Doce.

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*Nota: oneshot dedicada a sraled! espero que você goste! <3

[ ... ]

─ Dandan? – Elídio chamou pelo namorado bem baixinho pensando que ele já poderia estar dormindo depois do final de semana intenso que tiveram ao fazer 6 apresentações em cidades vizinhas de SP.

Eram em torno das 04:50h da madrugada. A van da produção deixou primeiro Anderson em casa, em seguida alguns membros da equipe, os convidados, o MC e só depois Daniel e Elídio chegaram ao seu apartamento.

Exaustos, jogaram as malas num canto qualquer do chão da sala, tomaram um banho depressa e caíram na cama onde Daniel de imediato se ajeitou deitando por cima de Elídio, que passou um braço ao redor do corpo dele e com a mão livre, fazia carinho pelo cabelo levemente molhado, macio e cheiroso do namorado.

Elídio sabia que Daniel estava quebrado, afinal ele mesmo se encontrava exausto, apesar de muito realizado com as sessões terem lotado e o público ter sido tão caloroso; E apesar de ter dormido em torno de 45 minutos na van, ainda estava bem cansado; porém não tinha conseguido voltar a dormir por conta da adrenalina que corria nas suas veias e também por uma pergunta que rodava na sua cabeça que queria fazer para Daniel.

Iria fazer ao menos 1 mês que queria perguntar isso. Era uma questão muito boba, mas Elídio realmente queria fazê-la.

─ Sim? – Daniel respondeu com a voz sonolenta, como se estivesse realmente dormindo, ao que passou um braço pela cintura de Elídio, ficando ainda mais grudado nele.

─ Você tá dormindo? – não interrompeu o cafuné delicioso que fazia e que sabia que Daniel tanto gostava.

─ Talvez eu esteja... – respondeu ainda com a voz bem baixa junto com uma risadinha, fazendo Elídio rir também. – O que foi, doce? – questionou de olhos fechados e Elídio sorriu todo bobo, mesmo sabendo que Daniel não iria ver.

─ Por que, dê umas semanas pra cá, você está me chamando assim? – perguntou baixinho, sempre falando suavemente, sem parar o cafuné e nem o carinho que fazia com a mão livre nas costas de Daniel por cima da camiseta velhinha e confortável dele.

─ Assim como, doce? – Elídio sorriu um pouquinho maior, mordendo o lábio para segurar uma risadinha.

─ De doce. – respondeu e, olhando para o teto do quarto, continuou. – Desde sempre você me chamou de Lico, até depois que começamos a ficar e namorar... Depois de um tempo, começou a me chamar de amor; Primeiro somente entre nós dois, e depois na frente dos nossos amigos... – ao que falava, sentia Daniel cada vez mais relaxado em cima de si, e mesmo pensando que ele tinha dormido, resolveu continuar falando para si mesmo. – ... Já faz algumas semanas que você me chama de doce, e eu confesso que estranhei um pouco, porque a primeira vez que você me chamou assim foi no camarim com nossos amigos e algumas pessoas da produção... Não quero que você pense que eu não gosto do apelido, porque na verdade eu amo... – um sorriso bobo invadiu seu rosto novamente. – Só queria saber o porquê esse apelido 'surgiu' diferente de amor... – terminou, não sabendo se o namorado havia escutado ou se ele realmente estava dormindo.

Elídio aguardou por alguns momentos, porém não teve nenhuma resposta. Concluiu que Daniel já tinha adormecido e não escutado nenhuma de suas palavras. Segurou outra pequena risada, pensando que essa tinha sido uma hora ruim para tocar nesse assunto. Conformado, estava prestes a fechar os olhos e se entregar ao mundo dos sonhos, quando escutou:

─ Você é doce, Lico. – a voz soou bem baixa e sonolenta. Elídio arqueou uma sobrancelha.

─ Como assim 'eu sou doce', Dandan? – questionou sem mudar o volume da voz. Elídio sempre o chamava de Dandan na grande maioria das vezes, desde sempre.

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora