" Quando senti seu cheiro de rosas me dei conta que jamais poderia me esquecer de você, os dias se passam e eu estou despedaçado, não encontro solução para tamanha dor. Querida não se vá, volte para o seu lugar, aqui, repleto de calor e luz, a escuridão não combina com você, volte."
- Esse maldito homem não entende que o amor é uma farsa?
Silêncio.
- Responda Nicolai, eu estou certa, não estou?
- Ah, sim madame, como sempre.
- Estou farta desse livro idiota, onde está o meu chá?
- Logo estará pronto minha senhora.
- Não demore!
- Claro, com licença madame.
- Espere!
- Sim Madame?
- Onde está aquela incompetente?- Já era pra estar aqui a tempos!
- Ela ainda não voltara, senhora.
- Espero que ela não falhe e me dê o que eu quero.- Agora Saia, traga o chá.
- Como quiser madame Aurora.
****
Jully*
Estar em seus braços era como sentir a brisa leve da praia, com o sol escaldante cobrindo meu corpo de proteínas. Seu beijo era como a luz no final do túnel, como a esperança procurada pela humanidade, ao seu lado eu sentia que o mundo era apenas um quarto onde eu poderia organizar tudo.
Ao sair do corredor e chegar a sala, encontrei Ares, Edgar e minha avó, ambos sentados em poltronas diferentes, seus olhares eram de tensão. Pude perceber que Edgar estava sangrando, seus lábios estavam feridos e seu olho vermelho. Logo fui ao seu encontro, me abaixei ao seu lado, levantei seu rosto triste e toquei seus ferimentos.
- O que houve Edgar?- Meu Deus você está sangrando!
- Não se preocupe.
Ele disse, logo em seguida retirou minha mão de seu rosto e me direcionou um olhar de tristeza. Me senti mal por ele estar assim e também não consegui entender como ele havia se machucado.
- Edgar, me diga, o que houve?
Perguntei mais uma vez, porém Dominik resolveu me repreender.
- Deixe-o Jully.
Mas eu não lhe dei ouvidos, eu queria cuidar de Edgar assim como ele cuidou de mim.
- Me deixe saber, eu preciso saber, não me prive de mais nada Dominik.
Edgar me encarou com os olhos vermelhos, eu não sabia dizer se era raiva ou dor.
- Pergunte para o seu querido Dominik, ele chegou como um monstro e logo começou a me agredir, eu estava quieto, ele veio com toda a violência possível, eu podia tê-lo matado, mas Ares estava lá para tirá-lo antes que eu pudesse me enfurecer.
Naquele momento senti raiva, como ele poderia ser tão vago, tão orgulhoso? Como poderia machucar Edgar que só estava me protegendo e me ajudando a saber toda a verdade? Ao contrário dele, que me escondeu tantas coisas, Edgar é realista, é companheiro e não mente. Esse ciúme doentio e obsessivo de Dominik com certeza iria me afastar dele. Era inadmissível esse comportamento infantil vinde dele e ele iria ter que me escutar.
- Como ousa? -Como ousa?
Falei me levantando e o empurrando contra a parede.
Ares não moveu um músculo, Edgar me olhava incrédulo e minha avó estava quieta e pensativa.
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Aos 18
ActionPlágio é crime!! Crie! Após perder a mãe, Jully Evangeline consequentemente tem que ir viver com seus tios, Cresce sem saber o paradeiro de seu pai, odiando o mesmo por ter abandonado a família. Quando tudo parece bem, faltando uma semana para o seu...
