendo o mesmo com meus óculos.

Poucos minutos depois e distraído olhando para a janela entreaberta, escutei a porta do banheiro sendo aberta. Mirei meu olhar nela, encontrando Elídio vestindo somente uma calça de moletom cinza e enxugando seu cabelo com uma toalha. Olhei-o de cima a baixo, dessa vez sem disfarçar o quanto eu o desejo.

─ Sua vez. – ele disse, chamando minha atenção.

─ Quê? Minha vez de quê? – perguntei meio atrapalhado. Elídio sorriu cínico.

─ De usar o banheiro, diabinho. – brincou, andando até o guarda-roupa, onde abriu uma gaveta. – Podíamos ter tomado banho juntos né, precisamos economizar água. – comentou, agora estando com uma toalha seca em suas mãos.

Eu apenas ri e levantei da cama, indo ao seu encontro. Ele me entregou a toalha e disse que me esperaria na cama.

─ Lico, não está esquecendo de nada? – perguntei e ele negou. – Não vai me emprestar umas roupas não? Um pijama? – ele sorriu de lado.

─ Quando você sair do chuveiro, eu te entrego. – respondeu, dando uma piscadinha. – Vou te esperar aqui. – andou até a cama e deitou na mesma. Eu apenas mexi minha cabeça de modo negativo, tendo um pequeno sorriso em meu rosto. Ambos sabíamos o que estava prestes a acontecer e ambos queríamos muito. Antes de entrar no banheiro, sussurrei um "me espere", tendo a certeza que ele ouviu.

Em seguida, entrei no cômodo, fechei a porta e me despi. Antes de entrar embaixo d'água, olhei-me no espelho, limpando o vidro embaçado e ri sozinho, percebendo que a tiara ainda estava na minha cabeça. Por fim, tirei o adereço, deixando-o em cima da pia. Entrei no box, liguei o chuveiro e deixei que toda água quente caísse no meu corpo, fazendo meus músculos relaxarem, enquanto passava as mãos pelo meu cabelo.

Tomei um banho não muito demorado. Desliguei o chuveiro, tirei o excesso de água do meu corpo e então peguei a toalha, saindo do box. Passei o pano por minha pele, me enxugando, não esquecendo de secar meus cabelos. Deixei alguns fios molhados, arrumando-os minimamente e então enrolhei a toalha na minha cintura, prendendo-a. Respirei fundo e abri a porta, encontrando Elídio deitado na cama; E ao perceber a porta aberta, olhou na minha direção, me recebendo com um sorriso. Apaguei a luz do banheiro, enquanto ele levantou da cama, ficando em pé.

Andei em sua direção, notando que o quarto era iluminado somente pela luz fraca do abajur e pela janela entreaberta. Cheguei perto de Elídio, ficando frente a frente com ele, que me olhava com paixão, desejo, malícia.

─ Então... Cadê meu pijama? – perguntei com um sorriso travesso. – Ou terei que dormir pelado? – provoquei.

─ Já quer dormir? – perguntou. – Pensei que poderíamos fazer outra coisa antes... – disse sussurrando, me causando um arrepio. – Pensei que fosse querer travessuras.

Me aproximei dele, deixando nossos rostos a centímetros de distância. Olhei para seus lábios, depois encarei seus olhos e por fim, colei nossas bocas em um beijo ardente. Entrelacei meus braços ao redor de sua nuca, e senti suas mãos na minha cintura, beirando onde a toalha estava presa.

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora