Janina desperta com um grito e toda suada . Ela então respira fundo e fica indignada em viver noites de terror com pesadelos que parecem reais.
Com muita dificuldade em se sintonizar com o momento, a garota se levanta esfregando os olhos enquanto pega um espelho em cima de sua comoda, murmurando e olhando para seu reflexo começa a fazer uma oração pedindo pelo fim dos pesadelos e o entendimento de seus dias confusos. Durante sua prece, sita o nome de Diogo e automaticamente se lembra de seu encontro. Ela rapidamente olha para o radio relógio que marca nove horas e quarenta minutos.
Janina se desespera e pega o seu celular que marca três mensagens de seu amigo. A ultima diz que ele já a espera no parque, a segunda que já esta saindo de sua casa e a primeira tem o seguinte recado. "Janina, assim que peguei no sono tive um pesadelo terrível e ao desperta dele já eram nove horas. Parecendo que a noite só durou o tempo desse meu sonho aterrorizante. Por isso, irei adiantar meu café e quando estiver saindo lhe envio outra mensagem".
A jovem rapidamente tira seu pijama branco com bolinhas rosas, depois veste uma calça jeans e coloca uma camiseta preta de alça com desenhos de caveirinhas rosas. Ela então se conduz ao banheiro para se ajeitar, em seguida vai até a cozinha onde sua mãe ali se encontra dizendo:
- Bom dia minha filha! Dormiu bem?
- É...Sim, sim.
Janina começa a fuçar na geladeira, sua mãe a questiona:
- Filha o que você está procura ai? O café esta na mesa! Tem biscoitos e suco de maracujá com camomila!
Ao ouvir aquilo da mãe, a jovem com uma caixa de leite na mão, fecha a geladeira com força e bastante brava rebate:
- Nossa mãe! De novo esse suco horrível?! E só biscoitos?! Vou tomar só esse leite gelado. Pois foi a unica coisa que achei na geladeira. Você e o pai ficaram horas no supermercado e parece que não compraram nada! E eu ainda ajudei trazer sacolas e sacolas do carro. Só não sei o que era... Pois quem guardou tudo foi você e ele!
Laura então olha para filha de uma forma fria mas ao mesmo tempo temerosa, dizendo apenas que comprou enlatados, conservas e aguá. Tudo para garantir que nada falta se algo de ruim acontecer. Janina já com um copo grande cheio de leite gelado na mão arregala os olhos e pergunta:
- Mas... o que de ruim pode acontecer?
- Filha, nas condições psicológicas que você se encontra... Acho bom tudo ficar assim... Como está agora.
Já com o copo vazio, a garota o coloca sobre a pia, se aproxima da mãe a beijando e dizendo:
- É mãe, você tem razão, a melhor coisa que eu faço é relaxar para colocar as ideias no lugar. Bem, agora deixe-me ir.
- Ir para onde minha filha?
- Há... É que eu vou encontro com um amigo perto do parque e...
Laura interrompe a filha e com a voz firme a proíbe de sair, sem se conformar Janina coloca as mãos na cintura ri e diz:
- Mãe a senhora deve está brincando né!? Me impedir de sair de casa! Tudo bem que eu estou um pouco conturbada de uns dia para cá... Mas é janeiro, mês de ferias escolar!
- Isso tudo não seria o problema minha filha!
- Então?
- Como posso lhe dizer...
- Ousa mãe, não quero saber o que me impede sair. Irei assim mesmo.
Janina corre até seu quarto com sua mãe logo atrás. No comodo ela apanha seu celular, um dinheiro e seu documente de identidade colocando tudo nos bolsos de trás da calça. Laura então a ameça dizendo que ira mandar o porteiro a impedir de sair. Rindo, Janina corre um direção do interfone e rapidamente estoura o fio sem sua mãe perceber. Já de junto a porta principal, a jovem a abre saindo rapidamente. Laura aparece em seguida gritando no corredor; falando que do portão ela não ira passar.
Já na rua, Janina percebe que não há praticamente ninguém e nem se quer há carros circulando. As poucas pessoas com quem ela cruza estão apresadas e cheias de sacolas nas mãos. Intrigada, a garota acelera o passo na direção do local do encontro.
Dez minutos se passam e finalmente ela chega em um parque deserto cheio de brinquedos. A jovem olha para todos os cantos a fim de avistar Diogo quando o vê acenando em baixo de um ponto de ônibus coberto, ela então se aproxima dizendo:
- Oi Diogo, cadê todo mundo? Uma hora dessas esse parquinhos estaria cheio de crianças! Ainda mais agora nas ferias escolares. E onde estão os carros e as pessoas? Afinal o que está havendo? Você sabe?
O garoto pede calma a jovem a convida para se sentar no banco de metal todo desbotado que fica embaixo do ponto de ônibus. Ela então se senta ao lado do garoto. Com um sembrante cansado e ao mesmo tempo feliz em rever Janina, Diogo fala:
- Ousa... Acho que não poderemos executar nosso plano de ir atrás do entregador.
- Mais... Como, assim Diogo?
- Você tem estado informada nesses últimos dias?
- Pra falar a verdade não. Essas perturbações em minha vida depois do ultimo final de semana... Não me deixaram pensar em mais nada. Nem se quer acessei a internet!
- É Janina! Apesar de estar numa situação idêntica a sua, eu cheguei a ouvir e vê algumas noticias e... Hoje pela manhã descobri que ontem a noite, por volta das vinte e três horas o governo decretou toque de recolher.
- Hã!... Como assim? - Pergunta Janina apreensiva.
Nesse instante um trovão assusta aos dois jovem, que olham para o céu e vêem grandes nuvens de chuvas se formando.
- Nossa... que coisa Janina. Parece que... do nada ira cair uma forte chuva!
- Pois é Diogo, muito estranho isso! Agora, voltando ao assunto... Por que estamos em toque de recolher!?
O garoto olha para a jovem com os olhos cheios de lágrimas dizendo:
- O fim... É o fim do mundo.
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O Caso JaDi
General FictionApós um acidente terrível, Janina desperta em seu quarto e sua vida passa a ser um complexo enigma! O que será realidade? Suas memórias são apenas fantasias? Em quem confiar? No que confiar? Muitas perguntas e respostas que vão deixar nossa salvador...