Parte 19 ( As Androrrentes)

41 6 1
                                    

A quase trezentos e quarenta quilômetros por hora no possante esportivo, Janina pede para o homem condutor parar o carro gritando fortemente diversas vezes. Ele então para bruscamente o veículo e olhando seriamente para a garota diz, após respirar profundamente:

- Tudo bem! Pode perguntar. Mas irei responder o que eu achar conveniente!... Por enquanto.

Janina passa a mão direita em seus longos cabelos negros e com um tom de seriedade questiona:

- Tá... Quem é você?

- Aqui eu sou o grande caçador de droncas. Berto.

Irritada a jovem aproxima seu rosto do homem e fala:

- Resposta errada! Quero saber sobre....

O caçador a interrompe.

- Há!!! Você quer saber sobre as droncas? Bem... São onças gigantes cuspidoras de...

- Não! - Grita com raiva a garota chegando a cuspir no rosto de Berto - Não quero saber sobre aqueles bichos. Quero saber sobre o que está havendo comigo!? Com certeza  você está envolvido com esses fatos estranhos que estão ocorrendo. Pois... já vi você em um sonho como enfermeiro dentro de uma  ambulância, depois você foi em minha casa trajado de entregador de móveis e agora... se intitula um caçador!

O homem aparentando medo coloca sua mão esquerda no ombro da jovem e fala:

- Não posso revelar nada a respeito disso! E...

Janina tenta interromper Berto, mas ele a "corta" repreendendo:

- Cale a boca e esculte! É muito sério. Bem... Primeiramente quero que você confie em mim, na Clarisse, no Renato e no Diogo.

Ao ouvir o nome de seu amigo, a jovem abre um sorriso e fala:

- Diogo? Você o conhece? Ele está bem?

- Digamos que sim.

- E onde ele está? Me diga!? Por favor!

- Bem... Após o incidente há doze anos atrás, ele ficou preso em um espaço tempo chamado "portas do isolamento."

Sem entender, Janina pede para Berto ser mais explicito:

-Como posso dizer? É... Diogo precisa que você o encontre para destruir um ser no núcleo nervoso desse universo. É só isso que posso dizer.

Irritada a garota sai do carro e começa a caminhar rapidamente. Berto então desce e corre atrás dela. Ao alcançá-la, a puxa pelo braço dizendo:

- Aonde você pensa que vai?

Janina se vira na direção do caçador e com os olhos cheios de lágrimas o encara falando:

- Vou pular de uma ponte ou me servir de aperitivo para aquelas onças gigantes. Só assim eu desperto desse pesadelo ou morro logo de vez.

Berto se atira de joelhos no chão implorando para a garota não fazer nem uma loucura. Meia sem jeito com a situação, Janina começa a olhar de um lado para o outro sem saber como reagir enquanto observa que está em um deserto de arreia branca e em uma estrada asfaltada, larga e reta; parecendo não ter fim.  Assustadíssima a jovem   pergunta:

- Que lugar é esse?

- É um deserto decorrente do que houve depois do fim do mundo - Responde o caçador que se levanta limpando os joelhos da calça.

O Caso JaDiOnde histórias criam vida. Descubra agora