Nós nos perdemos.

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*Nota: Primeiramente, me desculpem ter sumido daqui. Mas como diz aquele ditado: quem é vivo sempre aparece! <3

E bom, pelo título vocês já devem ter percebido isso, mas mesmo assim vou avisar: essa oneshot é meio ~talvez muito~ deprê.

Me perdoem por isso :( Eu odeio escrever essas coisas, mas infelizmente precisei. Peço desculpas a vocês que provavelmente esperavam por outra coisa.

Então... agora que estão cientes do que vão ler, boa leitura a quem for continuar! <3

*Ps: Sei que deveria postar no domingo, mas resolvi adiantar um pouco. De qualquer forma, até qualquer domingo! <3

Pov Anderson

─ Andy, por favor entenda... – Eduardo falava, e a cada vez que eu ouvia sua voz, ficava com mais raiva. – Por favor, Andy, entenda o meu lado e... – não deixei que terminasse sua frase.

─ CHEGA! CHEGA DISSO, EDU! – gritei, colocando toda raiva possível na minha voz. – Não dá, não dá mais pra aguentar isso! – exclamei, levantando do sofá de minha casa. Andava pela sala, passando as mãos pelo meu cabelo, tentando não surtar ainda mais.

─ Andy, por favor... – praticamente suplicou. Eu estava de costas para ele, e imagino que o mesmo ainda continuava sentado no sofá. – Eu te amo, amo mesmo, mas...

─ Sempre tem o "mas"... – falei para eu mesmo, porém foi alto o bastante para ele ouvir.

Eu continuava de costas para ele. Não queria encará-lo. Não queria estar apaixonado por ele. Não queria que tudo fosse tão difícil.

Após segundos de silêncio depois de minha última fala, senti ele me abraçar por trás. Tentei me desvencilhar de seus braços, mas foi em vão. Não conseguindo me controlar, acabei deixando algumas lágrimas saírem de meus olhos, pois notei que ele chorava desde que me abraçou.

As gotas salgadas desciam pelas minhas bochechas. Eu chorava baixinho, enquanto Eduardo não conseguia se controlar, ainda estando atrás de mim. E por mais que minha raiva era enorme, não consegui ignorá-lo por muito mais tempo. Devagar, virei-me de frente para ele, encontrando-o com o rosto completamente inchado e vermelho, chorando de soluçar. Olhei em seus olhos totalmente tomados de lágrimas por alguns segundos e meu coração, que já se encontrava partido, conseguiu partir-se em mais pedaços.

Sem pensar, sem raciocinar direito, colei nossos corpos, abraçando-o. Senti ele me apertar, chorando em meu ombro. Não consegui segurar, acabei deixando mais lágrimas saírem de meus olhos, traçando um caminho pela minha pele, caindo em sua camisa. Isso dói tanto.

( ... )

Longos e dolorosos minutos passaram-se. Agora mais calmos, estávamos sentados no sofá, não muito próximos. Eu olhava para todos os lados e cantos, evitando olhar para o rosto dele. Ao mesmo tempo, sentia um olhar pesado sobre meu corpo. Sabia que ele estava me encarando. Sabia que ele queria falar mais, queria se explicar. O silêncio no ambiente era ensurdecedor.

─ Eu só queria que tudo fosse diferente... – escutei ele falar, ou melhor, sussurrar extremamente baixo.

Respirei fundo ao ouvi-lo e finalmente, virei-me em sua direção, encontrando-o com o rosto que exalava tristeza. Eduardo olhava em meus olhos, como se implorasse para que eu falasse algo. Contudo, ambos sabíamos que nada mudaria o que já estava feito. Eu já sabia e entendia que não poderia ter mais esperanças, e queria que meu coração também entendesse isso.

─ E tudo pode ser diferente... – falei baixo, ainda olhando em seus olhos. – Mas você não quer lutar por nós. – finalizei, desviando meu olhar para baixo.

One Shots - BarbixasOnde histórias criam vida. Descubra agora