Londres, Inglaterra.
Mariana Sharma.
Estavam todos meios bêbados. Sebastian, Sie, Jhonatan e eu e ficamos chocados quando a Dakota disse que também iria querer e então eu soube que algo tinha acontecido entre ela
e o Sebastian. Christopher tinha pouca tolerância ao álcool então estava muito animado e o Jhonny empurrava cada vez mais shot para ele. Nesse momento, Siena concluiu que estavam bêbados o bastante para serem sinceros e então começaram a brincadeira. Sebastian e eu não nos falamos e acredito que nós estávamos nos saindo muito bem em evitar um ao outro. Pelo menos era nisso que queria acreditar, que não olhei para ele em nenhum momento e que não prestei atenção quando seu olhar parou em mim por alguns minutos ou quando mordeu o lábio inferior para evitar responder as idiotices que o Jhonatan estava berrando. Meu Deus, eu não era nada boa em evitar o Sebastian.
_ Anda, queremos saber se sua primeira vez você só fodeu ou fez amor, como disse minha amiga, Mari. _ perguntou Jhonny ao Chris.
_ Perdi com uma garota do colegial, não foi amor nem de longe. _ respondeu ele.
_ E você Jhonatan, quanto tempo tem que não leva uma garota para cama? _ perguntou Siena.
_ Desde que você chegou aqui. _ respondeu ele e sorriu.
_ Quer levar minha amiga para cama, cara? _ perguntou Christopher.
_ Quero. Espera, não quero. Não sei. _ disse Jhonny.
_ Você é mesmo um idiota. _ Siena disse e sorriu.
_ Iria para cama comigo? _ perguntou Jhonny.
_ É claro que ela iria, não está vendo que ela só está esperando você pedir isso para ela? _ a voz do Chris saiu embriagada.
_ Homens são péssimos nesse departamento. É inevitável, Chris. _ respondeu Dakota.
_ Como assim? Por que acha isso? Somos muito bons em dizer as coisas. Eu por exemplo digo quando quero levar a Mari para cama. _ disse Chris e eu quis enterrar minha cabeça na terra.
Sebastian olhou para mim rapidamente e em seguida para o Chris e depois para Dakota.
_ Sorte da Mari então. Eu por outro lado, não tive essa sorte, Sebastian não fala comigo. _ respondeu Dakota.
Fiquei tensa e reparei que o Sebastian também ficou e que sua expressão tinha ficado ainda mais séria que o normal.
_ Por quê? O que esse idiota não te fala, Dak? Eu direi tudo para você. _ respondeu Jhonny.
_ Dakota. _ murmurou Sebastian.
_ A gente discutiu hoje porque eu fui até a casa dele conversar, mas advinha? Ele se recusa a me dizer o que é que deixa ele tão tenso, não quer me contar por que está me evitando. _ Dakota estava meio bêbada por isso essa sinceridade repentina.
Não consegui não olhar para ele enquanto ela falava. Quer dizer que ele só teve coragem de se abrir comigo? Por quê? Por que eu e não ela? Era horrível ver o que eu tinha causado a eles, aquele afastamento, os segredos, tudo. Argh!
_ Sério, cara? Você deveria manter uma boa relação com ela. Não é, Mari? _ disse Chris.
Demorei para responder somente porque o Bash direcionou o olhar em minha direção. Queria vomitar. Odiava está sob pressão. Odiava ser a causa dos problemas dos outros. Que merda.
_ em? _ insistiu Chris.
_ sim..._ disse baixinho.
Sebastian sorriu com escárnio.
_ Está vendo? Se você fosse sincero comigo isso não estaria acontecendo, até a Mari concorda. Ela tem sorte de ter o Chris. _ reclamou Dakota.
Levantei-me da mesa e segui em direção a casa de banho. Não aguentava mais. Não aguentava vê-la dizer aquelas palavras ou ouvir as coisas que a deixava mal. Era por minha causa que ela estava triste. Lágrimas escorriam pelos meus olhos, mas eu não as impedi. Precisava pôr para fora tudo que estava sentindo. Raiva. Confusão. E algo que também não conseguia dizer o que era, Sebastian sentia o mesmo ao que parece.
Por que deixei que ele me beijasse? Por que quis que ele me beijasse? Tudo teria sido evitado se eu tivesse ido embora quando ele mandou. Eu poderia ter evitado tudo isso, mas não conseguir deixá-lo sozinho, porque me doeu de uma maneira brutal vê-lo chorar ao ponto de perder total controle. Por que estava sentindo isso? Ou melhor, por que se quer eu estava pensando nisso? Preciso tirá-lo dos meus pensamentos.
Respirei fundo e então fui até o lavabo e molhei meu rosto. Enxuguei o mesmo e ajeitei alguns fios do meu cabelo e quando estava abrindo a porta para sair, fui empurrada para dentro mais uma vez. Não consegui captar o que aconteceu até que senti o seu cheiro. Menta e vinho. Meu coração parou, estava presa contra a parede e podia sentir o calor do seu corpo devido nossa proximidade. Fiquei em silêncio. Soltei um som baixo apenas quando vi o mesmo socar aquela maldita parede, sua respiração estava irregular quando ele disse.
_ Estou furioso comigo e com você. _ sussurrou e fechei os olhos para me controlar.
_ Também estou furiosa comigo e com você. _ respondi no mesmo tom.
Estávamos demasiado perto e pelo que eu lembre, não terminou muito bem da última vez que ficamos assim.
_ Dakota brigou comigo e agora está contando para todos na mesa que eu não sou sincero e que não divido as coisas com ela, e ainda por cima tem aquele seu namorado idiota. _ falou ele. _ como serei sincero com ela, Mariana? Como serei sem contar que beijei você? Sem contar que fiz o que disse que não faria sem antes avisar para ela? _ sussurrou enquanto levava seus polegares para minha bochecha para acariciá-las.
Tudo em mim queimava. Era estranho, mas de algum modo me prendia, não conseguia sair dali ou ter forças para pedir que saísse.
_ Não consigo beijá-lo._ sussurrei e seus dedos pararam em minha bochecha como se para me ouvir. _ não consigo porque sei que seria errado fazer quando não consigo tirar o maldito beijo da cabeça. _ falei ainda sem saber o porquê eu disse.
_ Odeio isso, odeio não conseguir tirar você dos meus pensamentos._ disse ele, baixinho.
Seu nariz roçou no meu e me peguei desejando que nossos lábios se encontrassem outra vez. Me peguei querendo sentir seu gosto em meus lábios e me odiei ainda mais por isso. Minhas mãos seguraram seus braços e fizeram carinho neles, Sebastian respirou fundo como se lutasse para não fazer aquilo que nos deixou em uma situação ruim com pessoas queridas para ambos. Ficamos por um bom tempo apenas sentindo o roçar dos nossos narizes e então tomei coragem para dizer.
_ Não podemos mais nos ver. _ sussurrei.
_ Mari. _ chamou meu nome baixinho.
_ Bash, você sabe que é o certo a se fazer. _ eu disse.
Ficamos em silêncio e novamente ele bateu as mãos contra a parede. Estremeci. Sebastian se afastou de mim, mas antes me olhou no fundo dos meus olhos.
_ Que seja. _ respondeu assumindo um tom frio como de quando nos conhecemos e saiu.
Fiquei na casa de banho por mais uns minutos.
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Meu querido vizinho
RomansaMudar geralmente é uma decisão muito difícil, principalmente quando o futuro parece tão incerto. Muitas pessoas estão acomodadas e acostumadas com a rotina que levam que tem medo do novo, medo de que alguma mude e estrague a vida "perfeita" que se e...
