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O hexa não veio aí.

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*a cia bbxs não existe aqui* "daniel não entendia nem gostava muito de futebol, porém ver como o namorado havia ficado após o jogo o deixou completamente arrasado."

Ou

"elidio estava completamente abalado e desolado com a desclassificação do Brasil na Copa e Mundo e daniel, seu namorado, fica para consolá-lo após o jogo."

[ ... ]

─ Obrigado por me ajudarem com toda a bagunça. – Daniel disse para Anderson e Eduardo, o casal de amigos de Elídio e que agora também eram seus amigos. Os três estavam perto da porta da casa de Elídio, este que encontrava-se no escuro de seu quarto, sozinho.

O Brasil tinha acabado de ser desclassificado da Copa do Mundo nos pênaltis após um jogo difícil e Elídio, que era um grande fã de futebol e que ansiava pelo Hexa, havia ficado terrivelmente arrasado, pedindo desculpas a todos os amigos que tinha chamado para assistir ao jogo na sua casa ao correr em direção ao seu quarto e por lá ficou até que todos haviam ido embora, permanecendo na casa apenas o namorado Daniel e seus melhores amigos.

Resolveram então ajudar Daniel com toda a bagunça feita na casa, onde a maior parte se concentrava na sala e cozinha e, cerca de quarenta minutos depois – já que estavam em três pessoas ajudando –, tudo estava limpo e organizado. Elídio ainda não tinha saído do quarto.

─ Não precisa agradecer, Dani. – Anderson disse e Eduardo concordou. – Apenas cuide do Lico, tá bem? – pediu e Daniel assentiu. – Amanhã ele vai estar um pouco melhor, eu acho... Mas agora ele tá realmente arrasado. – comentou com a voz triste.

─ Pode deixar, Andy. Vou fazer o meu melhor! – soou otimista, fazendo tanto Anderson quanto o namorado dele, Eduardo, abrirem um pequeno sorriso. Anderson abriu a porta, ficando ao lado de fora. – Confesso que eu não entendo muito de futebol e tal... E nem gosto tanto assim... – Daniel sorriu sem jeito para o casal. – Mas ver como o Lico ficou depois do jogo deixou meu coração partido. – suspirou tristemente.

─ O Lico é muito apaixonado por isso. – Eduardo comentou. – Ele tinha certeza que o Hexa seria nosso, mas bem... Não foi dessa vez. – disse e Daniel apenas assentiu, não sabendo direito o que dizer. – Bem, até depois, Dani! Hoje ou amanhã manda uma mensagem pra gente dizendo se tá tudo bem, pode ser? – pediu e Daniel concordou; Deu um aperto de mão e um abraço em cada um e se despediu, fechando e trancando a porta.

Andou até a sala da casa de Elídio, estranhando a casa estar tão silenciosa, vazia e triste, sentindo falta da presença e alegria do namorado. Suspirou tristemente outra vez, desligando a televisão que só se falava do jogo perdido e andou em direção ao quarto já tão conhecido por ele.

─ Lico, amor... – Daniel chamou suavemente, dando duas leves batidas na porta. – Eu posso entrar?

─ P-pode... – a resposta demorou alguns longos e demorados segundos e quando Daniel escutou o tom de voz que Elídio havia usado, sentiu o coração apertar ainda mais com a voz chorosa e exalando tristeza.

Devagar, abriu a porta. Entrou no ambiente escuro e a fechou em seguida. Daniel viu que o namorado estava deitado na cama, estando de costas para si e, em passos cuidadosos, andou até o móvel, tirando os calçados e deitando atrás de Elídio, de conchinha, abraçando carinhosamente a barriga do namorado, que havia colocado uma mão em cima do braço de Daniel.

Ficaram em silêncio por incontáveis minutos, onde apenas ouviam o som de suas respirações.

─ Eu sei que você deve estar me achando um idiota... – foi Elídio a falar primeiro, soltando um longo suspiro em seguida. Daniel prestava toda atenção nas palavras do namorado. – ... É só que... porra! Era o nosso Hexa, sabe? Tinha tudo pra ser nosso, tudo! – começou a chorar outra vez, sentindo Daniel abraçá-lo mais apertado.

─ Você não é um idiota por estar triste por isso, amor. – Daniel disse com a voz baixa e calma, deixando um delicado beijo na nuca de Elídio, que havia parado de chorar há minutos. – Confesso que eu não entendo muito disso, como você sabe... Mas vejo como é algo muito importante pra você e te ver mal me deixa triste também. – deixou outro beijo na pele macia do namorado, ainda mantendo o abraço apertado.

Voltaram ao silêncio confortável de antes e, momentos depois, Daniel sentiu Elídio se mexendo, já sabendo o que ele queria fazer. Afrouxou o abraço e, instantes depois, Elídio estava deitado de frente para Daniel, que havia voltado a abraçá-lo, deixando uma mão nas suas costas, passando delicadamente a ponta dos dedos por cima da camiseta amarela que o namorado usava, fazendo um delicado carinho.

Mesmo no quarto escuro, Daniel percebeu Elídio envergonhado e sorriu compreensível, deixando um beijinho no nariz vermelho dele, que sorriu timidamente com o carinho recebido.

─ Dandan... – chamou.

─ Sim?

─ Nós ainda vamos conseguir o nosso Hexa, não vamos? – perguntou numa voz baixa. Daniel sorriu.

─ Vamos sim, amor. Na próxima Copa ele vai ser nosso! – foi otimista, ficando feliz e de coração quentinho com o sorriso pequeno e bonito que recebeu.

─ E nós vamos assistir todos os jogos juntinhos, certo? E dessa vez você vai deixar eu te comprar uma camiseta igual a minha, não vai? – questionou, sorrindo feliz ao escutar Daniel soltar uma risadinha.

─ Sim, amor. Vou fazer o que você quiser. – afirmou, deixando outro beijinho no nariz do namorado, que sorriu todo bobo, deixando um beijo na bochecha de Daniel como forma de retribuir o carinho.

─ E Dandan...

─ Sim?

─ Você deixa eu te ensinar sobre futebol e tudo mais? – pediu com olhos pidões e um biquinho nos lábios, sendo impossível Daniel negar. – Você é o melhor, Dandan! – animado, deixava vários selinhos na boca macia de Daniel, que apenas sorria, feliz pelo namorado ter parado de chorar, estando um pouco melhor do que estava antes.

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*06/31

One Shots - BarbixasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora