*a cia bbxs não existe aqui* "daniel tinha uma pequena queda pelo seu vizinho de andar, anderson. porém sendo bem tímido, nunca teve coragem o suficiente para chamá-lo para sair, visto que além de sempre ficar nervoso demais nos curtos encontros que aconteciam dentro do elevador, anderson estava acompanhado por amigos na maioria das vezes. mas bem, às vezes, bebidas alcoólicas podem dar uma ajudinha."
[ ... ]
─ Tem certeza que você consegue entrar sozinho, mano? – Evandro perguntou para Daniel.
Eles haviam saído para beber e conversar um pouco, porém diferente de Daniel, Evandro precisaria acordar cedo no dia seguinte, então ele apenas fez companhia para o amigo, o escutando desabafar sobre como o novo vizinho era lindo, ao que a todo momento, Evandro o incentivava a falar com ele, chamando-o para sair, num encontro. Contudo, Daniel sempre negava, bebendo mais um gole de vinho.
Daniel demorou alguns segundos para responder, raciocinando melhor.
─ Eu tô bem. – respondeu, tirando o cinto de segurança e abrindo a porta do carro. Saiu do veículo, sentindo a cabeça girar algumas vezes.
─ Tem certeza mesmo, Dani? – perguntou mais uma vez. Daniel assentiu, batendo a porta do carro e Evandro resolveu deixá-lo ir. – Certo, tudo bem. Só toma cuidado, lembra de trancar a porta e pensa melhor sobre o que eu te disse sobre chamar o cara pra sair, beleza? – sem uma resposta, esperou Daniel entrar dentro do prédio para ir embora.
Daniel sentia-se um pouco tonto, desorientado. Às vezes, parecia que o ambiente a sua volta estava se mexendo, então ele parava algumas vezes, encostando-se em alguma parede, fechando os olhos. Se sentindo melhor, voltava a caminhar até parar em frente ao elevador, tendo alguma dificuldade para apertar o botão.
─ Por Deus, nunca mais eu bebo na minha vida... – sussurrou para si mesmo, fechando os olhos por um momento, colocando ambas as mãos no rosto.
Em instantes, escutou o sinal denunciando que o elevador havia chegado. Destampou o rosto e, com certa dificuldade, entrou na caixa de metal.
Com certo esforço, conseguiu achar o botão do seu andar, apertando-o. As portas fecharam-se, ao que Daniel se encostou em um dos cantos, fechando os olhos novamente ao sentir tudo rodar ao seu redor.
Finalmente o elevador havia parado. Daniel abriu os olhos ao mesmo tempo que as portas abriram-se, dando de cara com o vizinho que descobriu o nome, Anderson, junto com mais alguns rapazes, os mesmos de sempre.
Daniel sentiu o rosto esquentar completamente, sabendo que estava terrivelmente vermelho.
Se obrigando a ficar o mínimo sóbrio possível, desencostou da parede e caminhou para fora do elevador o mais rápido e em linha reta que conseguiu, falhando no último segundo, praticamente caindo em cima do vizinho bonito, que o segurou.
─ Ei, calma. – Daniel arrepiou-se com a voz dele tão perto de si. – Você tá bem? – a voz soou preocupada.
Daniel, perdido nos olhos dele, demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo, sentindo as bochechas queimarem ainda mais ao perceber a posição em que estavam, se soltando dele, ficando em pé sozinho depois de alguns instantes se equilibrando.
─ Tô bem sim, bem. – respondeu meio enrolado, se obrigando a ficar o mais sóbrio que conseguisse, mesmo que sua mente lhe dissesse totalmente o contrário; Fora que o coração de Daniel estar disparado pela interação de segundos atrás não ajudava muito para que ele ficasse calmo.
Os amigos trocaram um rápido olhar entre si, não acreditando muito nas palavras dele, principalmente Anderson que talvez, apenas talvez, tivesse um certo interesse pelo vizinho que, muitas vezes, encontrava no elevador.
─ Tem certeza que tá bem? – o homem por quem Daniel tinha a pequena queda perguntou novamente e Daniel havia parado de raciocinar completamente quando percebeu o quão bonito ele estava, o quão lindos eram os olhos dele.
