"Ele é meu namorado!"

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*a cia bbxs não existe aqui* "anderson estava conversando e se divertindo com alguns amigos quando um estranho lhe chama de "amor", deixando anderson e os demais na mesa bem confusos."

*ps: talvez eu tenha escrito essa com um pouco de ódio e ela tá um pouco agressiva? talvez sim... mas é isso aí, violência não resolve tudo, porém depende

[ ... ]

─ Oi, amor! – um rapaz bonito, com a respiração ofegante e um sorriso um tanto quanto nervoso no rosto apareceu na frente de Anderson, deixando-o completamente confuso, assim como seus amigos Elídio, Guilherme, Marco e Bella. – Até que enfim encontrei vocês! – percebeu o estranho olhar ao redor, parecendo procurar alguma coisa, ao que Anderson trocou olhares com os amigos, onde ninguém estava entendendo nada.

Segundos atrás estavam conversando e rindo na praça de alimentação do shopping e agora estavam sem entender nada. Era bastante tarde e o shopping estava praticamente vazio e com todos os restaurantes fechados já que era quase hora de fechar o estabelecimento.

Anderson resolveu se pronunciar.

─ Ah, é... Olá? – disse meio incerto, não sabendo ao certo o que falar. O estranho olhou para ele e Anderson notou o quanto seus olhos pareciam implorar por ajuda. – Você tá bem? – perguntou com cuidado.

Ele ia responder, até que um homem gritando e andando em direção a eles o impediu. O estranho apenas teve tempo de murmurar um "por favor, me ajuda" até que o homem que gritava, aparentemente chamando por ele, chegou onde estavam.

─ Eu já não disse pra você não sair de perto de mim, inferno?! – gritou raivoso. Anderson e os amigos observavam tudo, ao que Bella, disfarçadamente, começou a gravar com o celular. – Tô falando com você, Daniel! – o homem agarrou o pulso dele com brutalidade e Anderson sentiu o sangue ferver.

─ Me solta! – o estranho, que agora descobriram chamar-se Daniel, pediu com a voz alta, tentando, inutilmente, se soltar. – Nós não temos mais nada há meses, me deixa em paz! Me solta! Você tá me machucando! – implorou. Ele riu com deboche.

─ Para de dar escândalo e vamos pra casa. Anda! – gritou e quando foi puxar Daniel pelo pulso para que ele o seguisse, a voz de Anderson se fez presente.

─ Onde pensa que vai com o meu namorado, seu lixo?! – a voz era grossa, alterada e raivosa, competindo com a do homem que continuava segurando um dos pulsos de Daniel, ao que Anderson ficou em pé, segurando o outro pulso. Anderson segurava firme, porém ao mesmo tempo, delicado o suficiente para não machucar Daniel, que o olhou levemente aliviado, quase respirando normalmente por um segundo.

─ Namorado? – o homem debochou, olhando com desprezo para ele e para Daniel. – Faz um favor pra si mesmo e não se mete nisso, beleza? E você aqui. – apontou para Daniel, colocando o dedo indicador no peito dele, afundando o local e o machucando. – Vem logo pra casa antes que eu perca toda a minha paciência. – foi puxar Daniel novamente, contudo dessa vez, Anderson ficou na frente de Daniel.

─ Eu acho melhor você tirar suas mãos imundas dele ou... – ameaçou com a voz raivosa e, a cada risada debochada que ele dava, com mais ódio Anderson ficava. Os amigos de Anderson estavam preparados para ajudá-lo com o que precisasse.

─ Ou o que, babaca? – desafiou com desdém na voz. Anderson trincou o maxilar, assim como os demais na mesa.

Sem esperar mais nenhum segundo, com a mão livre, deu um golpe certeiro no rosto dele, fazendo o homem finalmente soltar o pulso de Daniel, se afastando, cambaleando para trás.

Segundos depois, com raiva, ele foi para cima de Anderson, este que foi rápido em deixar Daniel perto de Bella e seus amigos e sem dar chances para o adversário, acertou mais alguns socos pelo seu rosto e barriga, deixando-o gemer de dor no chão. Anderson não havia levado nenhum golpe.

─ Cadê a porcaria de um segurança quando precisamos de um?! – Elídio exclamou, procurando por algum por ali, estranhamente não encontrando ninguém.

Percebendo que o homem já estava bastante prejudicado - porém consciente - e que provavelmente não atacaria mais ninguém, Anderson deixou ele ali no chão, indo para perto de seus amigos e Daniel.

─ Ei, Andy! Você tá bem? – Bella perguntou. Elídio havia voltado para perto deles instantes antes.

─ Tô sim, amiga. Não precisa se preocupar. – sorriu pequeno para a garota, que sorriu de volta. Anderson observou Guilherme e Marco cuidando de Daniel, que estava chorando e com o pulso bastante vermelho, todo marcado pela agressão do homem. Decidiu se aproximar deles.

─ Ei. – se pronunciou, puxando uma cadeira e sentando-se próximo a Daniel, que bebia um pouco de água com um sachê de açúcar na tentativa de ficar mais calmo. Guilherme e Marco se afastaram, indo falar com Elídio e Bella. - Como você tá? – quis saber, perguntando com a voz cuidadosa.

Daniel devolveu o copo meio cheio para a mesa. Respirou fundo, um pouco mais calmo.

─ Tô bem, eu acho. – disse. – Apenas me sentindo culpado por ter metido você e seus amigos nessa confusão toda. – suspirou envergonhado, sem encarar Anderson, este que escutava tudo com atenção. – Eu vim no cinema sozinho e o filme terminou tarde. Quando saí da sala, entrei em pânico quando percebi que ele estava me seguindo e quando me vi sozinho com ele no corredor de cima, simplesmente saí correndo e por sorte, encontrei vocês. Eu só queria um dia de paz. – desabafou, ao que sentiu os olhos encheram d'água novamente.

Anderson pediu permissão para abraçá-lo e, segundos depois, Daniel estava chorando baixinho no ombro dele, recebendo carinhos em formato de círculos pelas suas costas.

Anderson sentia o coração apertar, angustiado. Havia acabado de conhecê-lo a literalmente menos de 15 minutos, porém sentia uma conexão, uma vontade absurda de proteger Daniel que não sabia explicar. Só sabia que precisava protegê-lo.

Minutos depois, percebeu Daniel mais calmo, entretanto continuou abraçado a ele. Elídio apareceu segundos depois.

─ Ei, Andy. – chamou. Trocaram um olhar triste, porém que no fundo, passava uma camada de ódio pelo que aquele homem havia feito com Daniel e o que mais ele poderia ter feito. – Nós chamamos a polícia e ela tá quase chegando. Expliquei mais ou menos o que aconteceu e provavelmente vai todo mundo pra delegacia fazer BO, tá bem? A Bella gravou tudo, temos provas que quem começou toda a briga foi ele. – explicou e Anderson assentiu. – Vou lá fora esperar por eles. – se despediu.

Anderson sentiu Daniel se mexendo, se separando de si.

─ Eu nem sei porquê vou lá. Já fui uma vez e o delegado só faltou rir na minha cara. – contou, se sentindo humilhado mais uma vez. – Não dará em nada mesmo, mas vamos lá, né? – sorriu pequenininho, finalmente olhando no rosto de Anderson.

Anderson não sabia ao certo o que dizer. Se limitou apenas a retribuir o sorriso e chamar Daniel para junto de Bella, Guilherme e Marco. Daniel concordou. Ambos levantaram e Daniel se desculpou novamente, abaixando a cabeça e fazendo massagem no pulso extremamente machucado e dolorido.

─ Não peça desculpas, por favor. – Anderson pediu, parando de andar. Daniel fez o mesmo, tomando coragem para olhar nos olhos dele. – Fico aliviado que você conseguiu nos achar a tempo antes que algo muito pior acontecesse. Eu não tenho nenhum arranhão sequer, então não tem motivos pra você se sentir culpado. – sorriu, recebendo um sorrisinho dele. – Agora vamos. Você agora faz parte do nosso grupinho doido de amigos que se ajudam em toda e qualquer situação, então se acostume. – sentiu o coração aquecer com a risadinha baixinha que recebeu.

─ Obrigado mesmo, Anderson. – agradeceu. Eles voltaram a caminhar, chegando perto dos amigos de Anderson, - e agora de Daniel também - que ofereceram sorrisos gentis e reconfortantes para eles.

Sentaram-se todos juntos, esperando Elídio chegar com a ajuda.

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One Shots - BarbixasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora