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Capítulo 13

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Londres, Inglaterra.
Mariana Sharma.

Eu não estou acreditando nisso! Tínhamos sido banhadas em água de chuva e eu estava prestes a entrar em colapso. E tudo isso porque? Porque um idiota resolveu passar por dentro de uma poça de água depois que Siena e eu saímos do Shopping. Maravilha. Nossa sorte foi que nossas roupas não foram danificadas graças as sacolas e o miserável não teve coragem de parar para pedir uma droga de uma desculpa. Mas tudo bem, isso era para eu aprender a nunca mais dar ouvidos a Siena quando ela sugerir sair em dias chuvosos. Meu único consolo era saber que ela estava bem mais furiosa do que eu por estragarem o modelito dela. Mas sério, isso é desumano, com certeza ele nos viu, mas mesmo assim não reduziu a velocidade. Cretino. Estava andando batendo os pés quando a voz de Siena surgiu atrás de mim.

_ Mari, espera._ chamou.

_ Adianta, Siena. Detesto saber que estou ensopada de água de poça, aí que raiva._ falei irritada.

_ Não me lembra disso._ implorou.

Não respondi. Não respondi porque eu queria poupar fôlego até em casa, porque os taxistas não quiseram molhar o estofado de seus bancos e Xavier não atendia o telefone, então só me restava ficar quieta e torcer para que chegasse em casa antes da chuva. Em quanto dava passos largos, a buzina de um carro soou bem atrás de mim e depois notei o motorista parar no acostamento. Mas, o que me deixou surpresa foi ver quem desceu carro. Não tinha como esse dia ficar pior, depois de tudo que passei ainda tenho que ver o rosto irritante desse homem? Sério? Tentei fingir que não tinha visto, mas não deu muito certo pois o mesmo entrou em minha frente fazendo com que eu me chocasse com ele.

_ Qual o seu problema?_ perguntei sem um pingo de paciência.

_ No momento, sua impaciência._ rebateu.

_ Isso é sério?_ perguntei sarcástica.

_ Entra no carro._ falou.

Não precisei de palavras para responder tal comentário, sei que minha expressão foi o suficiente para que ele entendesse o que estava sugerindo.

_ Não._ respondi.

De maneira nenhuma eu entraria naquele carro e com ele. Não somos amigos e não gostamos um do outro. Ele me incomoda. Eu o incomodo. Porque ele me ofereceria algo assim? Não tem nenhum sentido. Nem mesmo sei o nome dele então para mim ele era um completo estranho. Estava decidida a virar as costas e sair daquele lugar o mais rápido possível quando ele puxou meu braço e foi como se tivesse queimado por dentro. Fúria. Era isso que eu estava sentindo. Como ele se atreveu? Puxei meu braço de volta, mas não resolveu nada, então o encarei.

_ Você está horrível. O tempo não está bom e com certeza até que você chegue em casa, vai tomar uma bela chuva. Então, há não ser que você queira pegar uma gripe ou pneumonia, sugiro que entre no carro._ Respondeu mais sério do que jamais o vi.

Eu podia sentir cada parte do meu cérebro que estava raciocinando direito concordar com o que ele havia falado. Mas eu não conseguia. Não queria está no mesmo espaço que ele. É sufocante e meus nervos ficavam a flor da pele. Quando estava prestes a negar mais uma vez, uma gota de chuva caiu em mim e então percebi que até o universo estava contra o que eu queria.

_ Não pense que eu vou ficar bem com você por isso._ falei.

_ Em algum momento me ouviu dizer algo desse tipo?_ perguntou sem emoção.

ARGH! Não deixei que falasse mais uma palavra e entrei dentro do carro. Siena logo me seguiu e por fim ele. Ficamos em silêncio em quanto ele dirigia e agradeci por isso, ao menos não estava forçando a barra entre nós, talvez ele só estivesse querendo ajudar ou talvez tenha uma outra intenção por trás disso. Observei pelo canto do olho e o mesmo estava concentrado na estrada. Não se virou nenhuma vez para mim ou para Siena e fiquei satisfeita porque pelo menos ele não era um tarado. Fiquei observando as pessoas pela janela do carro e em como eles corriam para encontrar um lugar seguro da chuva e também notei um casal com um guarda-chuva. O homem corria com uma das mãos envolta da cintura da moça e a outra segurava o guarda-chuva. Tinha que dizer que estava com saudades com Christopher, muitas saudades e o triste é que não sabia dizer quando o veria de novo, com certeza ele deveria está atolado de coisas para fazer e logo eu também ficaria, então só se por um milagre mesmo.

_ Então vocês não são amigos._ comentou Siena, quebrando o silêncio.

_ E com certeza você é muito observadora._ respondeu ele sarcástico.

Revirei os olhos.

_ Há, agora eu entendi. Você é o vizinho que ela não gosta, não é?_ respondeu e senti um pouco do veneno nas palavras.

_ Se você diz._ respondeu.

_ Você tem nome?_ perguntou ela.

_ Você para de falar?_ respondeu ele.

_ Se você falar seu nome, eu paro._ falou ela.

_ Vocês tem o que? Cinco anos? Sie, por favor. Não fique puxando assunto com ele, sainda não percebeu, ele é um grosseirão._ comentei.

Siena deu um sorrisinho e virou o rosto. Algum tempo depois estávamos em casa e eu não perdi tempo para descer do carro e ir para dentro do saguão, Siena fez o mesmo e deixou para que ele trouxesse nossas compras. Fiquei surpresa ao vê-lo realmente trazê-las ao invés de nos mandar buscar.

_ Obrigada._ agradeci.

Ele acenou e eu peguei minhas sacolas de suas mãos, pegamos o elevador e não demorou até estarmos em nosso andar. Entramos em casa e eu corri para o banheiro, deixando as sacolas em um canto do quarto, tirei toda roupa e em seguida mergulhei meu corpo na água quente, lavei o meu couro cabelo e em seguida fiz uma boa hidratação, passei sabão por todo o corpo e depois me enxaguei por completo. Desliguei o chuveiro, enrolei uma toalha no corpo e outra em meu cabelo e sai do banheiro. Tirei de minha cômoda uma peças de roupas aleatórias, penteei meu cabelo e em seguida voltei para sala.

_ Sie, vai tomar um banho para não adoecer._ falei em quanto pegava um antigripal na gaveta de remédios.

_ Irei mesmo. Mas, por favor. Tire essas roupas incríveis de dentro da sacola._ respondeu e seguiu para o banheiro.

Depois de ter tomado meu remédio, fui fazer o que ela pediu. Tirei todas as roupas da sacola e depois as coloquei em cima da cama, preciso admitir que fiquei apaixonada pelos looks que Siena escolheu para mim e achei que ela me conhecia melhor do que eu mesma.

Meu querido vizinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora