Parte 88

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JaDi agora se encontrar dentro da área dimensional do sino conhecida como "Portas do isolamento."

Mas antes de analisar e explorar o ambiente, ela retira a bolsa da cintura onde está Ataner, dando um nó na ponta para impedir que o clone saia.

Assegurada que sua inimiga está bem presa; ela analisa o local, onde se depara com um tipo de céu rosado com nuvens amareladas, um chão escuro com uns dez centímetros de água com forte aroma de maçã. Ao redor de todo local, há apenas portas de madeira esverdeadas flutuando sem rota, algumas chegam a se colidirem. O local também emite uma sequência de luzes coloridas em intervalos de cinco segundos.

- Diogo tinha razão! Esse lugar é muito confuso! Para onde será que estás portas levam? E esse aroma agradável de maçã? Esse céu sinistro? Essa sequência de luzes!? Branca, azul, rosa, preta e vermelha. São muito irritantes e incomoda os olhos! Mas... eu sei quem tem as respostas para tudo isso.

Janina liberta a fada, depois repõe a sacola na cintura e diz:

- Me dê o celular! Inseto.

- Sua maldita! Estava sufocada! E você acha que vou entregá-lo assim... Tão fácil?

- O que você vai querer em troca?

- Sua lealdade.

- Nunca.

- Então... - Ataner voa até uma  das portas verdes e ameaça - Vou jogá-lo nesse mundo artificial e nunca mais irá encontrá-lo.

- Pode jogar que depois eu acho. Nem que isso demore um pouco!

A falsa fada começa a rir sem parar.

- Qual a graça fedorenta?

- A Renata não lhe deu nem uma instrução sobre esse lugar?

- Apenas disse que eu venceria!

- Pelo jeito... Ela não gostou de você!

- Cale a boca! Ela confiou muito em mim que até se sacrifício para que eu pudesse está aqui.

- É mesmo queridinha?! E se por acaso eu não querer mais ajudá-la? Como vai se virar sozinha nesse lugar? Há... Já ia me esquecendo! Obrigada por matar aqueles dois fardos.

- Pare de deboche... E vamos por um fim em tudo isso!

- É o que mais quero JaDi.  Então vai colaborar?

- Me de o aparelho! Agora se quiser jogá-lo dentro de um desses portais... Pode jogar!

Com um sorriso sínico, Ataner se aproxima de Janina onde a mesma se posiciona para atacar com o martelo.

- O garota... Me de algum objeto seu?

- Para que? Seu demônio azul.

- Me dê e verás!

JaDi entrega a bolsa do Fruim ao clone, sempre mantendo a guarda. A falsa fada então sorri e voa até outra passagem a abrindo e jogando o objeto dentro. Em seguida, a porta desaparece e um tipo de embaralhamento ocorre com as demais.

- Viu só o que ira acontecer se eu jogar o celular em um desses mundos!

Janina, apesar de preocupada com o ocorrido, continua sem aceitar a proposta do clone.

- Já mais vou me unir a você.

- Se é assim!!!

Ataner abre outra porta e faz mesão de arremessar o celular quanto JaDi grita:

- Não faça isso!

- Você vai querer colaborar!?

- Me leve ao tal de... Socram. E depois penso em seu caso.

- Infelizmente eu não sei onde ele está exatamente. Se esqueceu que sou um clone e apenas tenhas uma intuição aguçada da Renata! Eu nunca estive aqui.

- Que droga... Eu havia esquecido. - JaDi respira fundo e pergunta - Tá... Eu ajudo você. Mas depois me dê o aparelho!

- Certo... Sábia decisão. Agora me siga. Antes; deixe-me ver algo.

Ataner fica a olhar para o horizonte por quase meio minuto; depois sorri e fala:

- Já decorei a sequência das cores! agora me siga.

O Caso JaDiOnde histórias criam vida. Descubra agora