cara a cara e chocolate quente.

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*a cia bbxs não existe aqui* "daniel não estava nos seus melhores dias ultimamente. sorte que ele tinha elidio, seu amado namorado, para animá-lo nos seus piores momentos."

Ou

"a coisa favorita de elidio desde que havia começado a namorar daniel era ficar em casa com ele jogando qualquer jogo bobo, cantando juntos músicas bregas e românticas, arriscando-se na cozinha e, quando o frio chegava, ficar embaixo dos cobertores abraçados e quentinhos."

[ ... ]

─ Eu sou... – Daniel se perguntava qual seria a próxima pergunta que deveria fazer para Elídio. – ... Bonito? – questionou depois de segundos, com a mão livre no queixo, pensando nas possibilidades que sobrariam depois da resposta que tivesse.

Na casa de Elídio, brincavam do famoso jogo "quem sou eu?" – onde cada um segurava um papel na testa com o nome de algum famoso e deveriam acertar quem eram através de perguntas cujas respostas deveriam ser somente "sim" ou "não" – enquanto terminavam de beber seus chocolates quentes e uma fina chuva caía do lado de fora. E, se dissessem para o Elídio do passado que em dias chuvosos e frios, esse se tornaria o seu passatempo preferido, ele provavelmente riria na cara da pessoa.

Isso porque, antes de se esbarrar com Daniel numa calçada aleatória, pedir desculpas e eles trocarem meia dúzia de palavras meses atrás, Elídio era do tipo que não saía de baladas e festas. E bem, foi numa dessas em que ele se esbarrou com Daniel pela segunda vez na mesma semana. Ou melhor, salvou um Daniel extremamente assustado sendo preso contra a parede por um completo estranho, visivelmente bêbado, que tentava beijá-lo a força enquanto o agarrava.

Elídio, com toda sua fúria, foi até onde eles estavam e agarrou o homem pelas costas, derrubando-o no chão, tirando-o de perto de Daniel, que finalmente conseguia respirar melhor, controlando sua respiração e acalmando-se aos poucos.

Somente depois de toda essa confusão que os seguranças perceberam que havia algo acontecendo e foram até onde os três estavam. Elídio explicou rapidamente a situação e, no mesmo instante, ambos os seguranças levantaram o estranho do chão, levando-o para fora do estabelecimento, pedindo desculpas para Elídio e Daniel, este que estava com a respiração normalizada e consideravelmente mais calmo, sem perceber que estava de mãos dadas com o homem que havia o salvado.

Com tudo resolvido e a música tocando, com algumas pessoas dançando e outras conversando, ambos olharam para suas mãos juntas, ação que fez Daniel sentir as bochechas queimarem, morrendo de vergonha. Elídio sorriu bobo, achando aquilo adorável.

Daniel foi quem os separou, pedindo mil desculpas, completamente sem graça, ao que Elídio continuava com o sorriso bobo e leve no rosto, dizendo que estava tudo bem.

Após um Daniel ainda bem envergonhado agradecê-lo muito por ele ter o ajudado, Elídio sorriu, dizendo que não precisava agradecer por nada. Trocaram um sorriso pequeno, ao que Elídio perguntou seu nome e ambos ficaram o restinho da noite e madrugada conversando sem parar, onde Elídio acompanhou Daniel na água com gás, gelo e limão que ele havia pedido ao barman.

Daniel contou que era sua segunda experiência em uma balada e que definitivamente, aquele lugar não era para si. Elídio explicou que nem todas as festas haviam pessoas como aquele homem e que Daniel deveria tentar sair mais, ainda mais depois de saber o motivo que o levou para aquele lugar. Em certo momento, Daniel havia contado que tinha terminado um relacionamento extremamente tóxico e abusivo há algum tempo e quando finalmente considerou-se bem o suficiente, decidindo que sair para conhecer pessoas novas fosse uma boa ideia, havia tido uma péssima experiência.

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora