Parte 24 (A cidade dos mortos)

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Após percorrer quase duas horas de estrada em linha reta, seguindo a luz verde em um deserto que aparenta não ter fim, Janina avista uma cidade ao horizonte; a garota então para sua moto e com seu olhar em chamas fica a observar o local se questionando:

- Será que aquela é a tal cidade dos mortos?! O que me aguarda por lá?! Quer saber? Não me importo! O que importa mesmo é seguir em frente e descobrir a real verdade dessa loucura. E claro.... Devo ser prudente e não confiar em quaisquer coisa que seja.

A jovem volta a acelerar sua motocicleta "envenenada" deixando um rastro de fogo rosa pelo asfalto.

Quinze minutos depois Janina chega a cidade. Ela para a moto e desce observando o ambiente; se deparando com um local abandonado aparentando está sem ninguém há muito mais tempo do que os supostos doze anos que Berto afirmou ter passado após a vinda da luz da morte. Além disso, o mal cheiro chega a ser insuportável e a vegetação está dominando as edificações, asfalto, carros e tudo mais. Foi quando um som de uma música bem baixo, vindo da direção de um ônibus escolar de cor azul e vermelha bem próximo a garota, chama sua atenção. Ela então começa a dizer bem alto:

- Quem está ai? Tem alguém ai? Apareça e se apresente se não!...

A jovem começa aumentar as chamas de seus olhos enquanto prepara seus arames farpados em posição de ataque. ( Os arames deslizam pelo seu corpo até chegarem nas mãos da moça. Onde na direita se concentra o ataque e na esquerda a defesa que fica a girar sobre a sua cabeça).

- Vou repetir! Tem alguém ai?

Sem respostas, Janina caminha cuidadosamente na direção do coletivo, ao se aproximar do mesmo começa a observar em torno de todo o ônibus, mais nada vê. Ela resolve entrar e ao abrir a porta do veículo, utilizando-se de suas correntes, uma música italiana bem suave invade seus ouvidos. Mas o que realmente a impressiona são varias crianças dormindo tranquilamente nos bancos.

A garota começa andar entre os acentos do coletivo a observar as crianças que estão com sembrantes de felicidade. Janina cutuca uma delas e a chama bem suavemente tentando acordá-la. Só que não obtêm sucesso. Sem compreender o que está havendo, ela vai na direção do rádio que emite a música e ao toca-lo para desliga-lo um grito ao longe; de uma voz que ela conhece muito bem a retêm:

- Não!... Não faça isso!

A jovem desce rapidamente do ônibus e toda atordoada procura de que direção veio a voz quando, ao dar a volta no coletivo e olhar no rumo de sua moto, vê um homem que pensará nunca mais ver.

Janina então corre cheia de felicidade na direção daquela figura dizendo bem forte:

- Pai!

- Sou eu sim... Minha filha!

O Caso JaDiOnde histórias criam vida. Descubra agora