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Capítulo 2

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Londres, Inglaterra.
Mariana Sharma.

Demorei mais do que eu gostaria de admitir até achar a porcaria da pizzaria. Estava tão brava que eu quase desisti de comer, mas quando penso no tanto que corri atrás dela, minha única vontade era come-la sozinha.
Finalmente eu estava de volta ao hotel e quase chorei de felicidade, pois estava muito frio e não tinha colocado roupas próprias para isso. Enfim, andei em direção ao elevador e não demorou até eu estar em um corredor muito bem decorado e cheio de portas em um tom mais claro para combinar com o tom das paredes. Segui até o meu apartamento e quando cheguei, fiz o possível para equilibrar a caixa em uma das mãos, em quanto tirava a chave da bolsa e abria a porta.

_ Cheguei._ falei ao entrar.

_ Aí, finalmente!_ disse Siena, pulando do sofá e vindo em minha direção.

_ Estava ficando preocupado já. Onde achou?_ perguntou Chris.

_ Centro._ respondi dando de ombros.

Uau. Aquele cara realmente não quis me dizer a localização, que cruel.

_ O que importa é que ela achou, vem, vamos comer._ falou Siena e tomou a caixa de minhas mãos.

Coloquei minha jaqueta em cima do sofá e em seguida, fui até o banheiro e higienizar as mãos. Prendi meu cabelo no alto da cabeça e molhei o rosto para tirar minha expressão insatisfeita com o Chris. Minutos depois, voltei para sala onde eles se encontravam sentados no chão e comiam pedaços de pizza. Me sentei ao lado de Siena e tirei uma fatia grande da pizza de moçare-la.

_ Então, assim que terminarmos aqui eu irei para casa, Mari. Amanhã voltarei se quiser para ajudar na organização do apartamento._ falou Siena quebrando aquele silêncio.

_ Se você tiver outras coisas para fazer, não se preocupe comigo, tá? Eu me viro._ falei e sorri.

_ Bom, eu iria visitar uns ateliês que minha prima me informou que tinha aqui._ respondeu

_ Que incrível, Sie! Pode ir tranquila. Ficarei bem aqui._ falei e mordi mais um pedaço.

_ Eu queria ficar mais com você, Mari. Mas, meu pai me mandou mensagem em quanto você foi comprar a pizza e tenho que está amanhã na empresa para uma reunião de negócios._ disse Chris.

Apesar de termos nos desentendidos, não pude deixar de ficar mal ao ouvi-lo dizer tais coisas. Nós tínhamos combinado que ele iria ficar até eu terminar de me organizar aqui em Londres, mas o trabalho é mais importante e era obrigação dele cumprir os compromissos e deveres, então eu tinha que entender.
Ao perceber que eu havia demorado para responder, Chris segurou minha mão livre, o que fez com que eu despertasse dos meus pensamentos.

_ Há, tudo bem._ falei, por fim.

_ Tudo bem mesmo?_ perguntou.

_ Chris, responsabilidades é responsabilidades e eu não vou ficar no caminho._ disse.

Eu não queria que tivesse sido uma indireta pra ele, mas caso tenha sido, seria bom também. É bom que ele saiba que eu o apoio no que faz e talvez assim, ele fizesse o mesmo por mim sem que fosse necessário todas as discussões.
Horas depois, Siena tinha recebido uma ligação de sua prima e disse que precisava ir, nos deu um aceno de boa noite e se retirou. E claro que eu me ofereci para levá-la até em baixo, porém ela insistiu que eu ficasse aqui com o Chris. Não tive muita escolha, pois ele disse que gostaria de conversar comigo. Tudo bem, se pela primeira vez ele queria conversar, então era o que nós dois iríamos fazer. Ao fechar a porta, me virei em sua direção e cruzei os braços para que fosse óbvio que eu estava esperando ele começar.

_ Olha, eu odeio brigar com você. Odeio saber que você está irritada comigo._ começou.

_ E eu odeio saber que você odeia o fato de eu ter escolhido morar aqui._ falei.

_ Eu só não gosto da ideia de está longe de você, Mari. Poxa, você podia ficar e trabalhar comigo na empresa. Você é excelente!_ respondeu.

_ Chris, por mais que eu adore passar o tempo com você, eu tenho minha vida. O que você faria se eu te chamasse para morar aqui e estudasse arquitetura?_ rebati.

_ É diferente, lá está praticamente tudo certo. Não correria o risco de frustações, caso não fosse como eu planejei._ falou e eu ri com escárnio.

_ Você acha que eu não vou conseguir?_ perguntei.

_ Não. Não é isso. Você é fantástica, Mari! Eu só tenho medo de que a vida real não saia do jeito que você espera._ tentou explicar.

Para alguém que não queria falar sobre o que estava acontecendo, ele parecia ter pensado em tudo.

_ Bom, não posso e não vou ficar colocando ou tentando fazer você entender o porquê eu quis vir para cá. Estou cansada e acordo cedo na manhã seguinte._ falei, desanimada.

_ Então será dessa forma? Eu irei embora com a gente nesse clima?_ perguntou com um tom triste.

Eu realmente não queria que as coisas ficassem assim entre nós. Mas, o que eu posso fazer? Era da minha vida que estávamos falando e na sua vez, o apoiei e o incentivei de uma maneira bem admirável, se me permitem dizer.
Quando ele percebeu que eu não tinha nada a dizer, suspirou e então veio em minha direção e me abraçou forte. A princípio, eu não me movi, mas ao perceber que ele estava indo embora para longe, coloquei meus braços ao redor de sua cintura e me permitir captar seu cheiro e a sensação de ser tocada por ele. Me doía pensar que ele estaria longe, mas eu já sabia que isso seria uma consequência das minhas escolhas e por mais que doesse, não iria mudar a minha decisão.
Ao se passar alguns minutos, Chris se afastou apenas para que pudesse me olhar e depois selou nossos lábios para um beijo suave e delicado. Amava beija-lo. Seus lábios eram macios e muito delicados. Estava me deliciando com seu beijo quando senti suas mãos serem postas em cada lateral do meu rosto, seus polegares começaram a fazer movimentos circulares e meu coração se aqueceu. Algum tempo depois, paramos o beijo, mas não ousamos nos afastar um do outro. Ficamos ali, com nossas testas coladas uma na outra, e por um momento, silêncio reinou entre nós.

_ Eu preciso ir._ sussurrou ele.

Meu coração se apertou e automaticamente eu coloquei minhas mãos por cima das suas, que ainda se encontravam postas em meu rosto.

_ Eu sei._ sussurrei de volta.

Nos afastamos apenas para nos olharmos e foi aí que percebi as lágrimas se formarem em seus olhos.

_ Eu amo você, tá?_ disse e ofereci um sorriso.

_ Eu também te amo, mari._ respondeu e em seguida beijou minha testa.

_ Eu acompanho você até lá em baixo._ disse e ele concordou.

Não demoramos muito e então seguimos até a recepção do hotel. Não tinha movimento devido o horário, 21:59 P.M. Se aqui fosse o Brooklyn, essa recepção e os lugares estariam barrotados de pessoas, talvez fosse por esse motivo que eu tivesse estranhado um pouco, mas com um tempo eu iria acabar me acostumando. Chris e eu saímos do hotel e ele fez um gesto com a mão para chamar um táxi, fiquei surpresa com a velocidade de que um parou bem em nossa frente. Chris se virou em minha direção e me deu um beijo rápido.

_ Nos vemos em breve._ disse e sorriu fraco.

_ Até breve._ repeti e o vi partir.

Meu querido vizinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora