- Pode atirar garota! Não tenho medo! Pois é o que eu mais desejo... Ser morta.
Espantada, Janina pede para aquele mulher repetir o que disse:
- Faça logo o que pretende fazer comigo! Estou pronta para morrer.
- Você acha que eu não tenho coragem!? Então prepare-se para ser exterminada!
- Já estou preparada. Agora só falta você atirar!
Com o olhar fixo nos olhos daquele linda jovem, JaDi começa a refletir sobre a situação:
"Isso deve ser algum truque desse tal sino para tentar me enganar e ceifar minha vida. Mas se não for? Apesar da maldição dessa floresta... Essa garota! Esse lugar tão magnifico! Pode ser que ela saiba algo que possa me ajudar a encontrar logo o governante desse ambiente. É melhor eu poupá-la. Vai que essa jardineirinha seja apenas uma mente inocente e desesperada conectada ao sino. Ou quem sabe ela seja o próprio governante."
- O que espera caçadora? Atire logo! - Uma lagrima então escorre do olho direito de Pureza.
- Não.
- Como assim!? É...
- JaDi. Me chamo JaDi.
-JaDi, porque desistiu de me matar?
- Acho que... Como posso dizer... Resolvi aceitar seu convite para entrar no jardim.
- E qual seu motivo de mudar de ideia? Parecia tão decidida em me matar!
Janina então cruza a porteira e começa a caminhar pelo jardim, enquanto isso Pureza a segue a questionando novamente. Depois de uma breve caminhada, a caçadora para, retira seu chapéu, arruma o cabelo, limpa o suor da testa com as costas da mão esquerda, repõe o chapéu o prendendo novamente abaixo do queixo com a tira, dizendo em seguida:
- Garota, acho que não sou digna de tirar a vida de ninguém sem ter certeza do que estou fazendo. Sinto que você está numa situação parecida com a minha. Agora me mostre seu jardim tão maravilho e me conte sobre você. Quem sabe me convença a matá-la, como deseja. Se eu aceitar seus argumentos.
Sorrindo, pureza ultrapassa JaDi e depois pede para segui-la até seu castelo. Surpresa e irônica a caçadora pergunta:
- Que dizer que além de ser uma "Pureza" você também é uma "princesa"?
- Sim. Uma princesa de um paraíso perfeito... Até demais.
- Seja mais claro Pureza!
- É que depois que... Ele se foi... Esse paraíso se tornou vazio. Eu fui unica que restou. Pois fui a unica do reino da deleitação que não teve coragem de ir procurá-lo.
- Procurar quem?
- No meu castelo que lhe digo tudo e durante a nossa caminhada, vou falando sobre diversas coisa... Como essa estrada coberta de rosas que não morrem; onde podemos pisar sem receio nelas... Igual você está fazendo agora. Aliás... Vou contar tudo que quiser sobre meu o jardim.
- E no seu castelo posso perguntar o que eu quiser?!
- Sim. Enquanto tomamos uma bebida, eu conto tudo.
- Essa bebida não é um suco de maracujá com camomila?
- Mas o que é maracujá? E camomila?
Soltando um ar de alivio e dizendo "esqueça" JaDi pede para Pureza conduzi-la até essa o tal castelo o mais rápido possível.
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O Caso JaDi
General FictionApós um acidente terrível, Janina desperta em seu quarto e sua vida passa a ser um complexo enigma! O que será realidade? Suas memórias são apenas fantasias? Em quem confiar? No que confiar? Muitas perguntas e respostas que vão deixar nossa salvador...