Parte 43

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- Pode atirar garota! Não tenho medo! Pois é o que eu mais desejo... Ser morta.

Espantada, Janina pede para aquele mulher repetir o que disse:

- Faça logo o que pretende fazer comigo! Estou pronta para morrer.

- Você acha que eu não tenho coragem!? Então prepare-se para ser exterminada!

- Já estou preparada. Agora só falta você atirar!

Com o olhar fixo nos olhos daquele linda jovem, JaDi começa a refletir sobre a situação:

"Isso deve ser algum truque desse tal sino para tentar me enganar e ceifar minha vida. Mas se não for? Apesar da maldição dessa floresta... Essa garota! Esse lugar tão magnifico! Pode ser que ela saiba algo que possa me ajudar a encontrar logo o governante desse ambiente. É melhor eu poupá-la. Vai que essa jardineirinha seja apenas uma mente inocente e desesperada  conectada ao sino. Ou quem sabe ela seja o próprio governante."

- O que espera caçadora? Atire logo! - Uma lagrima então escorre do olho direito de Pureza.

- Não.

- Como assim!? É...

- JaDi. Me chamo JaDi.

-JaDi, porque desistiu de me matar?

- Acho que... Como posso dizer... Resolvi aceitar seu convite para entrar no jardim.

- E qual seu motivo de mudar de ideia? Parecia tão decidida em me matar!

Janina então cruza a porteira e começa a caminhar pelo jardim, enquanto isso Pureza a segue a questionando novamente. Depois de uma breve caminhada, a caçadora para, retira seu chapéu, arruma o cabelo, limpa o suor da testa com as costas da mão esquerda, repõe o chapéu o prendendo novamente abaixo do queixo com a tira, dizendo em seguida:

- Garota, acho que não sou digna de tirar a vida de ninguém sem ter certeza do que estou fazendo. Sinto que você está numa situação parecida com a minha. Agora me mostre seu jardim tão maravilho e me conte sobre você. Quem sabe me convença a matá-la, como deseja. Se eu aceitar seus argumentos.

Sorrindo, pureza ultrapassa JaDi e depois pede para segui-la até seu castelo. Surpresa e irônica a caçadora pergunta:

- Que dizer que além de ser uma "Pureza" você também é uma "princesa"?

- Sim. Uma princesa de um paraíso perfeito... Até demais.

- Seja mais claro Pureza!

- É que depois que... Ele se foi... Esse paraíso se tornou vazio. Eu fui unica que restou. Pois fui a unica do reino da deleitação que não teve coragem de ir procurá-lo.

- Procurar quem?

- No meu castelo que lhe digo tudo e durante a nossa caminhada, vou falando sobre diversas coisa... Como essa estrada coberta de rosas que não morrem; onde podemos pisar sem receio nelas... Igual você está fazendo agora. Aliás... Vou contar tudo que quiser sobre meu o jardim.

- E no seu castelo posso perguntar o que eu quiser?!

- Sim. Enquanto tomamos uma bebida, eu conto tudo.

- Essa bebida não é um suco de maracujá com camomila?

- Mas o que é maracujá? E camomila?

Soltando um ar de alivio e dizendo "esqueça" JaDi pede para Pureza conduzi-la até essa o tal castelo o mais rápido possível.

O Caso JaDiOnde histórias criam vida. Descubra agora