— Yan! — eu o chamei assim que as portas principais foram fechadas atrás de nós. — YAN!
— Não! Nós não temos tempo, Josephine! Eu vou avisar o Dener! — ele rebateu ao dar passos raivosos pelo corredor principal.
— Por favor! Me deixa consertar! — eu pedi. Na verdade, eu estava pronta para implorar mesmo sem saber se, realmente, estraguei as coisas. E Yan rapidamente virou de volta para mim.
— Como? Você vai lá fora acabar com todos eles sozinha? — debochou Yan. — Não se mexa! Não faça nada!
— Você ia acertar nele? — eu insisti. — Como pode ter tanta certeza?
— Eu não tenho! Mas esse é o problema! — O tom de Yan ficava cada vez mais sério, e seus olhos arregalados, fixos em mim, me faziam querer chorar. — Você nem me deixou tentar!
Yan estava magoado, mas existe algo maior do que isso agora.
— Ele ainda seria a pedrinha fora do lugar, Yan! Você errando ou acertando não faria diferença! Os outros iam ouvir!
— Será? Bom, agora nós nunca vamos saber! — com uma última encarada, Yan me virou as costas e saiu apressado pelo corredor.
Merda!
Desajeitadamente, eu tirei as alças pesadas da mochila dos ombros e a deixei cair no chão, sem largar as facas.
— O que você está fazendo? O que você vai fazer, Josie? — Haven se enfiou na minha frente. Contrariando sua curiosidade, ela parecia entediada. — Não dá para você ouvir ele?
— Eu tenho que fazer alguma coisa.
— Você não vai nem falar com seu irmão? — ela tentou mais uma vez.
O que é isso? Por que raios ela não está surtando?
— Quê?
Não esperei por mais nada e me afastei das duas meninas quase correndo até as escadas.
No mundo normal, o inspetor Phil parecia sentir no seu âmago quando corríamos pelos degraus. Ele surgia com sua cara desapontada acompanhada de uma advertência e dizia: "Para quê tanta pressa? O mundo não acaba amanhã!". Éramos obrigados a, pelo menos, obedecer na sua frente.
Eu tenho uma notícia, inspetor Phil! O mundo realmente acabou em um desses "amanhã"!
Sem inspetor para diminuir minha velocidade, eu fui o caminho inteiro às pressas, mas tive dificuldade para subir a escada vertical dentro do armário do zelador com as mãos ocupadas.
Pisando no cascalho do telhado, eu calculei para onde ficava a outra escola e me aproximei perigosamente da borda lateral do prédio. Perfeito. Daqui eu tenho uma visão ótima da merda que pode acontecer.
Eu passei dois minutos olhando fixamente para lá. Com a imaginação, eu marquei por onde os monstrengos viriam, até Dener aparecer.
É claro que ele também viria até aqui.
— Alguma coisa? — sua voz ecoou depois do ranger da claraboia.
— Não.
Yan subiu logo depois dele, e parecia aliviado ao ver os arredores da escola livres de monstrengos.
— O que você acha? — o xerife soltou ao cruzar os braços e, de relance, me encarou. Estava falando comigo.
— Isso importa?
— Se eu perguntei — ele se virou para mim, sério. — Eu já sei o que o Walsh acha, só quero saber se vocês dois concordam mesmo.
Eles já conversaram tanto assim?
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DEVIR
Fiksi RemajaDE.VIR [S.M] 1. Constante mudança. Vir a ser. Tornar-se. 2. Lei geral do universo, que cria, destrói, reconstrói e ensina. Eu li uma vez que o ser humano é desadaptado do mundo. E talvez seja mesmo, por isso está sempre no topo da cadeia. Vida ou m...
