Um filme passou pela minha cabeça, um terror invadiu minha mente,
tudo que eu acreditava era mentira.
A angústia voltou à tona quando meu pai disse aquilo sobre minha mãe,
as lágrimas escorriam em alta velocidade.
Tomei frente à conversa, mesmo sem forças.
- Como assim assassinada?
Falei gaguejando em meio aos soluços.
- Isso é bem complicado de dizer.
- Por que? Diga Logo! Eu tenho o direito de saber!
Exigi socando a mesa com força.
Ele me olhava sem expressão nenhuma em sua face. Me encarava como se eu fosse alguém que ele não conhecia.
Eu estava com muito ódio, porque eu tinha a impressão que ele era realmente o culpado pela morte dela.
Ele é um mafioso odiado por muitos, lógico que minha mãe seria um alvo, e certamente eu também.
A ficha começou a cair, um flash back iniciou-se em minha mente.
Aqueles homens atrás de mim, a desconfiança de Ares. A preocupação de Dominik.
Eu estava sendo procurada por ser filha de quem sou?! Essa é a única lógica que me convencia.
Me perdi em meus pensamentos, ele não me respondeu mais.
Eu me levantei empurrando a cadeira, não queria ficar mais nenhum minuto ali.
Eu não conseguia entender por que ele não me contava a verdade de uma vez por todas.
Fiquei em pé por alguns segundos olhando para ele, apenas via tristeza em seu olhar.
Me virei e fui andando em direção à porta.
- Espere Jully!
Ele finalmente disse, levantando-se rapidamente.
- Vai me contar a verdade?
Perguntei olhando para trás.
Ele assentiu que sim, voltei e me sentei junto a ele. Eu estava suando frio, estava aflita e com medo do que ele iria me dizer.
- Muitas pessoas desejam a minha morte, eu não posso confiar em ninguém, a anos atrás eu estava prestes a ser morto pela máfia Argentina, ainda muito novo e inexperiente.
Mas como um milagre que caiu do céu o chefe argentino me propôs um acordo.
Ele cessou à fala, mexendo-se na cadeira inquietante, me olhou nos olhos e retomou a história.
- Bem querida, dai em diante começou o meu inferno.-Eu estava com medo, fui pressionado a aceitar.
- Aceitar o que?
Perguntei sem paciência.
Ele tocou meus cabelos mais uma vez, sorriu de leve. Não era um sorriso alegre, era triste e angustiado.
- Pai?
Perguntei, com anseio que ele saísse de seus pensamentos.
Ele tirou os olhos de meus cabelos e tocou meu rosto. Eu senti um aperto no coração.
Lágrimas transbordou de seus olhos negros.
Segurei sua mão em meu rosto e a coloquei em meu peito.
- Sinta, ele bate! Eu estou viva, meu coração esta querendo a verdade. Eu não vou conseguir mais dormir. Você deveria entender que isso faz parte da minha história.
Eu já não aguentava sentir tanta angústia.
- Sim, me desculpe Jully, eu não estou tão piedoso como antes. Se algo te acontecer eu não sei o que sou capaz de fazer.
- Nada vai me acontecer.
Falei segura, mas minha mente falava ao contrário.
Tudo poderia acontecer daquele momento em diante.
Ele começou a tossir colocando a mão sobre a boca.
Após, me olhou e começou a falar.
- Valentim Fênix me fez uma proposta para que os dois lados da máfia pudessem ser aliados. Mas eu teria que...
Eu estava ansiosa, mas um dos guardas interrompeu meu pai antes que ele terminasse de me falar o que era o acordo.
- Senhor Christopher a visita acabou.
O guarda disse puxando meu pai violentamente da cadeira ao meu lado.
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Aos 18
ActionPlágio é crime!! Crie! Após perder a mãe, Jully Evangeline consequentemente tem que ir viver com seus tios, Cresce sem saber o paradeiro de seu pai, odiando o mesmo por ter abandonado a família. Quando tudo parece bem, faltando uma semana para o seu...
