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Capítulo 53

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Londres, Inglaterra
Mariana Sharma.

Estava fechando a porta do quarto quando seus braços envolveram minha cintura e sua voz ecoou em meu ouvido.

_ Gosto desses joguinhos de fingir se odiar na frente dos outros, é um bocado excitante. _ comentou divertido.

_ Bash, fale baixo ou eles irão nos ouvir. _ respondi evitando sorrir.

_ Estou falando baixo. _ respondeu e em seguida beijou meu rosto. _ Mais é legal, não é? _

_ Por que você acha isso? _ perguntei enquanto virava para ele e cruzava os braços.

_ Porque eu fico imaginando você tentando fingir desprezo quando tudo que quer é estar comigo. _ parou por um momento como se ponderasse algo. _ espera, você já fazia isso. _

Revirei os olhos e tentei fingir que não concordava com ele enquanto me deitava na cama. Parte de mim queria estar na sala, ouvindo tudo que o Jhonatan e a Siena conversavam. Será que eles se resolveriam? Ou decidiriam ser apenas amigos? Até agora eu não tinha ouvido nenhuma elevação de voz, o que era bom, pois ele estava se saindo bem com ela, não que a Sie fosse do tipo que fazia escândalos, mas nunca se sabe. Saí dos meus pensamentos quando minha cama afundou e seu cheiro tomou conta de mim. Deitei-me de lado para poder observá-lo um pouco antes de mais tarde, eu adorava a cor de seus olhos e como eles combinavam com seus traços do rosto. Sua tonalidade meio clara lhe dava o contraste ideal para os seus cabelos escuros e sedosos e não preciso nem comentar sobre sua definição corporal, Sebastian era maravilhoso.

_ Gosto quando me olha assim. _ sussurrou

_ Assim como? _ perguntei

_ Como se eu fosse a coisa mais interessante do mundo. _ respondeu sem jeito e eu beijei seus lábios.

_ Você é. _ respondi.

Seus dedos vieram de encontro ao meu rosto e traçaram um caminho até meus ombros onde ele pousou suas mãos com carinho.

_ Amanhã terei um dia cheio na empresa. _ comentei com ele.

_ Por quê? _ perguntou interessado.

_ Vamos dar início ao projeto que criamos. Auxiliar nossos colegas para que as ideias não fujam da ideia principal. _ respondi

_ Que seria? _

_ Um prédio moderno, porém com seu charme rústico. _ disse e em seguida o encarei. _ me lembra muito você, sabia? _ perguntei e ele ergueu uma sobrancelha.

_ Sério? E por quê? _ perguntou bastante curioso.

_ Porque eu te acho um cara moderno, mas ainda sim com um toque mais antigo. _ comentei

_ Está me chamando de velho? _ perguntou fingindo ofensa e eu ri.

_ Não, espera. Conservador é a palavra certa. _ respondi tentando não sorrir tanto.

Sebastian ficou em silencio por uns segundos e depois me ofereceu um sorriso que fez com que seus olhos brilhassem. Meu Deus, como conseguia ser tão lindo?

_ Tudo bem, tem razão. Sou mesmo um pouco "antigo". _ falou enquanto me puxava para cima do seu peito e levava suas mãos para dentro do meu cabelo.

_ E você, o que fará amanhã? _ perguntei

_ Irei para clínica, preciso realizar alguns exames nas crianças para saber se houve algum sinal de melhoras com o tratamento. _ respondeu ele de forma tranquila.

_ Sabe, um dia posso ir conhecê-los? _ Falei enquanto me erguia para olhar em seus olhos.

_ Você quer ir conhecê-los? Isso é sério? _ perguntou não escondendo sua felicidade.

_ Se for possível, sim. _ Respondi

Bass não perdeu tempo e então selou nossos lábios em um beijo rápido e depois me abraçou forte.

_ Você me faz feliz, Mari. _ sussurrou e eu quase chorei ao ouvir tais palavras.

_ Você também me faz feliz, Bass. _ respondi, sorrindo.

Ficamos deitados por um tempo e eu quase peguei no sono se não fosse pelo medo de Siena e do Jhon entrarem no quarto e nos pegarem deitados juntos na cama, como se estivéssemos a ponto de fazer uma fusão um no outro. O celular dele vibrou algumas vezes e notei quando ele ficou um pouco tenso sobre mim e soube que as mensagens eram de Dakota. Tentei não ficar pensando muito nisso, pois eu sabia que iria acabar estragando esse momento perfeito e ele pareceu pensar o mesmo já que logo pude ouvir sua voz dizendo.

_ Sabe, acho que irei te chamar de Ana. _ comentou e não pude deixar de erguer minha sobrancelha.

_ Por quê? _ perguntei.

_ Todos te chamam de Mari ou Mariana, quero ter um apelido único. _ respondeu dando de ombros.

_ Gostei de Ana. _ respondi sorrindo. _ Irei chamá-lo de Sean. _ disse por fim.

_ Sean? _ perguntou um tanto confuso.

_ Sebastian, sean. Peguei as duas primeiras e as duas últimas letras. _

_ Tudo bem então, desde que só você me chame por esse apelido estranho. _ disse brincalhão

_ Ei. _ fingi chateação

"Ainda estão vivos?" perguntou Siena do lado de fora e praticamente empurrei o Sebastian de cima da cama, sussurrei um pedido de desculpas e o mesmo fingiu negar antes de seguir em direção a janela do quarto.

_ Finalmente acabaram! _ falei enquanto saia do quarto.

Ao entrar na sala, reparei que ambos estavam corados e ofegantes. AI MEU DEUS, eles ficaram. Olhei para Siena e a mesma continha um brilho nos olhos, não sabia descrever o quanto estava feliz por eles.

_ E aí, me contém tudo. _ falei, animada.

_ O que? Nem morto que eu irei falar. _ respondeu Jhonny

_ Está brincando, não é? Porque eu não fiquei preso naquele quarto com ela atoa. _ dessa vez foi o Sebastian que falou.

E sim, ele tinha razão. Era muito divertido fingir que não nos dávamos bem um com o outro, eu precisava de todo meu alto controle para não explodir em uma gargalhada ou de tesão por ele. Mas, como uma boa atriz que sou, cruzei meus braços e coloquei minha melhor cara de brava e disse.

_ Ao menos uma vez na vida ele está certo sobre algo. _ falei dando de ombros.

_ Como é? _ perguntou.

_ Tá! Qualquer coisa para fazer com que vocês calem a boca. _ disse Jonathan por fim.

_ Obrigado! _ respondemos em uniosso.

Tentei com todas as forças fingir desprezo ao olhar para ele, mas quase colocava tudo a perder quando aquele idiota decidiu piscar para mim, contei até dez e depois voltei ao personagem. Siena logo começou a falar todos os detalhes, o que deixou o Jhonny um pouco sem jeito e o Bass riu alto alegando que ele estava sentindo na pele o que o mesmo sentia quando o Jhon fazia essas coisas. Sie também explicou que como tudo era novo para ambos, decidiram não forçar as coisas e deixar tudo acontecer normalmente, o que eu super concordei e tal. Depois decidimos assistir um filme e mais tarde ambos foram para casa.

Meu querido vizinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora