Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Capítulo 42

14 1 0
                                        

Londres, Inglaterra.
Sebastian Sharpe.

Não aguentava ficar naquela mesa por nem mais um segundo, eu não conseguia evitar olhar pra ela. Mariana estava muitíssimo sexy e eu odiava a mesma por isso. Toda vez que olhava para ela sentia o desespero de querer tocar seus lábios, estava ficando sem ar. Me amaldiçoei por ir até o banheiro encontrá-la, pois agora estava com um problema entre as pernas. Mas, não a segui pra isso. Queria brigar com ela, brigar por a mesma não ter me ouvido e ido embora, agora era visto como o cara insensível. Tudo bem, é verdade, eu sou um cretino, filho da mãe mesmo. Mas não gostava de ser com a Dakota. Isso me deixava furioso. Todos estavam bêbados, a Mari não tinha voltado do banheiro ainda e por um instante fiquei preocupado. Não podia ter dado as costas, e se acontecesse algo com ela? Porra. Quando estava levantando, o cheiro de cereja me invadiu por completo. Aí meu pai.
Mariana sentou-se ao lado daquele idiota do seu namorado e o mesmo sorriu para ela. Um bêbado chato, sem dúvidas. Dakota tinha um tempo que havia falado desde suas queixas e quando fez menção de dizer alguma coisa, o Jhonny falou.

_ Sério, preciso transar com alguém hoje. _ suas palavras eram emboladas devido o álcool.

_ Eu até iria com você se não fosse tão bruto com as palavras. _ respondeu Sie, entre risos.

_ Siena, minha belíssima ruiva. Me permita ir contigo para a cama. _ pediu ele com um certo brilho nos olhos.

_ Finalmente! _ berrou Christopher.

_ Não. _ respondi de imediato.

Todos estavam me olhando confusos como se eu não tivesse o direito de decidir por eles. Dei de ombros, realmente não tenho, mas assim que eles decidiram encher a cara, alguém tinha que pensar por eles e não deixaria que fizessem algo sério para ambos quando não estavam 100% conscientes.

_ Não pode mandar em mim, Bashsinho._ falou Jhonatan.

_ Você está bêbado, não deixarei que a leve para a cama nessas condições. _ foi tudo que disse.

_ Eu não me importo. _ respondeu Siena.

_ Sim, você se importa, Siena. Amanhã quando souber qual era sua intenção essa noite, vai se arrepender muito. E também me recuso ver o Jhonatan sendo chamado de coisas que ele não é._ respondi, afiado.

_ Mas..._ tentou Siena.

_ Siena, chega. Precisamos ir embora. _ disse Mariana.

Siena pareceu desistir ao ouvir a voz de Mariana e eu agradeci aos céus por isso. Peguei a mão de Dakota e a mesma não fez menção de soltar e fiquei feliz por isso. Deixei umas notas em cima da mesa e chamei o garçom para encerrar por hoje. Chamei o Jhonatan para irmos, e esse não quis ir de imediato, mas depois desistiu. Deixei-o em casa e segui silenciosamente até o meu ap ainda com Dakota ao meu lado. Eu sei que era o responsável por sua atitude essa noite, mas não podia dizer que não fiquei com raiva ao ver ela expor nossa vida privada a todos os que estavam conosco aquela noite. Eu sei, são nossos amigos. Mas era a nossa vida, a minha e a dela e não queria terceiros. Por sorte, Mariana ainda não tinha chegado ou se já tivesse, não perdeu tempo do lado de fora e soube que ela realmente levaria a sério o que havia dito sobre não nos sermos mais amigos. No início achei que conseguiria, mas agora, pensar nessa possibilidade estava me deixando louco. Entrei em casa e não disse uma única palavra, precisava tirar aquela roupa, pois seu cheiro estava lá, preso a elas. Não queria isso. Não queria ser atormentado por ela, mas não conseguia evitar, era como se pudesse voltar para minutos atrás quando eu a tinha presa a mim e aquela parede, podia sentir o roçar dos nossos narizes enquanto sentia o descontrole em sua respiração. Ela também me queria, mas foi mais forte que seu desejo e eu precisava ser mais forte também, seria mais forte.

_ Sebastian. _ Dakota chamou baixinho.

Virei para ver a mulher que estava parada bem na minha frente. Era linda. Seus traços finos e meigos, cabelos lisos e loiros contra a sua pele clara e os seus olhos, havia desejo neles. Ela mordiscou o lábio inferior e imaginei a fazendo implorar. Fechei os olhos. Ouvi seus passos se aproximando e eu respirei fundo quando seus dedos me tocaram, passearam por meu rosto e depois pararam em meus lábios. Quando abri os olhos, a beijei. Não era igual, era inocente  e doce. Conseguia sentir o cuidado querendo tomar conta de mim, querendo ser gentil com ela. Era totalmente diferente do que senti quando beijei Mari, não conseguia pensar direito, era um sentimento devastador querendo tomar conta de mim, me dominar e isso me deixava louco, pois eu não queria perder o controle de nada que diz respeito a mim. Esqueça Mariana, Bash. Sim, era o que eu iria fazer. Esquecê-la. Beijei Dakota com mais vontade e ela grunhiu contra a minha boca. Ergui a mesma e coloquei suas pernas presas em meu quadril e a levei para o meu quarto, tinha algumas semanas que ela e eu não tínhamos feito nada e confesso que eu estava com saudades. Deitei-a em minha cama e retirei com um certo cuidado suas roupas e suspirei baixinho quando vi sua peça íntima de renda no tom rosa bebê, deixava-a parecida com uma boneca de porcelana. Espalhei beijos pelo seu corpo e ao tocar em sua pele macia fiquei muito excitado, tracei uma trilha até o cós da sua calcinha e calmamente tirei a mesma, separei suas pernas e puxei o corpo dela para vir de encontro aos meus lábios. Dakota gemeu.

_ Estava com tantas saudades disso, Bass. _ sua voz era trêmula.

Suas mãos foram de encontro ao meu cabelo e se encarregaram de se enfiar dentro dele. Eu a saboreava e brincava com sua parte sensível e a mesma perdia o controle. Me afastei apenas para inserir meus dedos dentro dela.

_ Bass..._ sussurrou.

"Bass" sua voz ecoou dentro da minha mente e um sentimento furioso e violento tomou conta de mim. Tirei minhas roupas e me coloquei dentro de Dakota. Ela gemeu alto e se moveu para que se acostumasse comigo. Assim que me deu permissão, comecei a me mover na mesma. Entrava e saia com cuidado, mas com agilidade. "Bass" sua voz surgiu novamente, o que me deixou ainda mais decidido a tirá-la de meus pensamentos, estava com Dakota e nada mais importava. Debrucei-me por cima dela e a mesma cravou suas unhas em minhas costas, senti ela estremecer e notei seu peito subir e descer de maneira descontrolada e soube que esta não iria demorar. Pensei em tudo que me deixava ainda mais excitado com ela, em como ficava linda nua, na sua boca, em seu olhar, suas mãos em mim e cada vez eu aumentava o ritmo, mas o que me deixou louco a ponto de alcançar o clímax, foi por um descuido, pensar na Mariana e em quando ela estava sob mim com aquele pijama e depois gemeu contra meus lábios. Não me segurei. Cheguei ao clímax pensando na maldita moça da casa ao lado. Que inferno. Sai de dentro da Dakota e quando ela me abraçou eu senti uma vontade tremenda de chorar.

Meu querido vizinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora