*a cia bbxs não existe aqui* "porque ás vezes, tudo pode desaparecer em um piscar de olhos, como fogos de artifício."
Ou
"porque ás vezes, promessas não são cumpridas."
[ ... ]
─ Você prometeu se casar comigo, Dandan... – Elídio murmurou entre soluços e lágrimas que não paravam de sair de seus olhos, escorrendo pelas bochechas.
Em frente á lapide, Elídio estava ajoelhado, não fazendo ideia de quanto tempo havia se passado. Só sabia que seus joelhos doíam, seus olhos ardiam, sua cabeça parecia que explodiria de tanta dor a qualquer momento, seu nariz estava entupido e escorrendo ao mesmo tempo, seu corpo inteiro doía, absolutamente tudo doía, principalmente o seu coração.
Hoje havia sido a cerimônia de casamento de seu melhor amigo Anderson com o amor da vida dele, Eduardo. Daniel seria padrinho juntamente com Elídio, mas devido as atuais circunstâncias, acabou entrando na igreja ao lado de Bella, uma grande amiga de Anderson, Elídio e Daniel.
Anderson foi extremamente respeitoso, adiando o casamento até que Elídio se sentisse bem o suficiente para participar dele. Anderson só não contava que quando perguntou ao melhor amigo se ele estava bem para enfim acontecer o casamento, Elídio fosse mentir e dizer que sim, estava tudo bem. Quando na verdade, nada estava bem e nunca estaria.
Mas Elídio sabia da enorme vontade que Anderson tinha de se casar com Eduardo e bem, ele conseguiria lidar com aquilo, certo? Ele esqueceria que estava terrivelmente triste, acabado, desolado e tudo isso e conseguiria focar apenas na felicidade deles, certo?
Bem, Elídio não parou de chorar desde a hora que entrou na igreja acompanhado de Bella até agora, sozinho no cemitério. Estava tão feliz por Anderson e Eduardo, porém não conseguia negar a grande tristeza que invadiu seu peito desde a hora que estava se arrumando e colocando aquele terno branco com uma rosa vermelha no bolso do paletó. Era muito injusto ele não ter tido a chance de se casar com Daniel, o grande amor da sua vida.
Elídio chorou até que seu corpo não tivesse mais lágrimas no momento e conseguiu parar um pouquinho antes da cerimônia terminar, batendo palmas e sorrindo quando o casal tão apaixonado trocou um delicado selinho, unindo suas testas e sorrindo como dois bobos apaixonados um para o outro. Aquilo havia sido demais para Elídio.
Assim que os recém casados deixaram a igreja, foi a vez dos padrinhos e madrinhas. Elídio se despediu de Bella, que ficou extremamente confusa e preocupada, perguntando onde o amigo iria. Ele apenas respondeu que precisava ficar sozinho um pouco, mas que logo apareceria na festa e que nem ela, nem Anderson, nem ninguém deveria ficar preocupado com ele, dizendo apenas que precisava se acalmar e depois iria para o local onde aconteceria a grande festa. Bella não teve chances de impedi-lo, que saiu praticamente correndo segundos depois. Ela só pensava se deveria contar isso para Anderson o mais rápido possível ou se deixaria ele dar falta de Elídio primeiro.
─ Aqui tá tão frio, Dani... – Elídio murmurou novamente entre soluços e lágrimas, se abraçando na tentativa praticamente nula de se esquentar no meio daquela noite fria. – Eu preciso que você me aqueça, Dani... Como você sempre fazia quando eu dizia que estava com frio... – fungou, sorrindo pequenininho em meio a tristeza e as lágrimas incessantes que escorriam por suas bochechas. Daniel tinha mãos quentes e sempre abraçava Elídio com força todas as vezes que precisava esquentá-lo.
Ah, se eles soubessem que aquele teria sido o último abraço que trocariam, será que ele teria durado mais tempo? Teria sido mais apertado?
─ Será que você sabia o quanto eu amava os seus olhos, Dandan? – Elídio sussurrou, conversando com o granito cinza na sua frente. – Seus olhos eram tão brilhantes... Os mais brilhantes que eu já vi em toda minha vida... – novamente, fungou, enxugando os olhos com as costas de suas mãos. E, com muita dor nos joelhos já que ainda estava ajoelhado ali, sentou-se no chão, cruzando as pernas. – Seus olhos eram tão, tão lindos, Dani... Eu amava o jeito como você me olhava... Você me olhava como se eu fosse a pessoa mais preciosa do mundo e você falava que eu era... – esboçou outro triste sorriso, sentindo seu coração tão, tão dolorido, voltando a chorar, não sabendo como ainda tinha lágrimas no seu corpo.
Por que teve que ser assim? Por que eles foram separados de uma forma tão brutal? Tão cruel? Tão triste?
─ Você amava fogos de artifícios... – comentou ao escutar o típico barulho dos estouros e ao olhar para o céu, encontrou as cores vivas e brilhantes explodindo, formando um verdadeiro espetáculo. – Você dizia que eles pareciam flores desabrochando no céu... Flores tão bonitas que de repente desapareciam... – disse ainda olhando para as cores no céu. – Eu sinto tanto a sua falta, Daniel. – a frase foi dita com tanta dor que Elídio colocou uma mão em cima do seu coração, voltando a chorar ao colocar os olhos novamente na lapide na sua frente. – E-eu preciso ver você de novo, Dandan... Por favor, por favor... – implorou não sabendo exatamente para quem ou o que.
Elídio chorava descontroladamente, até que sentiu braços ao seu redor, apertando-o com firmeza e força ao mesmo tempo que era carinhoso e acolhedor. Elídio sabia de quem eram aqueles braços. Ele sabia de quem era aquele abraço.
─ A Bella é uma fofoqueira... – murmurou entre o choro e Anderson o abraçou mais forte, sem machucá-lo. Ele estava atrás de Elídio, mas segundos depois, Elídio virou-se de frente para ele, aceitando o carinho, molhando a camisa social e o terno tão bonito que ele usava. Bella e Eduardo observavam a cena um pouco de longe. Eles também estavam chorando, assim como Elídio e agora Anderson também se acabava em lágrimas. – Me desculpa acabar com o dia mais feliz da sua vida, Andy... – Elídio murmurou com a voz abafada contra o peito do melhor amigo.
─ Vai ficar tudo bem, Lico... – Anderson sussurrou com a voz quebrada e chorosa ainda estando abraçado com Elídio, que chorava sem parar com o rosto grudado no seu peitoral.
─ Não vai ficar tudo bem, Andy... Nunca vai. – respondeu de volta e Anderson ficou em silêncio, apenas chorando baixinho junto com ele. – Eu sinto tanto, tanto, tanto a falta dele, Andy... – Elídio tirou o rosto do peito de Anderson, olhando nos olhos dele. E céus, Anderson conseguia sentir toda a dor que Elídio sentia através dos olhos molhados, pequenos, inchados e vermelhos dele. – Eu preciso que ele volte pra mim, Andy... – murmurou as palavras como se fosse uma prece, uma oração e Anderson não tinha o que fazer a não ser chorar junto com ele. – E-eu preciso ver o meu Daniel pelo menos mais uma vez... – Elídio voltou a grudar o rosto do peito dele, chorando sem parar.
Anderson tentava falar palavras reconfortantes, carinhosas, de amor, mas tudo apenas servia para Elídio chorar mais e consequentemente, Anderson também.
Era tão injusto que enquanto Elídio chorava pela dor de perder o grande amor da sua vida, quem causou tudo isso estava impune, vivendo sua vida normalmente e a vida de Elídio havia acabado completamente.
VOCÊ ESTÁ LENDO
One Shots - Barbixas
FanfictionCada "capítulo" será uma história diferente. Algumas mais fofas, outras +18, outras mais sérias e assim vai. Terá MUITO DANIDIO; mas não será só isso. Provavelmente sairá uma oneshot por semana, toda sexta-feira ou todo domingo. ( não prometo nada )...