─ Vocêquersaircomigo? – quando menos esperou, as palavras escaparam extremamente rápido por sua boca, fazendo Daniel arregalar os olhos em total desespero e surto.
Anderson abriu a boca, em choque. Ele havia mesmo escutado aquilo? Olhou para os amigos, que devolveram o olhar completamente surpreso de Anderson.
Porém ainda não tendo certeza do que haviam escutado e sabendo do interesse de Anderson pelo vizinho fofo e bonito, Elídio resolveu tomar controle da situação.
─ Desculpa, você pode repetir? – perguntou, atraindo a atenção de um Daniel fazendo cosplay de Elmo, da Vila Sésamo.
─ A-ah, eu... eu... Eu queria... queria saber se ele quer sair... comigo... ? – deixando a bebida o controlar, Daniel finalmente havia falado o que tanto queria. Finalmente perguntou o que tanto queria perguntar.
Extremamente nervoso, se permitiu relaxar por um segundo ao ver um sorriso no rosto de Anderson, não percebendo que tanto quem havia pedido para ele repetir, tanto quanto os outros amigos dele, também estavam sorrindo.
─ Eu adoraria. – respondeu. Daniel abriu bem os olhos outra vez, não tendo certeza se havia escutado certo.
─ Vo-você disse... sim mesmo? – questionou meio perdido. Anderson não conseguiu segurar um riso.
─ Sim, eu quero sim sair com você. – com a confirmação, Daniel sorriu todo bobo, extremamente feliz, nas nuvens. E Anderson, vendo a cena na sua frente, não conseguiu evitar que um sorriso crescesse em seu rosto.
Os amigos apenas escutavam e assistiam tudo em silêncio, sorrindo contentes por eles.
Entretanto, percebendo que aparentemente nenhum dos dois tomaria mais uma atitude, Elídio resolveu interferir outra vez.
─ Ei, oi. – chamou a atenção dos dois, que olharam para Elídio. – Toma aqui, é o cartão com o telefone do Andy. – entregou o papel para o homem cujo nome não sabia ainda. – Liga pra ele, manda mensagem, qualquer coisa. Ele vai adorar. – piscou um olho, se afastando.
Daniel olhou para Anderson. Agora era ele quem estava terrivelmente corado.
Eles se despediram dos amigos de Anderson, porém antes de cada um entrar no próprio apartamento, trocaram mais algumas palavras.
─ Enfim, boa noite, Dani. – Anderson desejou, finalmente descobrindo o nome de seu fofo vizinho. – Se cuida, bebe bastante água e se precisar de qualquer coisa, eu tô aqui do lado, tá bem? – Daniel assentiu, sorrindo todo besta, não acreditando no que estava acontecendo.
─ Tá bem. – respondeu apenas isso, ainda sorrindo, fazendo com que Anderson sorrisse também, negando com a cabeça, ainda sem acreditar que finalmente iria sair em um encontro com Daniel depois de tanto tempo querendo isso.
Antes de se despedirem totalmente, percebendo a dificuldade de Daniel em colocar a chave na fechadura, Anderson se ofereceu para abrir a porta. Daniel aceitou e segundos depois, estava dentro de casa, agradecendo mais uma vez pela ajuda.
─ Sem problemas, Dani. Se precisar, só gritar. – sorriu, se afastando. Daniel sorriu, fechando a porta e, desistindo de colocar a chave para trancá-la, apenas colocou a correntinha do trinco de segurança.
Se afastou, indo até o sofá, sentando-se. Eufórico, ainda sentia-se um pouco zonzo, não acreditando que tinha o número de Anderson em mãos, tinha conversado com ele e finalmente o chamado para sair e o melhor: ele havia aceitado!
... Quem dizer, tudo realmente havia acontecido ou enquanto estava andando em direção ao elevador, Daniel caiu, bateu a cabeça e estava sonhando com tudo isso?
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One Shots - Barbixas
FanfictionCada "capítulo" será uma história diferente. Algumas mais fofas, outras +18, outras mais sérias e assim vai. Terá MUITO DANIDIO; mas não será só isso. Provavelmente sairá uma oneshot por semana, toda sexta-feira ou todo domingo. ( não prometo nada )...
