Parte 18 ( As Droncas )

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O medo daquele animal deixa Janina com as pernas bambas e  sem saber o que fazer. Ela encara aquela criatura que salta de cima do ônibus caminhando lentamente em sua direção. A jovem então dá lentos passos para trás quando; a imensa onça ruge novamente fazendo a garota se virar e correr para dentro de uma sapataria.

No estabelecimento, Janina se esconde atrás de um balcão e agachada fica a espiar por uma fresta a imensa onça tentando entrar na loja. Ela observa o animal que; por causa de seu tamanho não consegue passar pela porta e irritado começa a força-lá violentamente. De repente, a criatura para dando uma sequência de rugidos com sons diferenciados; em seguida, inspira o ar fortemente o soltando em forma de uma chama de fogo forte e longa. Apavoradíssima a jovem corre na direção do fundo da loja passando por uma larga entrando que dá acesso a um tipo de estoque.

Chegando nesse depósito ela se depara com uma porta aos fundos, mas a mesma encontra-se fechada; gritando a garota tenta força-lá só que não tem sucesso. Enquanto isso, ela ouve um grande barulho e percebe que a gigantesca onça conseguiu entrar na loja e vêm se aproximando em sua direção. Janina então se atira ao chão deitando atrás de uma prateleira de ferro.

Orando muito e também tremendo, a garota ouve o animal inspirando o ar novamente e voltando a cuspir fogo agora incendiando todo o estoque. A chama começa a arder próximo da jovem que rola até o canto da parede. Chorando, Janina se senta fechando os olhos e com as mãos na cabeça começa a gritar:
- Vai embora daqui!!! Suma seu mostro! Me livra desse coisa meu Deus!

Foi quando fortes sons de tiro fazem a garota se assustar abrindo os olhos. Ela percebe que a criatura começa a se debater derrubando varias pratilheiras, em seguida tudo se acalma e apenas o som de materiais sendo consumidos pelo fogo predomina no ambiente. A jovem então esculta uma voz perguntando:

- Ei! Tem alguém ai? Tem alguém ai? Se tiver pode aparecer! Sou amigo. Repito... Tem alguém ai!?

Janina reconhece aquela voz, é a mesma do homem baixo forte e barbudo da ambulância quanto o do entregador que foi em seu apartamento. Ela então  se levanta e anda lentamente até avistar o indivíduo, que traja uma roupa marrom com chapéu e botas da mesma cor mas com tons claros lembrando um caçador, além de estar com uma imensa arma nas mãos e diversas outras presas pelo corpo. Também possui uma bainha com um tipo de facão e um sinto imenso parecendo de um herói dos quadrinhos.

O homem ao ver Janina começa a perguntar se ela está bem enquanto se aproxima. A garota fica paralisada a observar o cidadão tão quanto aquele imenso animal caído e sem vida. Quando ele chega de junto da jovem, ela aponta trêmula na direção da entrada onde outra imensa onça invade o deposito já cuspindo fogo.

Rapidamente o homem agarra a garota e se lança ao chão esquivando-se das chamas. Em seguida, ainda deitado, ele atira na porta dos fundos arrebentando a maçanete e a mesma se abrindo. O sujeito pede para Janina caminhar agachada com ele até a porta. A dupla então a cruza saindo nos fundos da edificação, dentro de um estacionamento onde dão de cara com mais quatro onças gigantes.

- Meu Deus! O que vamos fazer?

- Acalme-se garota. Eu tenho muita experiência em lhe dar com "droncas."

- Com o que?

Depois eu explico. Agora quero que você tape bem a boca e o nariz e também prenda a respiração. Há! E não solte do meu braço!

O homem retira três pequenas bombas no formato de esferas  de seu sinto e antes que as onças gigantescas atacassem; ele lança os artefatos que soltam muita fumaça. Um tipo de gás bem fedido que irrita os olhos e dá muita coceira.

Puxando Janina fortemente, o cidadão a conduz por entre os carros no estacionamento; enquanto as criatura parecem gemer de dores miando igual a gatos feridos. Mais a frente, os dois pulam uma mureta dando acesso a uma rua onde lá, param junto a um carro. Tossindo muito, com muita coceira e olhos irritados, Janina pergunta:

- Quem é você? O que está havendo?

O homem então abre a porta do passageiro para a garota e pede para ela entrar, ela entra; em seguida ele diz:

- Vamos sair logo daqui antes que apareçam mais droncas. Depois eu explico tudo no caminho enquanto fugimos em meu carro esportivo possante. 

O Caso JaDiOnde histórias criam vida. Descubra agora