Tempestade e Calmaria.

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*Nota: Isso aqui está meio ~na verdade muito~  triste... Desculpa :( Então... estejam cientes disso se forem continuar e ler... Essa daqui é pra quem gosta de sofrer MESMO

*Mais um aviso: em certo momento, acredito que terá um gatilho pra quem tem ansiedade. Vou deixar um " * " no começo do trecho, assim podem pulá-lo... Ou simplesmente ignorem essa oneshot inteira e nos vemos em qualquer outro domingo <3

Mais uma vez, peço desculpas por isso aqui. E desculpem qualquer erro.

[ ... ]

Daniel estava arrasado, e consequentemente seu marido, Elídio, também estava. Ele odeia ver o amor de sua vida assim, todo abalado, frágil.

Elídio só queria pegar todos os sentimentos ruins que Daniel estava sentindo e jogá-los fora. Tudo o que Elídio queria era ver o sorriso lindo que Daniel tem, escutar sua risada gostosa, ver seus olhos brilhando ao contar sobre alguma ideia que pensou.

Elídio só queria poder voltar no tempo e impedir que aquilo tivesse acontecido.

Juntos há 9 anos, sempre foram bem discretos com sua relação. Só quem sabia eram suas famílias e amigos mais próximos, e com o tempo, foram contando aos poucos para mais amigos.

Sempre rodeados de amor, eram só sorrisos e risadas nos encontros com a galera. E também ficavam em alerta, disfarçando o relacionamento; somente 'brincavam' um com o outro quando percebiam que o ambiente estava praticamente vazio. Elídio nunca escondeu sua bissexualidade nas entrevistas, na mídia. Já Daniel, não se sentia confortável e bem o suficiente para falar abertamente sobre ser gay, então sempre dava a famosa "enrolada" quando alguém de fora de seu círculo de amigos perguntava "mas então, você tá solteiro? interessado em alguma mulher?" e Elídio e Anderson por estarem sempre por perto, o ajudavam a contornar o assunto.

Ao chegarem em casa, Daniel sempre pedia desculpas ao seu marido por se "esconder no armário" mesmo depois de tanto tempo. E sempre que pedia desculpas, ganhava uma "bronca" de Elídio, ao mesmo tempo que ele o puxava para um abraço, lhe fazendo cafuné.

Era sempre a mesma coisa: um pedido de desculpas, uma "bronca" de brincadeira, um abraço e um carinho. E no meio do abraço, Daniel sempre pedia desculpas mais uma vez e Elídio sussurrava "tá tudo bem, amor. eu não me importo de manter nosso amor em segredo. eu sei que você ainda tem medo, e tá tudo bem. se um dia você estiver pronto, vamos nos assumir. e se esse dia nunca chegar, tá tudo bem também." e então deixava um beijo na testa de Daniel.

Elídio compreendia totalmente o marido, e para ele, estava tudo bem manterem a relação em segredo. Eles se respeitam muito acima de qualquer coisa; além de que ninguém é obrigado a se assumir publicamente se não quiser, não estiver bem com isso, não estiver pronto.

E Daniel não estava pronto.

Era quarta-feira, quase dez horas da noite. O casal, juntamente com alguns amigos, estava em um barzinho, bebendo, rindo e jogando conversa fora. Por estarem praticamente em um ambiente vazio e acharem que não estavam chamando a atenção de ninguém, ficaram trocando carinhos, esquecendo tudo ao redor. Entrelaçavam as mãos, sorriam um para o outro, deixavam beijinhos nas bochechas, conversavam entre si sussurrando ao pé do ouvido, soltavam risinhos e certo momento, deram um rápido selinho, voltando a sorrir em seguida.

E infelizmente nem eles, nem ninguém da mesa tinha notado que 2 pessoas estavam filmando e tirando fotos do casal.

No dia seguinte, acordaram com seus celulares quase explodindo de tantas mensagens e ligações. O estrago já estava feito. As fotos e vídeos estavam espalhadas por toda a internet. Não tinha nada a ser feito.

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora